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Como surgiu o Home Care?

No ano de 1968, os serviços domiciliares no Brasil estavam, em sua maioria, restritos à vigilância epidemiológica materno- infantil. O Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo estruturou-seeiniciou suas atividades de visitação em domicílio.

Em 1986 foi fundada no Brasil a primeira agência de Home Care, chamada “Geriátricas Home Care”. Localizada no Rio de Janeiro, iniciou seus atendimentos com exclusividade para o Plano de Saúde Amil.
Quatro anos depois, em 1990, foi aprovada a Lei 8.080,em 19 de setembro,que trata das condições para promoção, proteção e recuperação da saúde da população, como também a organização e o funcionamento de serviços correspondentes, dando outras providências e regulamentando a assistência domiciliar no Brasil.

Em 1994 foi criada a Fundação de Home Care pela Volkswagen no Brasil e, em 1995, foi fundada a Associação das Empresas de Medicina Domiciliar – ABEMID. Um ano depois, em 1996, constituiu- se o NADI (Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar) do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A atenção em torno da assistência domiciliar foi aumentando gradativamente e, em 1998, ocorreu o I Simpósio Brasileiro de Assistência Domiciliar – SIBRAD. Neste encontro foram discutidos os aspectos mais importantes relacionados com a assistência domiciliar e pela primeira vez houve um debate sobre os modelos de assistência domiciliar nos setores público e privado.

Com a expansão dos serviços de atendimento domiciliar, passou a existir a necessidade de emissão de resoluções sobre a adequação dos profissionais para realização da função. Em 2002, o Conselho Federal de Enfermagem e o Conselho Federal de Farmácia e, em 2003, o Conselho Federal de Medicina aprovaram resoluções referentes à assistência domiciliar.

Regulamentação:

Também em 2002 o Conselho Federal de Enfermagem aprovou a resolução número 270, que definiu a regulamentação para que as empresas prestassem serviços de enfermagem domiciliar Home Care. No mesmo ano, o Conselho Federal de Farmácia editou a resolução número 386, em 12 de novembro, na qual dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito da assistência domiciliar.

Posteriormente, em 2003, o Conselho Federal de Medicina aprovou a resolução número 1.668/2003 que dispôs sobre as técnicas necessárias à assistência domiciliar do paciente, definindo as responsabilidades e a interface multidisciplinar neste tipo de assistência.

No mesmo ano de 2003, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou a Consulta Pública número 81, de 10 de outubro de 2003, relacionada com a prática da assistência domiciliar no Brasil e, em 2006, a ANVISA publicou a resolução RDC nº 11, que estipula as regras para o funcionamento de serviços de saúde que prestam atendimento domiciliar.

A partir da publicação da RDC nº 11, os serviços de saúde com atendimento domiciliar começaram a ser fiscalizados e, consequentemente, mais bem estruturados, já que passaram a seguir normas de funcionamento. O estudo completo desta resolução consta no próximo módulo.

Em maio de 2003 foi criado o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar – NEAD, com a finalidade de contribuir com o fortalecimento da modalidade de Home Care no Brasil.

No Brasil, o Home Care foi regulamentado pela Anvisa por meio da Resolução nº 11 em 26 de janeiro de 2006.

As operadoras de saúde não possuem legislação da Agência Nacional de Saúde que regulamente torne obrigatória a oferta de Atenção Domiciliar aos seus beneficiários ou conveniados, porém, em função dos benefícios que a modalidade oferece, principalmente no que diz respeito à redução de custos para os responsáveis pelo pagamento das contas hospitalares, a oferta desse tipo de atenção tornou-se prática incorporada nas 2 últimas décadas.

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O que seria a Assistência Domiciliar – ou Home Care ?

O serviço de Assistência Domiciliar tem como objetivo evitar a permanência hospitalar prolongada do paciente,a interrupção no processo da atenção e o distanciamento dos profissionais envolvidos em sua recuperação.
O serviço visa a estabilidade clínica e a superação do grau de dependência do paciente, reunindo no conforto domiciliar os cuidados e a atenção especializados.

A Assistência Domiciliar – ou Home Care – no Brasil, em suas modalidades (visita, atendimento e internação), trata-se de um modelo de cuidado médico e multiprofissional que tem por objetivo levar ao paciente, em seu domicílio,estrutura e processos assistenciais semelhantes aos oferecidos por uma instituição hospitalar.
Esses serviços resultam em menor custo para o responsável por seu pagamento emaior conforto e comodidade ao paciente e sua família.

No entanto, o modelo de assistência domiciliar ainda passa por reformulações, sendo uma prática quase exclusivamente terapêutica, baseada na medicina assistencial, reabilitadora ou paliativa, reativa a umproblema de doença já instalado, passa a receber demandas para incorporar em suas ações a promoção de saúde e as evidências damedicina preventiva.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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7 dicas de cuidados com Higiene e Aparência do Paciente

 

Cuidados com higiene pessoal e aparência.

 

Os cuidados com higiene pessoal e aparência são de extrema importância para saúde e bem-estar do paciente; tendo também um papel de relevância na autoestima na apresentação social do mesmo e com impacto direto na interação social com as pessoas.

Chuveiro banho

O banho está intimamente ligado à assepsia e controle na proliferação de doenças; sendo necessário diariamente ou quando ocorrer alguma necessidade imediata ocasionada por algum imprevisto.

  • Organize rotina de higiene com horário pré-estabelecido para o banho. Caso paciente recuse o banho naquele momento, aguarde um pouco mais; porém nunca deixe de fazê-lo, seja incisivo.
  • Simplifique o banho o máximo possível, tornando-o breve; deixe todos os produtos no banheiro e próximo à mão e na ordem de uso.
  • Faça uso do chuveiro ou ducha manual, evite banheira apenas para caso que paciente não tenha comprometimento motor e com supervisão de um profissional ou familiar para ajuda-lo. Certifique a temperatura que saí do chuveiro está adequada ao paciente.
  • Permita que o paciente usufrua do banho e se banhe com a maior autonomia possível. Auxilie apenas no que for necessário.
  • Supervisione o uso adequado da escova de dente e a higiene bucal e das próteses dentárias
  • Permita que antes do banho a pessoa escolha suas roupas, perfume e cremes e oriente o mesmo quanto às combinações estéticas viáveis e adequadas para a estação e a temperatura.
  • Antes de adentrar ao banheiro deixe roupa na ordem de colocação, para que o paciente possa vestir-se sozinho. E permita que paciente se enxugue e possa penteia o cabelo sozinho.  Caso ele não consiga auxilie dando as instruções por etapas no caso peça por peça; se mesmo assim a dificuldade persistir, ajude-o solicitando ao máximo sua participação.higiene, cuidados

O texto é de Autoria Dra. Elizangela Aparecida Barbosa, fonoaudióloga e gestora da Franquia BIOHOUSE Terapias.

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Você profissional de uma das seguintes áreas venha ser um franqueado: fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional.

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