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A Medicina Domiciliar é um termo genérico para um conjunto de procedimentos hospitalares que podem ser feitos na casa do paciente. Aplica-se a todas as etapas do cuidado do profissional de saúde, na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças, bem como nos procedimentos de reabilitação. Justifica-se esse estudo em razão do fato de que o serviço de Home Care está crescendo em todo o Brasil,e pelos benefícios trazidos pela sua equipe multiprofissional, proporcionando ao paciente e seus familiares um atendimento individual, o que contribui para melhora na sua qualidade de vida.
Depois de o paciente passar um período de estadia no hospital, a Assistência Domiciliar é o meio pelo qual acontece a desospitalização e disponibiliza ao paciente orientação e acompanhamento por uma equipe interdisciplinar, a nível domiciliar, dentro dos critérios técnicos instituídos pelo médico responsável pelo caso e a operadora de saúde.

médico home care

ATUAÇÃO MÉDICA

Médico-Assistente ou Titular é o médico que já acompanhava o caso do paciente no ambulatório ou em sua hospitalização. Esse é o profissional responsável pela tomada da decisão que insere o paciente no Programa de Assistência Domiciliar que, posteriormente, é avaliado pelo médico-auditor da Operadora de Saúde que legitima a alta hospitalar do paciente.

O médico-visitador é o médico designado pelo corpo clínico da instituição prestadora de assistência domiciliar responsável pelo gerenciamento do caso e que realiza visitas periódicas em domicílio, auxiliando ou substituindo o médico-assistente, quando necessário.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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Direitos reservados a BioHouse Terapias.


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Orientações Gerais para Profissionais no Atendimento Domiciliar:

Vale apenas ressaltar que o profissional da saúde tem que ser imparcial, seja com a família, o paciente e com as empresas envolvidas no processo. Ele deve executar os procedimentos sem envolvimento pessoal e emocional, mantendo uma postura ética conforme prevê o código de ética de cada profissão.

  • O profissional deve ter discurso claro e coeso, sem opiniões, fofocas e discussões.
  • Não falar mal ou denegrir colegas e a empresa ou operadora de saúde.
  • Os profissionais não poderão discutir, abordar assuntos impertinentes ou até mesmo sobre a doença ou o paciente e seus familiares dentro da residência.
  • O profissional deverá atender com roupas próprias, sem roupas curtas, minissaias, roupa colada, tipo calças legging, de contton, salto alto, unhas grandes e sujas etc. O profissional de enfermagem deverá usar chinelo apenas para dar banho no paciente e não ficar circulando na casa de chinelo e de roupas como se estivesse em sua casa.
  • O profissional de enfermagem é prestador de serviço, não funcionário da casa.
  • O profissional não poderá falar mal ou questionar a postura de outro profissional da saúde no domicílio.
  • O profissional deverá ser gentil e cordial com os colegas de trabalho, cuidadores e familiares em qualquer situação.
  • Seja otimista e bem-humorado.
  • Seja humilde e solícito.
  • Postura profissional é fundamental ao reconhecimento e consolidação de uma carreira na área da saúde.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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 Fisioterapia domiciliar é empregada em pacientes que não necessitam de internação iminente. É uma modalidade de atendimento programado e continuada atividade ambulatorial. Seu diferencial é a readaptação do doente ao ambiente que vive. Prioriza a reabilitação para a independência funcional e o readapta para realizar as atividades do dia a dia.
Além dos cuidados preventivos, a fisioterapia domiciliar exerce o cuidado paliativo, promovendo melhoria na qualidade de vida do paciente que, muitas vezes, está restrito ao leito; por doenças que levam à interrupção na continuidade de vida. Assim, permite ao doente uma reabilitação, sem que necessite abdicar do ambiente familiar, permitindo a interação doente/família, transformando o momento, mais confortável e seguro.
É uma modalidade suigeneris de oferta de serviços de saúde. A empresa provê cuidados, tratamentos, produtos, equipamentos, serviços especializados e específicos para cada paciente, em um ambiente extra institucional de saúde mais especificamente, porém, não tão somente, nas suas residências.

 Fisioterapia domiciliar

Fisioterapia na Assistência Domiciliar:

Em Assistência Domiciliar, a condição clínica ou enfermidade do paciente torna-se parte de um plano de tratamento global integrado, cuja finalidade é a ação preventiva, curativa, reabilitadora e/ou paliativa especializada. Poucos serviços de saúde têm estas características.
O tratamento fisioterápico dá-se por meio de técnicas e métodos manuais, com base em conhecimentos científicos, e através de aparelhos que proporcionam vários métodos terapêuticos. Hoje em dia, o emprego de aparelhos no tratamento está mais acessível na fisioterapia em casa.
Atualmente, é possível termos uma clínica Home Care, pois muitos aparelhos já se encontram de forma compacta e portátil, não privando o paciente de qualquer recurso terapêutico oferecidos em clínicas convencionais.
A singularidade desses serviços fundamenta-se no método de operação. A metodologia integrada envolve todos os fatores que contribuem para a saúde física, social, espiritual e psicológica do paciente e do cuidador.
O Programa de Assistência Domiciliar explora todos esses fatores e utiliza uma metodologia adequada de questionamento, avaliação, planejamento, implementação, acompanhamento e finalização de um conjunto de ações diretamente relacionadas com metas bem estabelecidas por uma equipe multidisciplinar.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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Abaixo estão relacionados os casos mais comuns para a busca de uma terapia psicológica domiciliar:

terapia psicológica domiciliar

 

  • Queixas relacionadas como âmbito familiar: desestruturação familiar, problemas de relacionamento,parceiro, famílias que não conseguem organizar-se para todos os seus membros irem até o consultório.
  • Adolescentes e juventude: distância da família, isolamento e relações sociais, conflitos com autoridade, desempenho escolar, convivência.
  • Crianças e psicoeducação de pais: relacionamento na escola, bullying, relacionamento com adultos, hábitos alimentares, sono e problemas de comportamento (geralmente as crianças comportam-se de forma diferente em seu próprio lar, possibilitando ao psicólogo identificar mais rapidamente, facilitando as intervenções).
  • Queixas relativas ao profundo estado de depressão, ansiedade, fobia social, angústia, insegurança, entre outras, que limitam a saída de casa.
  • Depressão pós-parto.
  • Pessoas de qualquer idade e familiares que lidam com espera de exames importantes, medo de doença grave ou antes de realização de procedimentos cirúrgicos delicados.
  • Pessoas que desejam fazer terapia, mas não podem ou têm dificuldade de locomoção, como idosos e portadores de deficiência física.
  • Necessidade de repensar o sentido da vida, frente ao luto pela perda de uma pessoa amada.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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O Home Care surgiu, primeiramente, nos Estados Unidos (EUA) no período pós-guerra, mediante a necessidade dos familiares de cuidar de seus doentes em casa. Após esta fase inicial, houve a inserção dos profissionais especializados e terapeutas para este cuidado.
A procura excessiva por serviços de saúde e a intencionalidade para internações hospitalares em conjunto com a escassez destes serviços propiciou e colaborou para a transformação do cuidado domiciliar. Essa modalidade de atendimento tornou-se gradativamente organizada.
Em 1796, o Home Care começou a ser arranjado, primeiramente prestando cuidados aos pobres e enfermos, nos Estados Unidos da América, objetivando o tratamento destes pacientes em casa, em vez de hospitalizá-los.Nestamesma época, o hospital ainda era considerado um local insalubre, onde os acometidos por pestes e os pobres aguardavam a morte.
A primeira referência da forma organizada da Assistência Domiciliar em Saúde (ADS) foi o Dispensário de Boston, em 1976, hoje denominado New England Medical Center. Liderado por Lílian Wald, foi criado em 1850 o programa que, mais tarde, denominou-se Public Health Nurse, ou seja, Enfermeira da Saúde Pública.

A Metropolian Life Insurance Company, conhecida também como MetLife, é uma das mais antigas companhias de seguros dos Estados Unidos, criada em 1863 por um grupo de empresários em Nova York. No início, esta empresa oferecia somente seguros de assistência à vida. Mais tarde incluiu serviços dentários.

O Plano de SaúdeMetropolian Life Insurance Company aceitou esse desafio mediante a ideia de Lílian Wald, enfermeira que iniciou o serviço de enfermeiras visitadoras em Nova York e colaborou com a abertura da primeira escola de enfermagem em tempo integral. Ela acreditava que as enfermeiras visitantes poderiam contribuir na reduçãodos gastoscomusuários enfermos.

A Cruz Vermelha ampliou o programa de enfermeiras visitantes para a área rural em 1912. O final da I Guerra Mundial propiciou o aumento das enfermeiras visitantes emtodos os países, e a Cruz Vermelha ampliou esta função para todas as suas filiais. O plano de saúde Metropolian Life Insurance Company contratou várias enfermeiras para o desempenho dessa atividade.

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No primeiro momento de atuação da enfermagem em domicílio dava-se ênfase às doenças contagiosas.

A partir de 1950, as doenças contagiosas, diante do trabalho realizado pelas enfermeiras visitantes e comunitárias, diminuíram expressivamente. O foco do trabalho,então,começou a ser os doentes crônicos.

As doenças crônicas inviabilizavam a vida do indivíduo, que, na maioria das vezes,necessitava de longa permanência no leito, acarretando total dependência no desenvolvimento de ações, surgindo, com isso,problemas sociais e econômicos, e,principalmente, de saúde.
No período compreendido entre os anos de 1925 e 1929, a taxa de mortalidade urbana e as doenças infectocontagiosas começam a diminuir nos EUA e a principal causa de mortalidade passa a ser as doenças crônicas degenerativas.

Os hospitais começam a ficar lotados por esses pacientes que optam pela internação para tratamento de tais moléstias. O Home Care ainda é uma opção de tratamento, mas, progressivamente, nesse período diminuem, e muito, seus serviços, sendo substituído pela permanência dos pacientes em hospitais.

Houve a centralização e o aumento de pacientes nos hospitais, principalmente no período entre 1930 a 1954 nos EUA, o que fez com que o trabalho das enfermeiras comunitárias e visitantes declinasse. O Plano de Saúde Metropolian Life cancelou o programa de enfermeiras visitantes, e a Cruz Vermelha também.
A partir do ano de 1955 até 1964 houve grande questionamento sobre os custos dos pacientes para os Planos de Saúde. Como as internações aumentaram, verificou-se que os custos para manter um paciente internado eram superiores àqueles para mantê-lo em tratamento domiciliar.

Paralelamente ao aumento das internações, a taxa de doenças crônicas na população aumentava consideravelmente e o número de pacientes idosos também. Neste contexto, mais uma vez o Home Care aparece como modalidade de assistência à saúde da população, demonstrando qualidade nos serviços com menor custo.
Em 1965, o plano de saúde Medicare, nos EUA, por meio de sua legislação,começou a prover aos seus usuáriosos serviços de Home Care especializados e terapias de natureza curativa ou de reabilitação para os idosos. O serviço de Home Care oferecido pelo Medicare era contratado por uma empresa terceirizada.

O Home Care, nos EUA, começou a ser visto pelos planos de saúde como uma forma de reduzir custos com seus usuários. Assim,no período entre 1970 e 1985, muitas outras empresas de Home Care foram abertas e em 1982 foi fundada a Associação Nacional para Home Care. Essa associação objetivava defender os interesses das empresas credenciadas e promoveu esclarecimento à população na mídia frente ao tratamento do paciente em Home Care. Observou-seque,quanto menos dias os pacientes permaneciam internados, mais os serviços de Home Care eram utilizados pela população. O conhecimento frente ao Home Care também aumentoumuito por parte da população.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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Como surgiu o Home Care?

No ano de 1968, os serviços domiciliares no Brasil estavam, em sua maioria, restritos à vigilância epidemiológica materno- infantil. O Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo estruturou-seeiniciou suas atividades de visitação em domicílio.

Em 1986 foi fundada no Brasil a primeira agência de Home Care, chamada “Geriátricas Home Care”. Localizada no Rio de Janeiro, iniciou seus atendimentos com exclusividade para o Plano de Saúde Amil.
Quatro anos depois, em 1990, foi aprovada a Lei 8.080,em 19 de setembro,que trata das condições para promoção, proteção e recuperação da saúde da população, como também a organização e o funcionamento de serviços correspondentes, dando outras providências e regulamentando a assistência domiciliar no Brasil.

Em 1994 foi criada a Fundação de Home Care pela Volkswagen no Brasil e, em 1995, foi fundada a Associação das Empresas de Medicina Domiciliar – ABEMID. Um ano depois, em 1996, constituiu- se o NADI (Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar) do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A atenção em torno da assistência domiciliar foi aumentando gradativamente e, em 1998, ocorreu o I Simpósio Brasileiro de Assistência Domiciliar – SIBRAD. Neste encontro foram discutidos os aspectos mais importantes relacionados com a assistência domiciliar e pela primeira vez houve um debate sobre os modelos de assistência domiciliar nos setores público e privado.

Com a expansão dos serviços de atendimento domiciliar, passou a existir a necessidade de emissão de resoluções sobre a adequação dos profissionais para realização da função. Em 2002, o Conselho Federal de Enfermagem e o Conselho Federal de Farmácia e, em 2003, o Conselho Federal de Medicina aprovaram resoluções referentes à assistência domiciliar.

Regulamentação:

Também em 2002 o Conselho Federal de Enfermagem aprovou a resolução número 270, que definiu a regulamentação para que as empresas prestassem serviços de enfermagem domiciliar Home Care. No mesmo ano, o Conselho Federal de Farmácia editou a resolução número 386, em 12 de novembro, na qual dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito da assistência domiciliar.

Posteriormente, em 2003, o Conselho Federal de Medicina aprovou a resolução número 1.668/2003 que dispôs sobre as técnicas necessárias à assistência domiciliar do paciente, definindo as responsabilidades e a interface multidisciplinar neste tipo de assistência.

No mesmo ano de 2003, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou a Consulta Pública número 81, de 10 de outubro de 2003, relacionada com a prática da assistência domiciliar no Brasil e, em 2006, a ANVISA publicou a resolução RDC nº 11, que estipula as regras para o funcionamento de serviços de saúde que prestam atendimento domiciliar.

A partir da publicação da RDC nº 11, os serviços de saúde com atendimento domiciliar começaram a ser fiscalizados e, consequentemente, mais bem estruturados, já que passaram a seguir normas de funcionamento. O estudo completo desta resolução consta no próximo módulo.

Em maio de 2003 foi criado o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar – NEAD, com a finalidade de contribuir com o fortalecimento da modalidade de Home Care no Brasil.

No Brasil, o Home Care foi regulamentado pela Anvisa por meio da Resolução nº 11 em 26 de janeiro de 2006.

As operadoras de saúde não possuem legislação da Agência Nacional de Saúde que regulamente torne obrigatória a oferta de Atenção Domiciliar aos seus beneficiários ou conveniados, porém, em função dos benefícios que a modalidade oferece, principalmente no que diz respeito à redução de custos para os responsáveis pelo pagamento das contas hospitalares, a oferta desse tipo de atenção tornou-se prática incorporada nas 2 últimas décadas.

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O que seria a Assistência Domiciliar – ou Home Care ?

O serviço de Assistência Domiciliar tem como objetivo evitar a permanência hospitalar prolongada do paciente,a interrupção no processo da atenção e o distanciamento dos profissionais envolvidos em sua recuperação.
O serviço visa a estabilidade clínica e a superação do grau de dependência do paciente, reunindo no conforto domiciliar os cuidados e a atenção especializados.

A Assistência Domiciliar – ou Home Care – no Brasil, em suas modalidades (visita, atendimento e internação), trata-se de um modelo de cuidado médico e multiprofissional que tem por objetivo levar ao paciente, em seu domicílio,estrutura e processos assistenciais semelhantes aos oferecidos por uma instituição hospitalar.
Esses serviços resultam em menor custo para o responsável por seu pagamento emaior conforto e comodidade ao paciente e sua família.

No entanto, o modelo de assistência domiciliar ainda passa por reformulações, sendo uma prática quase exclusivamente terapêutica, baseada na medicina assistencial, reabilitadora ou paliativa, reativa a umproblema de doença já instalado, passa a receber demandas para incorporar em suas ações a promoção de saúde e as evidências damedicina preventiva.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

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10 parâmetros de avaliação vocal:

A Saúde Vocal é muito importante para as pessoas, pois voz expressa e diferencia o indivíduo das demais pessoas.
A avaliação vocal é importante para entender e reparar danos na voz de um indivíduo, seja ele ou não profissional da voz.

Em relação às paralisias laríngeas, os principais parâmetros da avaliação vocal que devem ser analisados são:

1. TIPOS DE VOZ

  • Voz soprosa: decorrente de fenda glótica; ouve-se um fluxo aéreo não sonorizado, geralmente com fraca intensidade.
  • Voz rouca: decorrente da flacidez da mucosa e da musculatura glótica. É uma qualidade vocal do tipo ruidosa.
  • Voz bitonal: origina-se do desnível e da assimetria de vibração das pregas vocais, ouvem-se dois sons, com altura, intensidade e qualidade vocal diversas.
  • Voz áspera: indica enrijecimento do tecido, geralmente apresenta pitch agudizado que tem baixa aceitação social.
  • Voz tensa: pitch agudo que se assemelha a um som estrangulado.
  • Voz astênica: muitas vezes confundida com voz soprosa. É uma voz de fraca intensidade, sem energia.

Há ainda a possibilidade da fonação em falsete. O falsete paralítico é uma compensação atípica nas paralisias unilaterais, proporcionando qualidade vocal em registro elevado e falsete, com leve soprosidade com sinais e sintomas de fadiga vocal, podendo haver aproximação das pregas vestibulares à fonação do lado oposto ao da paralisia.

2. RESSONÂNCIA: 

O sistema de ressonância é composto por diversas estruturas e cavidades do aparelho fonador: pulmões, laringe, faringe, cavidade bucal, cavidade nasal e seios paranasais. É a utilização harmoniosa dessas estruturas que possibilita uma ressonância adequada. As vogais mais indicadas para avaliação da ressonância são as vogais /i/ e /u/, por serem as vogais mais orais da língua portuguesa. A avaliação da ressonância valoriza dois focos principais: o foco horizontal e o foco vertical. No foco horizontal, observam-se os seguintes tipos de ressonância: equilibrada (a energia está dispersa desde os lábios até a parede da orofaringe); posterior (foco de energia na região posterior da orofaringe); anterior (o foco de energia se concentra próximo dos lábios). No foco vertical, observam-se as ressonâncias do tipo: equilibrada (não a predomínio na concentração da energia sonora); baixa ou laringofaríngica (energia tensa e abafada, sensação de som preso na garganta); alta ou hipernasal (escape de ar nasal).

3. TEMPO MÁXIMO FONATÓRIO (TMF):

medida que possibilita verificar o controle da expiração do ar e a eficiência do fechamento glótico. Pode ser utilizado tanto para complementação diagnóstica como para acompanhamento e evolução terapêutica.
Nos casos de paralisia laríngea, geralmente, observam-se tempos máximos fonatórios reduzidos decorrente da deficiência da coaptação glótica e consequente escape do fluxo aéreo.
Para a avaliação do TMF, solicita-se ao paciente que inspire profundamente e expire todo o ar pulmonar sustentando as vogais /a/, /i/ e /u/, os fonemas fricativos: /s/ (fonema surdo) e /z/ (fonema sonoro), além da contagem dos números. É importante que o paciente seja orientado a realizar as emissões sem esforço, sem utilizar ar de reserva. O tempo das emissões é obtido por meio da utilização de um cronômetro. O tempo estimado para as vogais nos homens é de 20 segundos e para mulheres de 14 segundos. Para relação s/z estima-se um valor médio de 15 a 25 segundos. Nos pacientes com paralisia laríngea espera-se valores de tempo máximo fonatórios reduzidos e relação s/z com predominância do tempo maior de /s/ do que /z/. Na contagem de números é possível se observar a habilidade do paciente em controlar a função respiratória e a adução glótica durante a fala encadeada.

4. ATAQUE VOCAL:

É a maneira como o som se inicia, de como funciona a glote no inicio da emissão. Pode ser classificado de três formas: isocrônico (não há tensão no início da fonação); brusco (há tensão no início da fonação) e aspirado (coaptação insuficiente das pregas vocais).

5. FREQUENCIA VOCAL – PITCH:

é a sensação psicofísica da frequência fundamental (pitch grave e pitchagudo), é classificado como adequado, baixo ou alto. Já a extensão vocal é classificada como adequada, restrita ou trabalhada. Quanto mais elevada a frequência fundamental, mais agudo será o som.

6. INTENSIDADE VOCAL – LOUDNESS:

é a sensação psicofísica da intensidade, ou seja, se a voz é fraca ou forte; está diretamente relacionada com a pressão de ar subglótica e a resistência glótica. A extensão do loudness é classificado como adequado, reduzido ou aumentado. É essa riqueza de modulações que confere a voz humana todo o seu potencial de expressão, para as mais diversificadas situações, que nos permite distinguir uma voz feliz, de uma voz triste, tensa, entre outras.

7. PADRÃO ARTICULATÓRIO:

a articulação compreende um processo de ajustes motores dos órgãos fonoarticulatórios. Pode ser classificada como articulação adequada, imprecisa, exagerada ou travada. Uma das formas de se avaliar esse aspecto é por meio da conversa espontânea ou da conversa dirigida.

8. RITMO / VELOCIDADE DE FALA:

são aspectos ligados à articulação. As alterações de ritmo e velocidade de fala são mais presenciadas em pacientes com alterações neurológicas. O ritmo diz muito da habilidade do indivíduo em organizar seus pensamentos em palavras. Já a velocidade da fala refere-se ao número de palavras emitidas por minuto de tempo corrido. Classifica-se o ritmo e a velocidade em adequados, aumentados ou lentificados.

9. RESISTÊNCIA VOCAL:

é a habilidade do indivíduo utilizar a dinâmica vocal na fala encadeada intensamente por um determinado período, sem apresentar sinais de fadiga. Durante a avaliação desse aspecto é importante se observar a qualidade vocal, a dinâmica respiratória, a articulação, a velocidade, a frequência, a intensidade e a ressonância. Solicita-se ao paciente a contagem de 100 a 1.

9. DINÂMICA RESPIRATÓRIA:

podemos dizer que o ar é o combustível para a voz. O ciclo respiratório é dividido em duas fases: inspiração e expiração. Para a fonação normal é essencial que as forças aerodinâmicas estejam equilibradas com as forças mioelásticas da laringe (BEHLAU M e PONTES P. Avaliação e tratamento das disfonias, 1995). Considera-se quanto ao modo (nasal ou oral) e ao tipo (superior: respiração alta no tórax; média: não há movimentações abruptas superiores e/ou inferiores; inferior: durante a inspiração há ausência de movimentos na região superior; costodiafragmático-abdominal: utilização correta da caixa torácica). A avaliação da coordenação pneumofonoarticulatória, como o próprio nome diz refere-se á observação da coordenação das funções de respiração, fonação e articulação, podendo estar adequada ou inadequada. Nos casos de paralisia laríngea não é incomum, se constatar o paciente com coordenação inadequada, devido ao gap glótico existente, que acarreta perda do ar transglótico.

10. AVALIAÇÃO DOS ÓRGAOS FONOARTICULATÓRIOS:

é de extrema valia a avaliação de todos os órgãos envolvidos no processo de fonação (lábios, língua, bochechas, dentes, palato, véu palatino, mandíbula, ATM e faringe), visto que a voz não é somente produto da laringe, mas sim de toda sincronia entre esses órgãos.Com relação à laringe, convém observar posicionamento, qualidade da excursão vertical laríngea durante as funções de voz e deglutição, se há mudanças vocais à manipulação e presença de crepitação. Em pacientes mais graves que utilizam cânula de traqueostomia observamos restrição da elevação laríngea que interfere diretamente nas funções citadas anteriormente.

10. POSTURA CORPORAL:

Também é importante a avaliação da postura corporal do indivíduo. Muitas vezes, o paciente pode tentar controlar alguns dados, mas se fomos bons observadores poderemos detectar controvérsias entre o que o paciente fala e o que o seu corpo demonstra. Como o paciente se refere a sua voz e como ela é na realidade.
Para avaliação da função de deglutição é aconselhável se avaliar diferentes consistências (liquida, pastosa e sólida) e quantidades (3, 5, 10ml e deglutição contínua) e se há presença de estases, sinais clínicos de penetração e/ou aspiração. Frequentemente, durante essa avaliação, verificamos os valores de saturação de oxigênio e de frequência cardíaca.
Após a coleta de todos esses parâmetros se faz necessária a aplicabilidade de provas terapêuticas as quais irão nortear o processo de reabilitação, bem como as condutas a serem seguidas.

“Direitos reservados ao autor do Texto no livro: FONONCOLOGIA. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral das Autoras do Livro.”


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