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9 Alterações de Comportamento na Pessoa com Alzheimer:

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1) INSÔNIA

– Procure deixar o ambiente do quarto silencioso e com pouca luz.
– Certifique-se de que a cama e as roupas usadas pelo paciente para dormir, sejam confortáveis e não esteja molhada, para que ele não se sinta apertado e não passe frio ou calor.
– Tente evitar que o paciente durma durante o dia, envolvendo-o em atividades agradáveis que afastem o sono.

2) DELÍRIOS

– O paciente com alzheimer tem a sensação de está sendo perseguido, tente explicar o que está acontecendo, onde ele está e que ninguém fará mal a ele.
– Sempre dê parâmetro de realidade explicitando fatos.
– E se uma determinada pessoa for considerada nociva, certamente será incluída no delírio e isso a afastará de qualquer possibilidade de oferecer ajuda.

3) ALUCINAÇÕES

– Em hipótese nem uma não discuta com o paciente com alzheimer sobre a veracidade do que ele está vendo ou ouvindo.
– Certifique-se que no ambiente não há algum objeto ou fator desencadeante da alucinação como por exemplos: uma planta fazendo sombra, o vento fazendo barulho na cortina, objeto de decoração que a perturbe.

4) SEXUALIDADE EXACERBADA

– Evite situações, sons e imagens que possam ocasionar estimulação sexual.
– Na hora da higiene íntima esclareça informe paciente que é o momento da higienização, explicando porque e para que do fato.
– Procure médico e ou psicólogo para identificação e solução do problema.

5) PERAMBULAÇÃO

– Na parte interna das roupas faça identificação com: nome, endereço e número de telefone.
– Esconda as chaves da casa e do carro para evitar que paciente tente sair de casa.
– Coloque nas portas e portões sinos ou até câmeras para evitar fuga do paciente.

6) AGRESSIVIDADE

– Em caso de agressividade tente mudar o foco chamando a atenção do paciente para outra coisa como paisagem, fotos, música e etc… como uma tentativa para acalma-lo.
– Proponha fazer outra atividade do tipo motora como: caminhar.
– E tente de maneira sutil descobrir o motivo da reação da agressividade e evite repetir a situação.

7) DEPRESSÂO

– A depressão necessita de tratamento psicológico e medicamentoso, não espere, pois o quadro não melhora sozinho, apenas se agravam com o tempo. O tratamento miniminiza o sofrimento do paciente.
– Sempre propicie acolhimento do paciente em meio às conversas e atividades familiares; pois exclusão apenas agrava o quadro.
– A expressão de amor, carinho e cuidado ajuda o paciente sair do quadro de depressão.

8) ANSIEDADE

– Mantenha ambiente calmo, organizado, seguro e agradável para rotina do paciente.
– Evite conversas, brigas e discussões desnecessárias na frente ou próximo do paciente.
– Evite gritar ou falar alto com paciente.
– Evite toda e qualquer agitação desnecessária no ambiente que paciente está inserido.

9) MANEJO DE SINTOMAS

– Evite reações emocionais negativas com ou na frente do paciente.
– Nunca trate o paciente com impaciência, agressividade ou ainda com irritabilidade esses sentimentos podem aumentar conflito e ocasionar no paciente repudia, distanciamento; além de gerar sentimentos de impotência, medo, tristeza, desânimo, dificuldades de lidar com perdas.
– Não trate o paciente com desprezo e indiferença.
– Nunca ignore os desejos e atitudes do paciente porque ele não se recordará depois esse fato poderá enfraquecer os vínculos e a interação social do paciente.
– A ausência de resposta favorece a passividade e pode exacerbar confusão e até agressividade.
-Não use aceitação com permissividade excessiva; tente entender as atitudes do pacientes e apresentar os riscos para aquela situação e impor postura de cuidados com imposição de limites.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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O que é Deficiência Mental (DM)?

Deficiência Mental é um distúrbio da mente, uma dificuldade ou alteração cognitiva.
No Código Internacional das  Doenças – CID 10 está descrita como Retardo Mental e código vai F-70 a F79 com suas devidas especificações.

As causas etiológicas são: ambientais, nutricional e emocionais

As causas de origem ambientais: são ocasionadas na vida uterina por drogas, medicamentos, agentes químicos, radioativos, envenenamento, agressões físicas a gestante e seu bebê e os mais variados níveis de privações.
As causas de origem nutricional: são ocasionadas por privações e carência alimentar.
As causas de origem emocionais: são ocasionadas por violência doméstica, privações e carências de ordem emocionais e psíquicas.

As Doenças Gestacionais que podem ocasionar Deficiência Mental como: Citomegalovírus, Mononucleose e Hipertireoídismo.
Vale salientar importância  da realização do exame do Pezinho que mensura o índice de Fenilcetonúria  para detenção de alterações metabólicas e enzimáticas.

Quais as Principais Dificuldades do Deficiente Mental  (DM)?

  • Alteração na marcha;
  • Alterações de equilíbrio;
  • Alteração de coordenação motora;
  • Atraso Global Desenvolvimento de Fala e Linguagem;
  • Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;
  • Prejuízos cognitivos e de memórias;
  • Hipotonia generalizada;
  • Incapacidade de ter independência e autonomia total ou parcial;
  • Prejuízos nas funções básicas de sucção, mastigação, deglutição e respiratória.
  • Alterações Pulmonares de Repetição;
  • Otites de repetição;
  • Alterações associadas visuais, auditivas e físicas.

Como Tratar Deficiência Mental (DM)?

A Deficiência Mental é tratada pela equipe interdisciplinar: médico, acompanhamento nutricional, psicológico e sessões de fisioterapia e fonoaudiologia  com plano terapêutico traçado para superar dificuldades diária de cada individuo; associado ao trabalho da equipe escolar.  As sessões de terapias  são semanais de  40 minutos cada sessão  e com duração por tempo indeterminado. O empenho da criança e envolvimento da família é fundamental para evolução e reabilitação dos processos de inclusão social.

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As Fissuras Lábio Palatinas são anomalias faciais congênitas, que resultam da falta de fusão entre os processos frontonasal e maxilar que ocorrem por volta sexta a nona semana de desenvolvimento embrionário.
A taxa de incidência é de 1 para cada 650 nascidos vivos, com índice de 35% de mortalidade no primeiro ano de vida.

Fissuras Lábio Palatinas

 

Qual a causa das fissuras lábio palatinas?

É uma malformação de origem genética e ou ambiental.
Na presença de uma predisposição genética, fatores ambientais podem precipitar o surgimento da anomalia.
Os fatores ambientais são divididos em:
–Causas Nutricionais: por carência de minerais e vitaminas; sendo principal ausência ácido fólico.
–Causas químicas: por uso de drogas, fumo, álcool utilizados pela gestante.
-Causas endócrinas: por alterações hormonais na gestação.
-Causas atômicos: por radiações.
-Causas infecciosas: por contaminação da gestante com doenças infecciosas no primeiro trimestre de gestação.

Como é realizado diagnóstico?

O diagnóstico poderá ser comprovado por meio do exame de ultrassom morfológico entre a 4° a  12° semana de gestação. A Fissura  ou fenda está classificada no Código Internacional das doenças (CID -10) como Q 37 –  Fenda labial com fenda palatina com suas devidas especificações.
Como é realizado o tratamento?
Após o nascimento, o bebê deve ser avaliado por uma equipe multidisciplinar para verificar tipo de fissura e necessidade da criança.

Quais os tipos de fissuras?

– Fissuras Submucosas: ocorrem abaixo da mucosa intacta dando uma falsa ideia de normalidade. E durante ou após amamentação o leite tem escape pelo nariz do bebê.
-Fissuras Pré-forame: ocorrem exclusivamente no lábio pela ausência  de fusão dos processos nasais e maxilares. Pode ser unilateral, bilateral ou mediana. E a ponta do nariz desviará para lado não fissurado.
-Fissura Pós-forame incisivo: são as fendas palatinas medianas podendo afetar úvula, palato duro e mole. E tem maior incidência no sexo feminino.
-Fissura Trasforame incisivo: é a forma mais grave que atinge os processos palatinos, lábios, arcada alveolar. Pode ser unilateral, bilateral completa ou incompleta. E tem maior incidência no sexo masculino.
-Fissura Raras da face: envolvem lábios, nariz, olhos e mandíbula.
Observação:  Os orientais-asiáticos  popularmente chamado de raça amarela exibem maior incidência e os afrodescendentes menor incidência.

Qual a Sintomatologia?

Estético: deforma o semblante do individuo.
Funcionais: acarreta dificuldades para sucção, deglutição, mastigação, respiração, fonação e audição.
Emocionais: o ajustamento pessoal e social do individuo.

Quais são as principais dificuldades?

Dificuldades alimentares: sucção com presença de refluxo nasal, aspiração, dispneia e infecções de vias áreas.
Dificuldades auditivas: pela incidência de otites porque os músculos: tensor e elevador do palato são alterado mudando a relação com tuba auditiva.
Distúrbios da comunicação oral: como hipernasalidade atrasos no desenvolvimento de linguagem, distúrbios articulatórios, disfonias hipercinéticas e etc…

Como é realizada a terapia fonoaudiológica para Fissuras?

O início do tratamento fonoaudiológico inicia-se na maternidade com  a avaliação e a realização dos exames auditivos  que engloba teste orelhinha e BERA.  O bebê apresenta alterações nas funções vitais: sucção, deglutição e respiração o fonoaudiólogo tem que está presente  para indicar posição e a forma de amamentação e estimulação.
A fonoterapia deverá englobar:
– Alimentação;
– Hábitos Orais;
– Sensibilidades;
– Linguagem  e fala;
– Audição;
– Desenvolvimento neuropsicomotor;
– Desenvolvimento da escrita.
O acompanhamento da fonoaudiologia deverá ser pré e pós-cirúrgico estendendo-se na fase de aquisição e desenvolvimento de fala até aquisição e desenvolvimento da escrita.

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Introdução:

O câncer de cavidade oral é a quinta neoplasia maligna mais freqüente na população brasileira. Independente do tratamento realizado esse paciente pode evoluir com alterações emocionais, sociais e estéticas e funcionais na voz, fala e deglutição, necessitando da atuação da equipe multidisciplinar e do fonoaudiólogo desde o pré-operatório.

Objetivo:

Realizar um estudo epidemiológico das características de reabilitação fonoaudiológica dos pacientes submetidos à glossectomia atendidos no Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho (ICAVC).

Material e método: 

Estudo retrospectivo. Foram avaliados 123 prontuários prontuários dos pacientes submetidos à glossectomia pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do ICAVC. Do total de prontuários, quarenta se enquadraram nos critérios de inclusão:ter sido submetido à glossectomia total ou parcial associada ou não à mandibulectomia total ou parcial e ter realizado fonoterapia.

Desses prontuários foram coletadas informações relacionados ao pré – operatório, pós-operatório e reabilitação fonoaudiológica. A partir dessas informações foi realizada uma análise estatística descritiva qualitativa e quantitativa com o objetivo de verificar aspectos relevantes à pesquisa. Resultados: Foram elegíveis 40 pacientes, sendo 35 do sexo masculino e 5 do sexo feminino Destes, 70% dos pacientes foram diagnosticados nos estadiamentos III e IV; todos realizaram tratamento radioterápico; 75% dos avaliados retiraram sonda nasoenteral em até 6 sessões (média 4 meses) sem intercorrências ;87,5% dos pacientes retiraram a cânula de traqueostomia em até quatro sessões (média 2 meses); todos foram submetidos à orientação pré-operatória,avaliação e fonoterapia (média de 12 sessões) e desistiram ou evadiram da fonoterapia antes da alta.

Conclusão:

Por meio deste estudo epidemiológico foi possível evidenciar e quantificar em número de sessões e meses a importância da atuação fonoaudiológica em câncer de boca e de cavidade oral no processo de reabilitação da deglutição, voz e articulação.

Autores: Viviane de Carvalho, Elizangela Aparecida Barbosa
Instituição1 ICAVC – Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho (R. Dr Cesário Motta Jr, 112)

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Fases do luto familiar

Os familiares devem estar conscientes do grau de complexidade da doença e ter noção dos possíveis insucessos do tratamento. Independentemente da evolução do paciente, a família e, sobretudo, o cuidador precisam estar seguros de que estão contribuindo da melhor maneira possível e cientes de que medidas “heroicas”, além de desgastá-las emocionalmente, podem não ter resultado prático.
A reação psíquica determinada pela experiência da morte (perda) foi descrita por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro “Sobre a morte e o morrer”, tendo cinco estágios:

1. Negação e Isolamento:

São mecanismos de defesa temporários do ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e a duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

2. Raiva:

Surge em razão da impossibilidade de o ego manter a Negação e o Isolamento. Nesta fase a pessoa expressa raiva por aquilo que ocorre; geralmente essas emoções são projetadas no ambiente externo, os relacionamentos tornam-se problemáticos e todo o ambiente é hostilizado. Junto com a raiva também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.

3. Barganha:

Acontece após a pessoa ter deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu. Nesta fase busca-se fazer algum tipo de acordo, de maneira que as coisas possam voltar a ser como antes. Começa uma tentativa desesperada de negociação com a emoção ou com quem achar ser o culpado de sua perda. Promessas, pactos e outros similares são muito comuns e muitas vezes ocorrem em segredo.

4. Depressão:

Nesta fase ocorre um sofrimento profunda tristeza, desolamento, culpa, desesperança e medo são emoções bastante comuns. É um momento em que acontecem grande introspecção e necessidade de isolamento, e aparece quando a pessoa começa a tomar consciência de sua debilidade física, já não consegue negar as condições em que se encontra atualmente, quando as perspectivas da perda são claramente sentidas. Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou agredir e revoltar-se também não, fazer barganhas não resolveu. Surge, então, um sentimento de grande perda.

5. Aceitação:

Neste estágio a pessoa já não experimenta o desespero e não nega sua realidade. As emoções não estão mais tão à flor da pele e a pessoa prontifica-se a enfrentar a situação com consciência das suas possibilidades e limitações. Claramente, o que interessa é que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz e com dignidade, mas a aceitação não deve ser confundida com um estágio feliz, ela é quase destituída de sentimentos.

Kübler-Ross, originalmente, aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, desde a morte de um ente querido até o divórcio. Qualquer mudança pessoal significativa pode levar a estes estágios. Também alega que esses estágios nem sempre ocorrem nessa ordem e nem todos são experimentados pelas pessoas, mas afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois estágios para apreender lidar com doença e as perdas ao longo da vida.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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O que é a avaliação inicial ou anamnese?

Para iniciar qualquer tratamento na área da saúde a pessoa logo após agendamento da consulta necessita passar pela Avaliação Inicial ou Anamnese: é quando profissional vai preencher um questionário que tem história do paciente quando criança, fatores como: gestação, parto, pós-parto e desenvolvimento infantil, são fundamentais para profissional ter uma noção da vida daquele sujeito; assim também analisar o contexto que aquela família vive e sua dinâmica familiar, rotina, aspectos emocionais, culturais, sócio-econômico e psicológico entre outros.
É na avaliação inicial que os exames e encaminhamentos são vistos de maneira detalhada e caso necessário são feitos novos encaminhamentos e exames.
Avaliação é o momento que o profissional examina e faz alguns testes de acordo com cada patologia e olhar clínico e a experiência profissional são fatores fundamentais para diagnóstico ou para traçar o planejamento de tratamento para cada paciente respeitando fatores individuais como: idade e aspectos: sócio-econômico, culturais, limitação física, emocional e psicológica. O tratamento difere para cada caso; mesmo em doenças mais comuns.
Vale salientar que o olhar do profissional deve ser personalizado para cada indivíduo mesmo nas doenças mais comuns.
Em casos mais complexos avaliação pode acontecer em partes em várias consultas ou sessões e em caso de diagnóstico em aberto avaliação é constante; pois olhar do profissional tem que esta atento a cada detalhe em cada sessão.
Avaliar é planejar quais serão os próximos passos para aquela patologia e como aquele profissional ou aquela equipe irá conduzir o caso.

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Mudança de tratamento:

Caso paciente mude de tratamento, de estado, país e etc; deverá submeter-se uma nova avalição inicial cada profissional ou equipe de saúde deverá traçar um planejamento o paciente pode até apresentar relatório de avaliação, porém será traçado um novo planejamento cada profissional tem jeito de desenvolver seu trabalho e carrega experiências profissionais distintas são vidas tratando de vidas. Então não existe programação como as de um computador sequenciada o profissional pode até seguir mesma técnica, método etc, porém execução difere pois as pessoas não são iguais.
É importante cada ciclo do tratamento profissional realizar Re-avaliação para mensurar evolução do tratamento e eficácia do método.
A família ou paciente tem direito de buscar uma nova avaliação ou até mesmo a recusar tratamento; cabe profissional compreender momento e os aspectos psicológico daquela família ou paciente.
No caso de reabilitação, não existe reabilitação de uma sessão ou fazer uma avaliação sair curado; nada disso existe; após diagnóstico existe tratamento para casos de doenças curáveis ou em caso de doenças incuráveis acompanhamento para retardar evolução da doença.
O profissional de saúde não faz milagres, apenas atua dentro da sua área de estudo e conhecimento.
Na área da saúde não existe avaliação grátis. Os conselhos profissionais entendem que, para o profissional atender bem um paciente foram anos de estudos, pesquisas e congressos; no qual teve um custo. Dessa forma existem leis que fiscalizam e legislam atuação de cada profissional e no qual ele tem o dever de cobrar pelo seu trabalho.
E caso você encontre por aí profissionais que oferecem serviços grátis desconfie pois, se ele não tem boa conduta com a profissão, ele terá boa conduta com o paciente? Faça essas perguntas: Ele agirá de forma ética? Será que essa pessoa tem registro profissional? Será que esse profissional tem algum tipo de processo no conselho ou na justiça? Então pegue nome e número de registro profissional e consulte.
E fuja de profissionais que não respeitam as leis, ele também não irá te respeitar como paciente.

Texto autoria: Dra Elizangela Aparecida Barbosa CRFa 16.023
Proibido a reprodução ou plágio sem autorização prévia da autora.

 


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A Dislalia é um distúrbio, ou melhor, uma alteração da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. Os principais sintomas são:

– Omissão de fonemas;
– Substituição de fonemas;
– Trocas de fonemas;
– Deformação de fonemas.

A Dislalia pode ser dividida em dois grupos:
A Dislalia Orgânica: que resultam das malformações ou de alterações dos órgãos fonoarticulatórios, ou ainda em casos de malformações congênitas como traumatismo de órgãos fonoarticulatórios ou de lábio leporino (fissuras labiais). Há também certas dislalia provenientes de patologias do Sistema Nervoso Central (SNC).

A Dislalia Funcional: quando não há alterações físicas, chamamos de funcional pensa-se que a origem é genética, emocional ou com causa psíquica.
A dislalia pode afetar a escrita, pois o desenvolvimento de linguagem escrita é apoiado com base da linguagem oral. Um exemplo clássico de dislalia com trocas de fonemas: são os personagem Cebolinha da turma da  Mônica e o Hortelino do autor Elmer Fudd, que troca os fonemas (R) por (L) como: prato emite (plato)  ou trocas (C) por (T)  coelho emite (toelho).

Outros exemplos para omissão na fala é (omei) para dizer tomei, no caso substituição na fala (balata) para dizer barata, acréscimo na fala (alatras) para atlas.

Dislalia

Quem trata a dislalia?

A dislalia é tratada pelo profissional fonoaudiólogo e está classificada no Código Internacional das doenças (CID -10) como F 80 – transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem.

Qual o tipo de tratamento?

A dislalia é tratada por meio da terapia fonoaudiológica; sendo necessário primeiro avaliação fonoaudiológica  e posteriormente o tratamento com fonoterapia.

Como é realizada a terapia fonoaudiológica para Dislalia?

A terapia fonoaudiológica varia de acordo com o caso, mas engloba os seguintes aspectos:
-Discriminação auditiva dos sons;
-Instalação do ponto correto articulatório dos fonemas;
-Exercícios com sílabas, palavras e frases;
-Exercícios de adequação da musculatura orofacial;
-Treino de respiração adequado
-Treino de Mastigação e etc.

Qual o tempo de duração do tratamento?

O tempo depende de cada individuo e do grau de comprometimento da criança e da família no processo terapêutico  em média  um ano de fonoterapia uma vez por semana é o suficiente e no máximo um ano e meio para casos mais complexos. E casos que não há aderência e comprometimento dos envolvidos o tratamento tem ser interrompido  pelo profissional e retomado um outro momento. Já alta-fonoaudiológica é dada pelo profissional fonoaudiólogo quando as dificuldades são sanadas; porém a desistência ou ausência do processo não pode ser considerada como alta.

Existem profissionais que utilizam outros métodos, no qual terapia fonoaudiológica por ser duas ou até três vezes por semana.

Vale salientar, que o método acima descrito é utilizado pela franquia BIOHOUSE terapias, com sessão de fonoterapia uma vez por semana, com duração de quarenta minutos, atividades para casa, e em média um ano de tratamento dependendo complexidade do caso; existem casos solucionados em no mínimo três meses sim, porém são trocas de fonemas bem pontuais e casos que necessitam de tempo maior de no máximo um ano e meio; são casos mais complexos no qual temos que respeitar o tempo e as pontecialidades de cada pessoa.

Observação: até os quatro anos trocas na fala de uma criança são normais; porém para cada idade é esperado o desenvolvimento de alguns fonemas para saber se seu filho está na faixa de normalidade faça avaliação com um fonoaudiólogo não espere o problema se instalar; afinal prevenir é melhor caminho sempre.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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Ao recebermos um paciente com diagnóstico de paralisia da prega vocal primeiramente devemos realizar uma anamnese.

Um fator importante nesse primeiro momento é sabermos qual a etiologia da paralisia, se congênita, iatrogênica, idiopática, neurológica ou viral.
Frequentemente, neste primeiro contato, o paciente já possui uma avaliação laringológica filmada sem ou com estroboscopia, a qual permite ao fonoaudiólogo uma visão mais minuciosa do caso em questão.

Avaliação fono

Anamnese

Durante a anamnese, obteremos os dados de identificação do paciente, do encaminhamento, da queixa e do período de duração da alteração funcional. É um excelente momento para se deixar o paciente mais à vontade e assim se iniciar o vínculo da relação terapeuta-paciente. É importante se observar  além das palavras do paciente, alterações na expressão facial, na postura, na ênfase, na inflexão e na prosódia. Outro fator relevante a se observar é a linguagem corporal e a disponibilidade do paciente no seu processo de reabilitação.

Muitas vezes, o paciente vai à procura de um tratamento fonoaudiológico induzido por terceiros, como amigos e familiares. Em relação à queixa, é importante se observar o quanto realmente a alteração está incomodando o paciente. Muitas vezes, durante esse primeiro contato não valorizamos corretamente a queixa do paciente e isso seguramente pode interferir diretamente no processo de reabilitação. É importante sabermos como se iniciou os sintomas, se de forma repentina ou gradual e se as alterações apresentam picos de melhora ou piora.

Embora esse paciente venha encaminhado devido a alterações vocais, respiratórias e/ou de deglutição, devemos interrogá-lo a respeito da sua saúde geral, visto que essas funções dependem da integridade e sincronia de muitos outros órgãos. Assim, é importante o questionamento de queixas ou doenças relacionadas ao sistema respiratório, neurológico, endócrino, cardíaco e gástrico. Se faz uso de medicamentos e se já realizou cirurgias anteriores.

Investigação

Saber se há antecedentes familiares e pessoais em relação a sua queixa principal, se já houve anteriormente quadros de disfonia, disfagia e/ou de alterações respiratórias. Deve-se caracterizar qual o tipo de tratamento empregado, se medicamentoso, cirúrgico, fonoterápico ou psicológico e os resultados obtidos.

Outro fator a ser investigado é quanto aos hábitos de vida, se tabagista, etilista, se realiza abuso ou mau uso vocal, se é esportista e quais as atividades de lazer. Quanto mais conhecermos os hábitos de vida do paciente melhor conseguiremos adequá-lo ao processo de reabilitação, pois muitas das vezes podemos associar atividades prazerosas ao paciente com a realização de algumas técnicas terapêuticas.

“Direitos reservados ao autor do Texto no livro: FONONCOLOGIA. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral das Autoras do Livro.”


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10 parâmetros de avaliação vocal:

A Saúde Vocal é muito importante para as pessoas, pois voz expressa e diferencia o indivíduo das demais pessoas.
A avaliação vocal é importante para entender e reparar danos na voz de um indivíduo, seja ele ou não profissional da voz.

Em relação às paralisias laríngeas, os principais parâmetros da avaliação vocal que devem ser analisados são:

1. TIPOS DE VOZ

  • Voz soprosa: decorrente de fenda glótica; ouve-se um fluxo aéreo não sonorizado, geralmente com fraca intensidade.
  • Voz rouca: decorrente da flacidez da mucosa e da musculatura glótica. É uma qualidade vocal do tipo ruidosa.
  • Voz bitonal: origina-se do desnível e da assimetria de vibração das pregas vocais, ouvem-se dois sons, com altura, intensidade e qualidade vocal diversas.
  • Voz áspera: indica enrijecimento do tecido, geralmente apresenta pitch agudizado que tem baixa aceitação social.
  • Voz tensa: pitch agudo que se assemelha a um som estrangulado.
  • Voz astênica: muitas vezes confundida com voz soprosa. É uma voz de fraca intensidade, sem energia.

Há ainda a possibilidade da fonação em falsete. O falsete paralítico é uma compensação atípica nas paralisias unilaterais, proporcionando qualidade vocal em registro elevado e falsete, com leve soprosidade com sinais e sintomas de fadiga vocal, podendo haver aproximação das pregas vestibulares à fonação do lado oposto ao da paralisia.

2. RESSONÂNCIA: 

O sistema de ressonância é composto por diversas estruturas e cavidades do aparelho fonador: pulmões, laringe, faringe, cavidade bucal, cavidade nasal e seios paranasais. É a utilização harmoniosa dessas estruturas que possibilita uma ressonância adequada. As vogais mais indicadas para avaliação da ressonância são as vogais /i/ e /u/, por serem as vogais mais orais da língua portuguesa. A avaliação da ressonância valoriza dois focos principais: o foco horizontal e o foco vertical. No foco horizontal, observam-se os seguintes tipos de ressonância: equilibrada (a energia está dispersa desde os lábios até a parede da orofaringe); posterior (foco de energia na região posterior da orofaringe); anterior (o foco de energia se concentra próximo dos lábios). No foco vertical, observam-se as ressonâncias do tipo: equilibrada (não a predomínio na concentração da energia sonora); baixa ou laringofaríngica (energia tensa e abafada, sensação de som preso na garganta); alta ou hipernasal (escape de ar nasal).

3. TEMPO MÁXIMO FONATÓRIO (TMF):

medida que possibilita verificar o controle da expiração do ar e a eficiência do fechamento glótico. Pode ser utilizado tanto para complementação diagnóstica como para acompanhamento e evolução terapêutica.
Nos casos de paralisia laríngea, geralmente, observam-se tempos máximos fonatórios reduzidos decorrente da deficiência da coaptação glótica e consequente escape do fluxo aéreo.
Para a avaliação do TMF, solicita-se ao paciente que inspire profundamente e expire todo o ar pulmonar sustentando as vogais /a/, /i/ e /u/, os fonemas fricativos: /s/ (fonema surdo) e /z/ (fonema sonoro), além da contagem dos números. É importante que o paciente seja orientado a realizar as emissões sem esforço, sem utilizar ar de reserva. O tempo das emissões é obtido por meio da utilização de um cronômetro. O tempo estimado para as vogais nos homens é de 20 segundos e para mulheres de 14 segundos. Para relação s/z estima-se um valor médio de 15 a 25 segundos. Nos pacientes com paralisia laríngea espera-se valores de tempo máximo fonatórios reduzidos e relação s/z com predominância do tempo maior de /s/ do que /z/. Na contagem de números é possível se observar a habilidade do paciente em controlar a função respiratória e a adução glótica durante a fala encadeada.

4. ATAQUE VOCAL:

É a maneira como o som se inicia, de como funciona a glote no inicio da emissão. Pode ser classificado de três formas: isocrônico (não há tensão no início da fonação); brusco (há tensão no início da fonação) e aspirado (coaptação insuficiente das pregas vocais).

5. FREQUENCIA VOCAL – PITCH:

é a sensação psicofísica da frequência fundamental (pitch grave e pitchagudo), é classificado como adequado, baixo ou alto. Já a extensão vocal é classificada como adequada, restrita ou trabalhada. Quanto mais elevada a frequência fundamental, mais agudo será o som.

6. INTENSIDADE VOCAL – LOUDNESS:

é a sensação psicofísica da intensidade, ou seja, se a voz é fraca ou forte; está diretamente relacionada com a pressão de ar subglótica e a resistência glótica. A extensão do loudness é classificado como adequado, reduzido ou aumentado. É essa riqueza de modulações que confere a voz humana todo o seu potencial de expressão, para as mais diversificadas situações, que nos permite distinguir uma voz feliz, de uma voz triste, tensa, entre outras.

7. PADRÃO ARTICULATÓRIO:

a articulação compreende um processo de ajustes motores dos órgãos fonoarticulatórios. Pode ser classificada como articulação adequada, imprecisa, exagerada ou travada. Uma das formas de se avaliar esse aspecto é por meio da conversa espontânea ou da conversa dirigida.

8. RITMO / VELOCIDADE DE FALA:

são aspectos ligados à articulação. As alterações de ritmo e velocidade de fala são mais presenciadas em pacientes com alterações neurológicas. O ritmo diz muito da habilidade do indivíduo em organizar seus pensamentos em palavras. Já a velocidade da fala refere-se ao número de palavras emitidas por minuto de tempo corrido. Classifica-se o ritmo e a velocidade em adequados, aumentados ou lentificados.

9. RESISTÊNCIA VOCAL:

é a habilidade do indivíduo utilizar a dinâmica vocal na fala encadeada intensamente por um determinado período, sem apresentar sinais de fadiga. Durante a avaliação desse aspecto é importante se observar a qualidade vocal, a dinâmica respiratória, a articulação, a velocidade, a frequência, a intensidade e a ressonância. Solicita-se ao paciente a contagem de 100 a 1.

9. DINÂMICA RESPIRATÓRIA:

podemos dizer que o ar é o combustível para a voz. O ciclo respiratório é dividido em duas fases: inspiração e expiração. Para a fonação normal é essencial que as forças aerodinâmicas estejam equilibradas com as forças mioelásticas da laringe (BEHLAU M e PONTES P. Avaliação e tratamento das disfonias, 1995). Considera-se quanto ao modo (nasal ou oral) e ao tipo (superior: respiração alta no tórax; média: não há movimentações abruptas superiores e/ou inferiores; inferior: durante a inspiração há ausência de movimentos na região superior; costodiafragmático-abdominal: utilização correta da caixa torácica). A avaliação da coordenação pneumofonoarticulatória, como o próprio nome diz refere-se á observação da coordenação das funções de respiração, fonação e articulação, podendo estar adequada ou inadequada. Nos casos de paralisia laríngea não é incomum, se constatar o paciente com coordenação inadequada, devido ao gap glótico existente, que acarreta perda do ar transglótico.

10. AVALIAÇÃO DOS ÓRGAOS FONOARTICULATÓRIOS:

é de extrema valia a avaliação de todos os órgãos envolvidos no processo de fonação (lábios, língua, bochechas, dentes, palato, véu palatino, mandíbula, ATM e faringe), visto que a voz não é somente produto da laringe, mas sim de toda sincronia entre esses órgãos.Com relação à laringe, convém observar posicionamento, qualidade da excursão vertical laríngea durante as funções de voz e deglutição, se há mudanças vocais à manipulação e presença de crepitação. Em pacientes mais graves que utilizam cânula de traqueostomia observamos restrição da elevação laríngea que interfere diretamente nas funções citadas anteriormente.

10. POSTURA CORPORAL:

Também é importante a avaliação da postura corporal do indivíduo. Muitas vezes, o paciente pode tentar controlar alguns dados, mas se fomos bons observadores poderemos detectar controvérsias entre o que o paciente fala e o que o seu corpo demonstra. Como o paciente se refere a sua voz e como ela é na realidade.
Para avaliação da função de deglutição é aconselhável se avaliar diferentes consistências (liquida, pastosa e sólida) e quantidades (3, 5, 10ml e deglutição contínua) e se há presença de estases, sinais clínicos de penetração e/ou aspiração. Frequentemente, durante essa avaliação, verificamos os valores de saturação de oxigênio e de frequência cardíaca.
Após a coleta de todos esses parâmetros se faz necessária a aplicabilidade de provas terapêuticas as quais irão nortear o processo de reabilitação, bem como as condutas a serem seguidas.

“Direitos reservados ao autor do Texto no livro: FONONCOLOGIA. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral das Autoras do Livro.”


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