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Orientações Gerais para Profissionais no Atendimento Domiciliar:

Vale apenas ressaltar que o profissional da saúde tem que ser imparcial, seja com a família, o paciente e com as empresas envolvidas no processo. Ele deve executar os procedimentos sem envolvimento pessoal e emocional, mantendo uma postura ética conforme prevê o código de ética de cada profissão.

  • O profissional deve ter discurso claro e coeso, sem opiniões, fofocas e discussões.
  • Não falar mal ou denegrir colegas e a empresa ou operadora de saúde.
  • Os profissionais não poderão discutir, abordar assuntos impertinentes ou até mesmo sobre a doença ou o paciente e seus familiares dentro da residência.
  • O profissional deverá atender com roupas próprias, sem roupas curtas, minissaias, roupa colada, tipo calças legging, de contton, salto alto, unhas grandes e sujas etc. O profissional de enfermagem deverá usar chinelo apenas para dar banho no paciente e não ficar circulando na casa de chinelo e de roupas como se estivesse em sua casa.
  • O profissional de enfermagem é prestador de serviço, não funcionário da casa.
  • O profissional não poderá falar mal ou questionar a postura de outro profissional da saúde no domicílio.
  • O profissional deverá ser gentil e cordial com os colegas de trabalho, cuidadores e familiares em qualquer situação.
  • Seja otimista e bem-humorado.
  • Seja humilde e solícito.
  • Postura profissional é fundamental ao reconhecimento e consolidação de uma carreira na área da saúde.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.


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Terapia Ocupacional

A Terapia Ocupacional (TO)tem um papel fundamental no processo de cura junto a pessoas que apresentem disfunções físicas, sensoriais e/ou mentais, bem como dificuldade de adaptação ao meio em decorrência dessas disfunções ou de outros processos que venham a desencadear prejuízos à saúde biopsicossocial do indivíduo e da sociedade em que está circunscrito.

OBJETIVOS DA TERAPIA OCUPACIONAL

Promover e manter a saúde, restaurar e/ou reforçar capacidades funcionais, facilitar a aprendizagem de funções essenciais e desenvolver habilidades adaptativas visando auxiliar o indivíduo a atingir o grau máximo possível de autonomia no ambiente social, doméstico, de trabalho e de lazer, tornando-o produtivo na vida de relação.

OBJETIVOS GERAIS


1. Integrar o paciente à sua própria comunidade, tornando-a o mais independente possível e em contato com pessoas de todas as idades, promovendo relações interpessoais.
2. Incentivar, encorajar e estimular o idoso a continuar fazendo planos, ter ambições e aspirações.
3. Contribuir para o ajustamento psicoemocional do idoso e sua expressão social.
4. Manter o nível de atividade,alterando o ambiente,se necessário.
5. Enfatizar os aspectos preventivos do envelhecimento prematuro e de promoção de saúde.
6. Reabilitação do paciente comincapacidade física e/ou mental.

Tais objetivos estão na dependência do estado de saúde do indivíduo, do seu grau de independência nas atividades da vida diária (AVD) e no seu grau de interesse e participação.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.


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O que são cuidados paliativos?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.
Esse conceito de cuidado paliativo pode ser aplicado em doenças incuráveis, como Câncer, Alzheimer, Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Neuropatias, Síndromes etc.

Patologias iniciais têm como objetivo a cura ou remissão e isto é compartilhado como doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição, mesmo durante o tratamento com intenção curativa,a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, pormeio de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

Tratamento:

O término de uma terapia curativa para doença não significa o final de um tratamento ativo, mas mudanças em focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo não são mutuamente excludentes e propõe que “muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença,em conjunto como tratamento ativo”, e são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até amorte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes, tanto relacionados com o tratamento quanto com a evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de patologias em fase avançada, em que algumas modalidades de tratamentos cirúrgicos e medicamentos os são essenciais para o alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.

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As práticas dos Cuidados Paliativos são muitas vezes confundidas como indução à morte (eutanásia) ou como a suspensão de todos os tratamentos possíveis. Entretanto, os cuidados paliativos são, segundo a Organização Mundial da Saúde, medidas capazes de promover melhor qualidade de vida à pessoa com alguma doença que ameace a continuidade da vida e sem perspectiva de cura, utilizando-se do controle de dor, sintomas desconfortáveis e suporte emocional, social e espiritual pela equipe multiprofissional. Esses cuidados também são estendidos à família.

A BIOHOUSE Terapia é uma empresa de reabilitação especializada em pacientes idosos, crônicos, com alta dependência e que tem como princípio os cuidados paliativos.

Atuação da fonoaudiologia Em Cuidados Paliativos: 

A atuação fonoaudiológica em cuidados paliativos é facilitar comunicação quando possível, melhora quadro pulmonar com deglutição saliva eficiente e em alguns casos com muito cuidado com protocolo de preservação de vias áreas superiores degustação de algum alimento via oral; devido quadro de Disfagia.

A equipe tinha limitações no atendimento ao paciente, já que ele se mantinha hipersecretivo o que dificultava a tentativa de desinflar o cuff para a comunicação com a família e equipe.

O declínio é visível e os Cuidados Paliativos se tornam imperativos.

O trabalho fonoaudiológico às vezes se limita a adaptação de válvula de fonação. Em muitas vezes são realizadas diversas tentativas de estimulação alimentar via oral, porém sem sucesso já que o paciente apresenta aspiração alimentar e não auxilia nas sessões de terapia fonoaudiológica. O uso da válvula é essencial para a comunicação entre o paciente, família e equipe. E a atuação da equipe de saúde mental.

Atuação da Psicologia Em Cuidados Paliativos:

O envelhecimento é um processo natural do desenvolvimento humano, mas também é uma produção da cultura que revela significados sociais.
Neste processo há mitos construídos socialmente que delimitam o lugar e o papel da pessoa idosa, dificultando novas significações a respeito da existência e do viver.

Os mitos sociais que serão tratados neste momento são a deterioração do corpo, que se torna fragilizado e vulnerável ao adoecimento e a constatação de que o ser humano nesta fase da vida é decadente e descartável, portanto improdutivo.

A presença de uma doença pode favorecer a interrupção no curso da vida, ameaçando a realização de projetos, desejos e necessidades. Vivencia-se nesse contexto a perda de um corpo saudável e a possibilidade da morte.

As habilidades adquiridas ao longo do nosso processo de desenvolvimento não são permanentes, são transformadas com o tempo e com as necessidades, portanto perdas são experienciadas com o envelhecimento, mas não significa perder a capacidade de escolher e decidir sobre o modo como quer viver.

Tentamos evitar ou até mesmo retardar algumas perdas, mas elas acontecem, algumas por escolha e outras simplesmente aparecem e nos despertam sentimentos diversos.  É o fato de cada ser humano experimentar as perdas de maneira singular que nos permite pensar em cada caso.

As perdas são acompanhadas de sofrimento e este precisa ser cuidado na dimensão física, das dores do corpo; na dimensão psíquica, do enfrentamento diante da nova condição; na dimensão social, do distanciamento do seu cotidiano e na dimensão espiritual, resgate da esperança.

Atuação do Terapeuta Ocupacional Em Cuidados Paliativos:

Os cuidados paliativos são conjuntos de medidas capazes de promover melhor conforto e qualidade de vida, sendo cuidados totais, ativos e integrais oferecidos ao paciente com doença crônico / degenerativa.

Pensando nos cuidados totais, a atuação do terapeuta ocupacional vem ao encontro com estas medidas, uma vez que este atua buscando potencializar a atuação do homem no fazer, em sua autonomia e funcionalidade, assim como prevenindo rupturas e desconforto da pessoa acometida por tais patologias. Visa à assistência tanto ao paciente como ao familiar, a fim de oferecer maior conforto, dignidade e qualidade de vida.

A partir dos dados dos pacientes, os objetivos e condutas adotadas nos atendimentos de terapia ocupacional são traçados em:
-Proporcionar conforto e evitar deformidades e redução de risco de acometimento de úlceras de pressão.
– Proporcionar estímulos cognitivos com atividades significativas, uma vez que o envelhecimento acarreta perdas funcionais, perdas estas, potencializadas tanto pelo adoecimento como pela hospitalização, principalmente a de longo prazo.
– Mantê-lo em contato com atividades prazerosas e trabalhar a socialização/interação, inserindo-o no grupo dos homens e em eventos promovidos pelo hospital e aberto aos pacientes, pois, a hospitalização exige do idoso distanciamento de familiares, amigos e objetos pessoais, havendo uma mudança muito importante no hábito de vida.
– Fazer orientações aos filhos e cuidador quanto aos estímulos oferecidos e a necessidade de adequação de acordo com o ambiente, gosto e o momento do paciente.
– Proporcionar a escuta terapêutica ao paciente, família e cuidador, oferecendo um suporte emocional nos momentos de angustia devido à presença do adoecimento.

A pessoa em cuidados paliativos pode sofrer uma diminuição do sentido do eu e da autoconfiança, devido a rupturas do estilo de vida. Alguns idosos encontram dificuldades para identificar objetivos relacionados ao tempo de vida restante.

A liberdade de escolha do paciente nesse processo deve ser valorizada, permitindo o lidar com atividades que faça sentido, quando há sentido.

Considerações finais

O longo período de adoecimento, a fragilidade, as limitações, o distanciamento do seu cotidiano pelo prolongamento da hospitalização, são aspectos importantes a serem considerados e cuidados pela equipe multiprofissional.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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O que é Deficiência Mental (DM)?

Deficiência Mental é um distúrbio da mente, uma dificuldade ou alteração cognitiva.
No Código Internacional das  Doenças – CID 10 está descrita como Retardo Mental e código vai F-70 a F79 com suas devidas especificações.

As causas etiológicas são: ambientais, nutricional e emocionais

As causas de origem ambientais: são ocasionadas na vida uterina por drogas, medicamentos, agentes químicos, radioativos, envenenamento, agressões físicas a gestante e seu bebê e os mais variados níveis de privações.
As causas de origem nutricional: são ocasionadas por privações e carência alimentar.
As causas de origem emocionais: são ocasionadas por violência doméstica, privações e carências de ordem emocionais e psíquicas.

As Doenças Gestacionais que podem ocasionar Deficiência Mental como: Citomegalovírus, Mononucleose e Hipertireoídismo.
Vale salientar importância  da realização do exame do Pezinho que mensura o índice de Fenilcetonúria  para detenção de alterações metabólicas e enzimáticas.

Quais as Principais Dificuldades do Deficiente Mental  (DM)?

  • Alteração na marcha;
  • Alterações de equilíbrio;
  • Alteração de coordenação motora;
  • Atraso Global Desenvolvimento de Fala e Linguagem;
  • Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;
  • Prejuízos cognitivos e de memórias;
  • Hipotonia generalizada;
  • Incapacidade de ter independência e autonomia total ou parcial;
  • Prejuízos nas funções básicas de sucção, mastigação, deglutição e respiratória.
  • Alterações Pulmonares de Repetição;
  • Otites de repetição;
  • Alterações associadas visuais, auditivas e físicas.

Como Tratar Deficiência Mental (DM)?

A Deficiência Mental é tratada pela equipe interdisciplinar: médico, acompanhamento nutricional, psicológico e sessões de fisioterapia e fonoaudiologia  com plano terapêutico traçado para superar dificuldades diária de cada individuo; associado ao trabalho da equipe escolar.  As sessões de terapias  são semanais de  40 minutos cada sessão  e com duração por tempo indeterminado. O empenho da criança e envolvimento da família é fundamental para evolução e reabilitação dos processos de inclusão social.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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O que é a Paralisia Cerebral (PC) ?

A Paralisia cerebral é uma patologia não evolutiva e não degenerativa que atinge o cérebro humano.
Bobath (1976) define: “A lesão que atinge o cérebro quando  ainda é imaturo interfere no desenvolvimento motor normal da criança.”
A Paralisia Cerebral (PC) está descrito dento do Código Internacional das Doenças  – CID 10 como:  Paralisia Cerebral e suas especificações estão incluídos em G80- F80.9

Quais as causas da Paralisia Cerebral (PC) ?

A etiologia da doença é lesão no cérebro  por malformação congênita do sistema nervoso central. Podemos dividir as causas em tipos, veja abaixo:

– Causas Pré-natais: podemos citar agentes metabólicos como o diabetes materno, um agente infeccioso como a rubéola materna ou presença de irradiação materna.
– Causas Perinatais: podemos citar os problemas do parto, fórceps, manobra de ressuscitação empregadas tardiamente e incompatibilidade sanguínea  RH.
–Causas Pós –natais: podemos citar doenças infecciosas como meningites, encefalites, distúrbios vasculares, traumas e tumores cerebrais.

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Quais  são as Características da Paralisia Cerebral (PC) ?

  • Decorre de uma lesão no Sistema Nervoso Central (SNC).
  • Incorre em alterações sensório-motoras.
  • Ocorre antes do nascimento, no parto ou tardiamente até os dois primeiros anos de vida da criança.
  • É uma lesão não progressiva embora o sintomas e sinais passam se modificar com decorrer do tempo.

Quais são as alterações corporais na Paralisia Cerebral?

Monoplegia: quando há apenas um membro comprometido.
Diplegia: todo corpo é afetado; porém há maiores alterações de membros inferiores do que os membros superiores.
Paraplegia: somente os membros inferiores são afetados.
Quadriplegia: todo corpo é afetado, porém tem maiores alterações de membro superiores.
Hemiplegia: somente um lado do corpo está alterado.

Quais são as possíveis alterações de Comunicação na Paralisia Cerebral?

-Ausência de fala e das funções de linguagem.
-Alterações vocais
-Comprometimento Cognitivo parcial ou total.
-Alterações das Funções Neurovegetativas como: respiração, sucção, deglutição e mastigação.
-Alterações auditivas e visuais podem está presente.
-Alterações na articulação e controle motor da fala; voz pode ficar lentificada  e pastosa.

Em quais casos é possível introduzir Comunicação Alternativa?

Quando há função de linguagem se faz presente não há comprometimento cognitivo; sendo possível introdução do sistema Comunicação Alternativa como: BLISS, PCS, Quero Quero etc.

Quais os tratamentos necessários na Paralisia Cerebral?

O diagnóstico é médico a criança deverá ser acompanhada por um neuro-pediatra , que solicitará avaliação e acompanhamento com sessões semanais de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição. E quando necessário acompanhamento psicológico para família e cuidadores.

Qual programação de terapias ideal para paciente com Paralisia Cerebral?

Antes de qualquer coisa temos que avaliar caso a caso para saber necessidade de cada paciente. E assim desenvolver um plano terapêutico adequado para paciente. Vale salientar que a diferentes níveis de comprometimento para paralisia cerebral. Veja abaixo um plano terapêutico Interdisciplinar:
– Acompanhamento Nutricional  mensal  ou em caso de obesidade quinzenal.
-Fisioterapia três vezes por semana para exercícios motores; quando há alteração do quadro pulmonar as sessões passam ser diária.
-Fonoaudiologia: duas a três vezes por semana  de acordo com nível cognitivo do paciente se há ou não alteração de deglutição.
– Terapia Ocupacional: uma ou duas vezes por semana.
– Acompanhamento psicológico quando necessário.
Existem outras formas de terapia como: hidroterapia, ecoterapia de acordo com avaliação dos profissionais envolvidos.
As sessões têm como tempo de duração de 40 a 60 minutos dependendo da proposta terapêutica e do nível de fadigamento do paciente.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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O que é a avaliação inicial ou anamnese?

Para iniciar qualquer tratamento na área da saúde a pessoa logo após agendamento da consulta necessita passar pela Avaliação Inicial ou Anamnese: é quando profissional vai preencher um questionário que tem história do paciente quando criança, fatores como: gestação, parto, pós-parto e desenvolvimento infantil, são fundamentais para profissional ter uma noção da vida daquele sujeito; assim também analisar o contexto que aquela família vive e sua dinâmica familiar, rotina, aspectos emocionais, culturais, sócio-econômico e psicológico entre outros.
É na avaliação inicial que os exames e encaminhamentos são vistos de maneira detalhada e caso necessário são feitos novos encaminhamentos e exames.
Avaliação é o momento que o profissional examina e faz alguns testes de acordo com cada patologia e olhar clínico e a experiência profissional são fatores fundamentais para diagnóstico ou para traçar o planejamento de tratamento para cada paciente respeitando fatores individuais como: idade e aspectos: sócio-econômico, culturais, limitação física, emocional e psicológica. O tratamento difere para cada caso; mesmo em doenças mais comuns.
Vale salientar que o olhar do profissional deve ser personalizado para cada indivíduo mesmo nas doenças mais comuns.
Em casos mais complexos avaliação pode acontecer em partes em várias consultas ou sessões e em caso de diagnóstico em aberto avaliação é constante; pois olhar do profissional tem que esta atento a cada detalhe em cada sessão.
Avaliar é planejar quais serão os próximos passos para aquela patologia e como aquele profissional ou aquela equipe irá conduzir o caso.

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Mudança de tratamento:

Caso paciente mude de tratamento, de estado, país e etc; deverá submeter-se uma nova avalição inicial cada profissional ou equipe de saúde deverá traçar um planejamento o paciente pode até apresentar relatório de avaliação, porém será traçado um novo planejamento cada profissional tem jeito de desenvolver seu trabalho e carrega experiências profissionais distintas são vidas tratando de vidas. Então não existe programação como as de um computador sequenciada o profissional pode até seguir mesma técnica, método etc, porém execução difere pois as pessoas não são iguais.
É importante cada ciclo do tratamento profissional realizar Re-avaliação para mensurar evolução do tratamento e eficácia do método.
A família ou paciente tem direito de buscar uma nova avaliação ou até mesmo a recusar tratamento; cabe profissional compreender momento e os aspectos psicológico daquela família ou paciente.
No caso de reabilitação, não existe reabilitação de uma sessão ou fazer uma avaliação sair curado; nada disso existe; após diagnóstico existe tratamento para casos de doenças curáveis ou em caso de doenças incuráveis acompanhamento para retardar evolução da doença.
O profissional de saúde não faz milagres, apenas atua dentro da sua área de estudo e conhecimento.
Na área da saúde não existe avaliação grátis. Os conselhos profissionais entendem que, para o profissional atender bem um paciente foram anos de estudos, pesquisas e congressos; no qual teve um custo. Dessa forma existem leis que fiscalizam e legislam atuação de cada profissional e no qual ele tem o dever de cobrar pelo seu trabalho.
E caso você encontre por aí profissionais que oferecem serviços grátis desconfie pois, se ele não tem boa conduta com a profissão, ele terá boa conduta com o paciente? Faça essas perguntas: Ele agirá de forma ética? Será que essa pessoa tem registro profissional? Será que esse profissional tem algum tipo de processo no conselho ou na justiça? Então pegue nome e número de registro profissional e consulte.
E fuja de profissionais que não respeitam as leis, ele também não irá te respeitar como paciente.

Texto autoria: Dra Elizangela Aparecida Barbosa CRFa 16.023
Proibido a reprodução ou plágio sem autorização prévia da autora.

 


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Como surgiu o Home Care?

No ano de 1968, os serviços domiciliares no Brasil estavam, em sua maioria, restritos à vigilância epidemiológica materno- infantil. O Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo estruturou-seeiniciou suas atividades de visitação em domicílio.

Em 1986 foi fundada no Brasil a primeira agência de Home Care, chamada “Geriátricas Home Care”. Localizada no Rio de Janeiro, iniciou seus atendimentos com exclusividade para o Plano de Saúde Amil.
Quatro anos depois, em 1990, foi aprovada a Lei 8.080,em 19 de setembro,que trata das condições para promoção, proteção e recuperação da saúde da população, como também a organização e o funcionamento de serviços correspondentes, dando outras providências e regulamentando a assistência domiciliar no Brasil.

Em 1994 foi criada a Fundação de Home Care pela Volkswagen no Brasil e, em 1995, foi fundada a Associação das Empresas de Medicina Domiciliar – ABEMID. Um ano depois, em 1996, constituiu- se o NADI (Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar) do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A atenção em torno da assistência domiciliar foi aumentando gradativamente e, em 1998, ocorreu o I Simpósio Brasileiro de Assistência Domiciliar – SIBRAD. Neste encontro foram discutidos os aspectos mais importantes relacionados com a assistência domiciliar e pela primeira vez houve um debate sobre os modelos de assistência domiciliar nos setores público e privado.

Com a expansão dos serviços de atendimento domiciliar, passou a existir a necessidade de emissão de resoluções sobre a adequação dos profissionais para realização da função. Em 2002, o Conselho Federal de Enfermagem e o Conselho Federal de Farmácia e, em 2003, o Conselho Federal de Medicina aprovaram resoluções referentes à assistência domiciliar.

Regulamentação:

Também em 2002 o Conselho Federal de Enfermagem aprovou a resolução número 270, que definiu a regulamentação para que as empresas prestassem serviços de enfermagem domiciliar Home Care. No mesmo ano, o Conselho Federal de Farmácia editou a resolução número 386, em 12 de novembro, na qual dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito da assistência domiciliar.

Posteriormente, em 2003, o Conselho Federal de Medicina aprovou a resolução número 1.668/2003 que dispôs sobre as técnicas necessárias à assistência domiciliar do paciente, definindo as responsabilidades e a interface multidisciplinar neste tipo de assistência.

No mesmo ano de 2003, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou a Consulta Pública número 81, de 10 de outubro de 2003, relacionada com a prática da assistência domiciliar no Brasil e, em 2006, a ANVISA publicou a resolução RDC nº 11, que estipula as regras para o funcionamento de serviços de saúde que prestam atendimento domiciliar.

A partir da publicação da RDC nº 11, os serviços de saúde com atendimento domiciliar começaram a ser fiscalizados e, consequentemente, mais bem estruturados, já que passaram a seguir normas de funcionamento. O estudo completo desta resolução consta no próximo módulo.

Em maio de 2003 foi criado o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar – NEAD, com a finalidade de contribuir com o fortalecimento da modalidade de Home Care no Brasil.

No Brasil, o Home Care foi regulamentado pela Anvisa por meio da Resolução nº 11 em 26 de janeiro de 2006.

As operadoras de saúde não possuem legislação da Agência Nacional de Saúde que regulamente torne obrigatória a oferta de Atenção Domiciliar aos seus beneficiários ou conveniados, porém, em função dos benefícios que a modalidade oferece, principalmente no que diz respeito à redução de custos para os responsáveis pelo pagamento das contas hospitalares, a oferta desse tipo de atenção tornou-se prática incorporada nas 2 últimas décadas.

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O que seria a Assistência Domiciliar – ou Home Care ?

O serviço de Assistência Domiciliar tem como objetivo evitar a permanência hospitalar prolongada do paciente,a interrupção no processo da atenção e o distanciamento dos profissionais envolvidos em sua recuperação.
O serviço visa a estabilidade clínica e a superação do grau de dependência do paciente, reunindo no conforto domiciliar os cuidados e a atenção especializados.

A Assistência Domiciliar – ou Home Care – no Brasil, em suas modalidades (visita, atendimento e internação), trata-se de um modelo de cuidado médico e multiprofissional que tem por objetivo levar ao paciente, em seu domicílio,estrutura e processos assistenciais semelhantes aos oferecidos por uma instituição hospitalar.
Esses serviços resultam em menor custo para o responsável por seu pagamento emaior conforto e comodidade ao paciente e sua família.

No entanto, o modelo de assistência domiciliar ainda passa por reformulações, sendo uma prática quase exclusivamente terapêutica, baseada na medicina assistencial, reabilitadora ou paliativa, reativa a umproblema de doença já instalado, passa a receber demandas para incorporar em suas ações a promoção de saúde e as evidências damedicina preventiva.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

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10 parâmetros de avaliação vocal:

A Saúde Vocal é muito importante para as pessoas, pois voz expressa e diferencia o indivíduo das demais pessoas.
A avaliação vocal é importante para entender e reparar danos na voz de um indivíduo, seja ele ou não profissional da voz.

Em relação às paralisias laríngeas, os principais parâmetros da avaliação vocal que devem ser analisados são:

1. TIPOS DE VOZ

  • Voz soprosa: decorrente de fenda glótica; ouve-se um fluxo aéreo não sonorizado, geralmente com fraca intensidade.
  • Voz rouca: decorrente da flacidez da mucosa e da musculatura glótica. É uma qualidade vocal do tipo ruidosa.
  • Voz bitonal: origina-se do desnível e da assimetria de vibração das pregas vocais, ouvem-se dois sons, com altura, intensidade e qualidade vocal diversas.
  • Voz áspera: indica enrijecimento do tecido, geralmente apresenta pitch agudizado que tem baixa aceitação social.
  • Voz tensa: pitch agudo que se assemelha a um som estrangulado.
  • Voz astênica: muitas vezes confundida com voz soprosa. É uma voz de fraca intensidade, sem energia.

Há ainda a possibilidade da fonação em falsete. O falsete paralítico é uma compensação atípica nas paralisias unilaterais, proporcionando qualidade vocal em registro elevado e falsete, com leve soprosidade com sinais e sintomas de fadiga vocal, podendo haver aproximação das pregas vestibulares à fonação do lado oposto ao da paralisia.

2. RESSONÂNCIA: 

O sistema de ressonância é composto por diversas estruturas e cavidades do aparelho fonador: pulmões, laringe, faringe, cavidade bucal, cavidade nasal e seios paranasais. É a utilização harmoniosa dessas estruturas que possibilita uma ressonância adequada. As vogais mais indicadas para avaliação da ressonância são as vogais /i/ e /u/, por serem as vogais mais orais da língua portuguesa. A avaliação da ressonância valoriza dois focos principais: o foco horizontal e o foco vertical. No foco horizontal, observam-se os seguintes tipos de ressonância: equilibrada (a energia está dispersa desde os lábios até a parede da orofaringe); posterior (foco de energia na região posterior da orofaringe); anterior (o foco de energia se concentra próximo dos lábios). No foco vertical, observam-se as ressonâncias do tipo: equilibrada (não a predomínio na concentração da energia sonora); baixa ou laringofaríngica (energia tensa e abafada, sensação de som preso na garganta); alta ou hipernasal (escape de ar nasal).

3. TEMPO MÁXIMO FONATÓRIO (TMF):

medida que possibilita verificar o controle da expiração do ar e a eficiência do fechamento glótico. Pode ser utilizado tanto para complementação diagnóstica como para acompanhamento e evolução terapêutica.
Nos casos de paralisia laríngea, geralmente, observam-se tempos máximos fonatórios reduzidos decorrente da deficiência da coaptação glótica e consequente escape do fluxo aéreo.
Para a avaliação do TMF, solicita-se ao paciente que inspire profundamente e expire todo o ar pulmonar sustentando as vogais /a/, /i/ e /u/, os fonemas fricativos: /s/ (fonema surdo) e /z/ (fonema sonoro), além da contagem dos números. É importante que o paciente seja orientado a realizar as emissões sem esforço, sem utilizar ar de reserva. O tempo das emissões é obtido por meio da utilização de um cronômetro. O tempo estimado para as vogais nos homens é de 20 segundos e para mulheres de 14 segundos. Para relação s/z estima-se um valor médio de 15 a 25 segundos. Nos pacientes com paralisia laríngea espera-se valores de tempo máximo fonatórios reduzidos e relação s/z com predominância do tempo maior de /s/ do que /z/. Na contagem de números é possível se observar a habilidade do paciente em controlar a função respiratória e a adução glótica durante a fala encadeada.

4. ATAQUE VOCAL:

É a maneira como o som se inicia, de como funciona a glote no inicio da emissão. Pode ser classificado de três formas: isocrônico (não há tensão no início da fonação); brusco (há tensão no início da fonação) e aspirado (coaptação insuficiente das pregas vocais).

5. FREQUENCIA VOCAL – PITCH:

é a sensação psicofísica da frequência fundamental (pitch grave e pitchagudo), é classificado como adequado, baixo ou alto. Já a extensão vocal é classificada como adequada, restrita ou trabalhada. Quanto mais elevada a frequência fundamental, mais agudo será o som.

6. INTENSIDADE VOCAL – LOUDNESS:

é a sensação psicofísica da intensidade, ou seja, se a voz é fraca ou forte; está diretamente relacionada com a pressão de ar subglótica e a resistência glótica. A extensão do loudness é classificado como adequado, reduzido ou aumentado. É essa riqueza de modulações que confere a voz humana todo o seu potencial de expressão, para as mais diversificadas situações, que nos permite distinguir uma voz feliz, de uma voz triste, tensa, entre outras.

7. PADRÃO ARTICULATÓRIO:

a articulação compreende um processo de ajustes motores dos órgãos fonoarticulatórios. Pode ser classificada como articulação adequada, imprecisa, exagerada ou travada. Uma das formas de se avaliar esse aspecto é por meio da conversa espontânea ou da conversa dirigida.

8. RITMO / VELOCIDADE DE FALA:

são aspectos ligados à articulação. As alterações de ritmo e velocidade de fala são mais presenciadas em pacientes com alterações neurológicas. O ritmo diz muito da habilidade do indivíduo em organizar seus pensamentos em palavras. Já a velocidade da fala refere-se ao número de palavras emitidas por minuto de tempo corrido. Classifica-se o ritmo e a velocidade em adequados, aumentados ou lentificados.

9. RESISTÊNCIA VOCAL:

é a habilidade do indivíduo utilizar a dinâmica vocal na fala encadeada intensamente por um determinado período, sem apresentar sinais de fadiga. Durante a avaliação desse aspecto é importante se observar a qualidade vocal, a dinâmica respiratória, a articulação, a velocidade, a frequência, a intensidade e a ressonância. Solicita-se ao paciente a contagem de 100 a 1.

9. DINÂMICA RESPIRATÓRIA:

podemos dizer que o ar é o combustível para a voz. O ciclo respiratório é dividido em duas fases: inspiração e expiração. Para a fonação normal é essencial que as forças aerodinâmicas estejam equilibradas com as forças mioelásticas da laringe (BEHLAU M e PONTES P. Avaliação e tratamento das disfonias, 1995). Considera-se quanto ao modo (nasal ou oral) e ao tipo (superior: respiração alta no tórax; média: não há movimentações abruptas superiores e/ou inferiores; inferior: durante a inspiração há ausência de movimentos na região superior; costodiafragmático-abdominal: utilização correta da caixa torácica). A avaliação da coordenação pneumofonoarticulatória, como o próprio nome diz refere-se á observação da coordenação das funções de respiração, fonação e articulação, podendo estar adequada ou inadequada. Nos casos de paralisia laríngea não é incomum, se constatar o paciente com coordenação inadequada, devido ao gap glótico existente, que acarreta perda do ar transglótico.

10. AVALIAÇÃO DOS ÓRGAOS FONOARTICULATÓRIOS:

é de extrema valia a avaliação de todos os órgãos envolvidos no processo de fonação (lábios, língua, bochechas, dentes, palato, véu palatino, mandíbula, ATM e faringe), visto que a voz não é somente produto da laringe, mas sim de toda sincronia entre esses órgãos.Com relação à laringe, convém observar posicionamento, qualidade da excursão vertical laríngea durante as funções de voz e deglutição, se há mudanças vocais à manipulação e presença de crepitação. Em pacientes mais graves que utilizam cânula de traqueostomia observamos restrição da elevação laríngea que interfere diretamente nas funções citadas anteriormente.

10. POSTURA CORPORAL:

Também é importante a avaliação da postura corporal do indivíduo. Muitas vezes, o paciente pode tentar controlar alguns dados, mas se fomos bons observadores poderemos detectar controvérsias entre o que o paciente fala e o que o seu corpo demonstra. Como o paciente se refere a sua voz e como ela é na realidade.
Para avaliação da função de deglutição é aconselhável se avaliar diferentes consistências (liquida, pastosa e sólida) e quantidades (3, 5, 10ml e deglutição contínua) e se há presença de estases, sinais clínicos de penetração e/ou aspiração. Frequentemente, durante essa avaliação, verificamos os valores de saturação de oxigênio e de frequência cardíaca.
Após a coleta de todos esses parâmetros se faz necessária a aplicabilidade de provas terapêuticas as quais irão nortear o processo de reabilitação, bem como as condutas a serem seguidas.

“Direitos reservados ao autor do Texto no livro: FONONCOLOGIA. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral das Autoras do Livro.”


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