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Orientações Gerais para Profissionais no Atendimento Domiciliar:

Vale apenas ressaltar que o profissional da saúde tem que ser imparcial, seja com a família, o paciente e com as empresas envolvidas no processo. Ele deve executar os procedimentos sem envolvimento pessoal e emocional, mantendo uma postura ética conforme prevê o código de ética de cada profissão.

  • O profissional deve ter discurso claro e coeso, sem opiniões, fofocas e discussões.
  • Não falar mal ou denegrir colegas e a empresa ou operadora de saúde.
  • Os profissionais não poderão discutir, abordar assuntos impertinentes ou até mesmo sobre a doença ou o paciente e seus familiares dentro da residência.
  • O profissional deverá atender com roupas próprias, sem roupas curtas, minissaias, roupa colada, tipo calças legging, de contton, salto alto, unhas grandes e sujas etc. O profissional de enfermagem deverá usar chinelo apenas para dar banho no paciente e não ficar circulando na casa de chinelo e de roupas como se estivesse em sua casa.
  • O profissional de enfermagem é prestador de serviço, não funcionário da casa.
  • O profissional não poderá falar mal ou questionar a postura de outro profissional da saúde no domicílio.
  • O profissional deverá ser gentil e cordial com os colegas de trabalho, cuidadores e familiares em qualquer situação.
  • Seja otimista e bem-humorado.
  • Seja humilde e solícito.
  • Postura profissional é fundamental ao reconhecimento e consolidação de uma carreira na área da saúde.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.


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Nutrição e Fonoaudiologia aliadas na promoção e bem estar dos pacientes.

A Nutrição é um ato alimentar vital para saúde humana.

O ato de se alimentar é inerente ao ser humano e faz parte da rotina da vida diária de qualquer pessoa.

A alimentação depende de vários aspectos: sociais, econômicos, culturais, religiosos das preferências individuais e das experiências alimentares vivenciadas ao longo da vida.

Para a grande maioria das pessoas, a alimentação está de bem-estar e convívio social; entretanto, certas limitações e condições podem abalar este ato, até então, “natural” como na presença de uma doença, por exemplo, hábitos e preferências alimentares podem necessitar de modificações.

E momentos prazerosos podem torna-se difíceis, constrangedores e dolorosos. O convívio familiar “ ao redor da mesa”, hábito tão valorizado em nossa cultura, pode dar lugar a momentos de isolamento social.

Em algumas patologias e condições, como as neurológicas e as cirúrgicas, podem trazer, como consequência, um distúrbio de deglutição. Este distúrbio é chamada de Disfagia e pode afetar desde a introdução do alimento na boca até sua chegada ao estômago. A disfagia pode resultar em ingestão e absorção inadequada de alimentos, levando à desnutrição e a várias deficiências nutricionais.
Vale ressaltar que o paciente com disfagia podem estar em grande risco e carência nutricional.

E além da desnutrição, outros aspectos precisam ser considerados, como os prejuízos no estado emocional, na hidratação e na condição pulmonar do paciente. É importante ressaltar que uma consequência séria, e que pode ser fatal, é  a broncoaspiração; ou seja, a entrada de alimentos nas vias aéreas levando casos de pneumonia de repetição até óbito.

nutrição e fonoaudiologia

O que fazer?

A abordagem e o planejamento do estado nutricional e da alimentação dos pacientes com disfagia, são objetivos e metas que devem ser traçados entre os profissionais da nutrição e fonoaudiologia.

Portando torna-se imprescindível  o acompanhamento nutricional e fonoaudiológico do paciente Disfágico.

O inicio do tratamento da Disfagia se dá por meio da avaliação nutricional e fonoaudiológica, o papel da nutrição é traçar o plano terapêutico alimentar baseados em um suporte nutricional adequado para o paciente com alimentos, quantidade e seu manejo no preparo. Já equipe de fonoaudiologia tem como papel fazer indicação da textura, consistências, quantidades e forma de alimentação com objetivo de reabilitação e proteção de vias aéreas superiores.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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Quais são as etapas da Terapia fonoaudiológica?

O atendimento fonoaudiológico deve constar das seguintes etapas:

  • Primeiro contato: anamnese (conhecimento do caso, conhecimento das possibilidades domiciliares e familiares).
  • Avaliação do paciente.
  • Elaboração do plano terapêutico com metas e resultados traçados.
  • Estabelecimento do contrato de prestação de serviço com a operadora de saúde ou com a família em casos particulares que incluem preço, horários de atendimento e previsão de alta; devem ser estabelecidas de 1 a 7 sessões de terapia por semana, de acordo com a patologia, com duração de 40 minutos cada, podendo chegar a 1 hora quando houver necessidade de orientação familiar.
  • Tratamento/(re)habilitação.

Quais os objetivos da terapia foboaudiológica?

  • Atender o paciente de forma personalizada.
  • Inserir o processo fonoaudiológico à dinâmica de vida do paciente e de seus familiares.
  • Diminuir risco de internações ou reinternações hospitalares.
  • Evitar exposição aos riscos do ambiente hospitalar (infecção, depressão etc.).
  • Melhorar sua qualidade de vida e dos seus familiares.

etapas e objeticos da terapia fonoaudiológica

ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

  • Atendimento às disfagias em geral :
  • Mecânicas (decorrentes de alterações orgânicas no trato digestório).
  • Neurogênicas (decorrentes de alterações neurológicas).
  • Estimulação do sistema sensório-motor-oral :
  • Hiper ou hipotonia de órgãos fonoarticulatórios.
  •   Paralisia facial.
  • Alteração de funções estomatognáticas (respiração oral, deglutição atípica, mastigação ineficiente).

AVALIAÇÃO E TERAPIA DE LINGUAGEM

  • Terapia para afasias, atrasos e/ou alterações de linguagem.
  • Avaliação e terapia de voz :
  • Disfonias orgânicas, organofuncionais e funcionais.
  • Avaliação e terapia de articulação :
  • Disartrias.
  • Distúrbios articulatórios.
  • Acompanhamento de alterações da audição e processo de adaptação de próteses auditivas .

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.


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A laringe é parte fundamental da comunicação oral, expressando por meio da voz grande parte dos sentimentos humanos.

Quando algo de anormal acontece em um dos diversos componentes da laringe e/ou em alguns dos nervos responsáveis por sua inervação, observam-se alterações que podem interferir na qualidade de vida. Dentre as principais funções desempenhadas pela laringe podemos citar: respiratória, esfincteriana e a fonatória.

A laringe é inervada pelos ramos do nervo vago (X par craniano), nervo laríngeo recorrente (inferior) e nervo laríngeo superior, os quais possibilitam a inervação motora e sensitiva da laringe. A mobilidade da musculatura intrínseca da laringe é proporcionada pela ação sinérgica dos músculos tensores (tireoaritenóideo, vocalis e cricotireóideo), adutores (cricoaritenóideo lateral e interaritenóideo) e abdutor (cricoaritenóideo posterior).

A adequação das funções respiratória, fonatória e de deglutição dependem da integridade neurofisiológica e anatômica de todas estruturas envolvidas nessas funções.

As causas mais freqüentes de paralisias da laringe são: compressivas (aneurisma da aorta ou artéria subclávia, estenose mitral, pericardite, tumores da glândula tireóide, hipofaringe, esôfago, traquéia, mediastino e dos pulmões), traumáticas por causas externas ou cirúrgicas (tireoidectomias, traqueostomias, cirurgias da laringe, após irradiação da tireóide, timo e mediastino), neurites periféricas tóxicas (mercúrio, chumbo, arsênico e álcool), infecções (escarlatina, difteria, influenza), além das causas indeterminadas (idiopáticas). São pouco freqüentes as paralisias da laringe por lesões centrais.

Cerca de 90% das paralisias da laringe são decorrentes de comprometimentos periférico dos nervos laríngeos superior e recorrente.

Os canceres são os motivos mais freqüentes da paralisia laríngea, podendo estar localizados em diferentes regiões.

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As paralisias podem ocorrer por danos no nervo laríngeo superior, inferior ou ambos.  As lesões do nervo laríngeo superior geralmente passam despercebidas, devido à pobreza dos sintomas. As pregas vocais conservam os seus movimentos, porém a prega lesada fica ligeiramente arqueada e há rotação posterior da laringe para o lado da lesão.

O nervo laríngeo recorrente esquerdo encontra-se mais vulnerável à lesão quando comparado ao nervo laríngeo recorrente direito, devido ao seu trajeto mais longo.

Através do exame clínico otorrinolaringológico e por meio do exame laringológico, telelaringoscopia, nasofibrolaringoscopia ou estroboscopia laríngea é possível a observação da mobilidade da mucosa, no que se refere à simetria, amplitude, fase e regularidade de vibração, permitindo verificar a presença de imobilidade e inferir sobre uma possível causa, lembrando que a freqüência de prega vocal imóvel sem causa definida clinicamente é alta.

Aproximadamente 30% das paralisias são de origem idiopática. Na paralisia idiopática, aproximadamente 60% dos pacientes recuperam espontaneamente a mobilidade das pregas vocais, sem intervenção, por um período de 6 a 12 meses.

“Direitos reservados ao autor do Texto no livro: FONONCOLOGIA. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral das Autoras do Livro.”


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Distúrbio Articulatório

Distúrbio Articulatório correspondem a dificuldades relativas à aprendizagem dos sons ou fonemas da língua portuguesa.
No Código Internacional das Doenças – CID 10 o Distúrbio Articulatório está englobado em F- 80 – Transtornos Específicos do Desenvolvimento da Fala e da Linguagem.

O Distúrbio Articulatório pode acontecer por dois desvios, o desvio fonético ou desvio fonológico; vejamos abaixo as diferenças:

O Desvio Fonético: é alteração no órgão fonoarticulatório como na musculatura da língua, bochecha, lábios etc.
O Desvio Fonológico: são alterações que o individuo causa nas regras da língua portuguesa como por exemplos: alterações de semântica, sintaxe  etc.

Os tipos de alterações Articulatórias são: omissão, substituição, distorção, adição e transposição.

A Omissão: ocorre quando um fonema não é produzido exemplo: SAPATO a criança fala /apatu/ ou para palavra CHUVA  emissão saia /uva/.
A Substituição: ocorre quando um som é substituído por outro exemplo:  BOLA a criança fala /boia/ ou para nomear objeto como CANECA fala /kakeka/.
A Distorção: ocorre quando a criança na produção de um determinado som é alterado de modo que resultado desta seja um som aproximado. Exemplo:  para palavra SALA a emissão aparece o ceceio  e emissão fica /chala/ ou CEBOLA emite /chebola/.
A Adição: ocorre quando o som que não fazem parte do vocábulo é acrescentado. Vejam os exemplos: para emissão da palavra PEDRA a criança fala /peuda/ ou para palavra BLUSA emite /bulusa/.
A transposição: acontece quando a ordem da produção é alterada exemplo: para fala CADERNETA  emite / cardeneta/ ou para falar PÍLULA  emite /pirula/.
Observação: o mais comum em crianças é a substituição e a omissão.

Classificação das Alterações Articulatórias:

Plosivação: palavra é FACA emite /vaca/ ou para VELA e emite /fela/.
Frontalização de Velar: palavra é GARFO e emite /daifu/.
Posteriorização de Velar:  palavra é TATU e emite /kaku/.
Frontalização do Palatal: palavra é SAPO e emite /dapu/.
Posteriorização de Palatal: palavra é SAPO e emite /chapo/.
Simplificação de Liquidas:  palavra é LÁPIS e emite /yapis/.
Simplificação de Encontros Consonantal: palavra é PRATO e emite /pato/ ou /plato/.
Eliminação da Consoante final: palavra é PORCO e emite /poku/ ou /poyku/.
Ensurdecimento de Plosivas: palavra é POLO e emite /bolu/.
Ensurdecimento de Fricativas: palavra é FITA e emite /vila/.

Distúrbio Articulatório

Como Tratar Distúrbio Articulatório?

O Distúrbio Articulatório é tratado pelo profissional fonoaudiólogo que realiza avaliação para entender os processos e dificuldades de cada individuo as sessões de fonoterapias são semanais uma ou duas vezes por semana  40 minutos cada sessão  e com duração média  doze a quinze meses podendo ter variações de caso para caso. O empenho da criança e envolvimento da família é fundamental para evolução e reabilitação dos processos de fala e linguagem.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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O que são cuidados paliativos?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.
Esse conceito de cuidado paliativo pode ser aplicado em doenças incuráveis, como Câncer, Alzheimer, Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Neuropatias, Síndromes etc.

Patologias iniciais têm como objetivo a cura ou remissão e isto é compartilhado como doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição, mesmo durante o tratamento com intenção curativa,a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, pormeio de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

Tratamento:

O término de uma terapia curativa para doença não significa o final de um tratamento ativo, mas mudanças em focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo não são mutuamente excludentes e propõe que “muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença,em conjunto como tratamento ativo”, e são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até amorte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes, tanto relacionados com o tratamento quanto com a evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de patologias em fase avançada, em que algumas modalidades de tratamentos cirúrgicos e medicamentos os são essenciais para o alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.

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As práticas dos Cuidados Paliativos são muitas vezes confundidas como indução à morte (eutanásia) ou como a suspensão de todos os tratamentos possíveis. Entretanto, os cuidados paliativos são, segundo a Organização Mundial da Saúde, medidas capazes de promover melhor qualidade de vida à pessoa com alguma doença que ameace a continuidade da vida e sem perspectiva de cura, utilizando-se do controle de dor, sintomas desconfortáveis e suporte emocional, social e espiritual pela equipe multiprofissional. Esses cuidados também são estendidos à família.

A BIOHOUSE Terapia é uma empresa de reabilitação especializada em pacientes idosos, crônicos, com alta dependência e que tem como princípio os cuidados paliativos.

Atuação da fonoaudiologia Em Cuidados Paliativos: 

A atuação fonoaudiológica em cuidados paliativos é facilitar comunicação quando possível, melhora quadro pulmonar com deglutição saliva eficiente e em alguns casos com muito cuidado com protocolo de preservação de vias áreas superiores degustação de algum alimento via oral; devido quadro de Disfagia.

A equipe tinha limitações no atendimento ao paciente, já que ele se mantinha hipersecretivo o que dificultava a tentativa de desinflar o cuff para a comunicação com a família e equipe.

O declínio é visível e os Cuidados Paliativos se tornam imperativos.

O trabalho fonoaudiológico às vezes se limita a adaptação de válvula de fonação. Em muitas vezes são realizadas diversas tentativas de estimulação alimentar via oral, porém sem sucesso já que o paciente apresenta aspiração alimentar e não auxilia nas sessões de terapia fonoaudiológica. O uso da válvula é essencial para a comunicação entre o paciente, família e equipe. E a atuação da equipe de saúde mental.

Atuação da Psicologia Em Cuidados Paliativos:

O envelhecimento é um processo natural do desenvolvimento humano, mas também é uma produção da cultura que revela significados sociais.
Neste processo há mitos construídos socialmente que delimitam o lugar e o papel da pessoa idosa, dificultando novas significações a respeito da existência e do viver.

Os mitos sociais que serão tratados neste momento são a deterioração do corpo, que se torna fragilizado e vulnerável ao adoecimento e a constatação de que o ser humano nesta fase da vida é decadente e descartável, portanto improdutivo.

A presença de uma doença pode favorecer a interrupção no curso da vida, ameaçando a realização de projetos, desejos e necessidades. Vivencia-se nesse contexto a perda de um corpo saudável e a possibilidade da morte.

As habilidades adquiridas ao longo do nosso processo de desenvolvimento não são permanentes, são transformadas com o tempo e com as necessidades, portanto perdas são experienciadas com o envelhecimento, mas não significa perder a capacidade de escolher e decidir sobre o modo como quer viver.

Tentamos evitar ou até mesmo retardar algumas perdas, mas elas acontecem, algumas por escolha e outras simplesmente aparecem e nos despertam sentimentos diversos.  É o fato de cada ser humano experimentar as perdas de maneira singular que nos permite pensar em cada caso.

As perdas são acompanhadas de sofrimento e este precisa ser cuidado na dimensão física, das dores do corpo; na dimensão psíquica, do enfrentamento diante da nova condição; na dimensão social, do distanciamento do seu cotidiano e na dimensão espiritual, resgate da esperança.

Atuação do Terapeuta Ocupacional Em Cuidados Paliativos:

Os cuidados paliativos são conjuntos de medidas capazes de promover melhor conforto e qualidade de vida, sendo cuidados totais, ativos e integrais oferecidos ao paciente com doença crônico / degenerativa.

Pensando nos cuidados totais, a atuação do terapeuta ocupacional vem ao encontro com estas medidas, uma vez que este atua buscando potencializar a atuação do homem no fazer, em sua autonomia e funcionalidade, assim como prevenindo rupturas e desconforto da pessoa acometida por tais patologias. Visa à assistência tanto ao paciente como ao familiar, a fim de oferecer maior conforto, dignidade e qualidade de vida.

A partir dos dados dos pacientes, os objetivos e condutas adotadas nos atendimentos de terapia ocupacional são traçados em:
-Proporcionar conforto e evitar deformidades e redução de risco de acometimento de úlceras de pressão.
– Proporcionar estímulos cognitivos com atividades significativas, uma vez que o envelhecimento acarreta perdas funcionais, perdas estas, potencializadas tanto pelo adoecimento como pela hospitalização, principalmente a de longo prazo.
– Mantê-lo em contato com atividades prazerosas e trabalhar a socialização/interação, inserindo-o no grupo dos homens e em eventos promovidos pelo hospital e aberto aos pacientes, pois, a hospitalização exige do idoso distanciamento de familiares, amigos e objetos pessoais, havendo uma mudança muito importante no hábito de vida.
– Fazer orientações aos filhos e cuidador quanto aos estímulos oferecidos e a necessidade de adequação de acordo com o ambiente, gosto e o momento do paciente.
– Proporcionar a escuta terapêutica ao paciente, família e cuidador, oferecendo um suporte emocional nos momentos de angustia devido à presença do adoecimento.

A pessoa em cuidados paliativos pode sofrer uma diminuição do sentido do eu e da autoconfiança, devido a rupturas do estilo de vida. Alguns idosos encontram dificuldades para identificar objetivos relacionados ao tempo de vida restante.

A liberdade de escolha do paciente nesse processo deve ser valorizada, permitindo o lidar com atividades que faça sentido, quando há sentido.

Considerações finais

O longo período de adoecimento, a fragilidade, as limitações, o distanciamento do seu cotidiano pelo prolongamento da hospitalização, são aspectos importantes a serem considerados e cuidados pela equipe multiprofissional.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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O que é Deficiência Mental (DM)?

Deficiência Mental é um distúrbio da mente, uma dificuldade ou alteração cognitiva.
No Código Internacional das  Doenças – CID 10 está descrita como Retardo Mental e código vai F-70 a F79 com suas devidas especificações.

As causas etiológicas são: ambientais, nutricional e emocionais

As causas de origem ambientais: são ocasionadas na vida uterina por drogas, medicamentos, agentes químicos, radioativos, envenenamento, agressões físicas a gestante e seu bebê e os mais variados níveis de privações.
As causas de origem nutricional: são ocasionadas por privações e carência alimentar.
As causas de origem emocionais: são ocasionadas por violência doméstica, privações e carências de ordem emocionais e psíquicas.

As Doenças Gestacionais que podem ocasionar Deficiência Mental como: Citomegalovírus, Mononucleose e Hipertireoídismo.
Vale salientar importância  da realização do exame do Pezinho que mensura o índice de Fenilcetonúria  para detenção de alterações metabólicas e enzimáticas.

Quais as Principais Dificuldades do Deficiente Mental  (DM)?

  • Alteração na marcha;
  • Alterações de equilíbrio;
  • Alteração de coordenação motora;
  • Atraso Global Desenvolvimento de Fala e Linguagem;
  • Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;
  • Prejuízos cognitivos e de memórias;
  • Hipotonia generalizada;
  • Incapacidade de ter independência e autonomia total ou parcial;
  • Prejuízos nas funções básicas de sucção, mastigação, deglutição e respiratória.
  • Alterações Pulmonares de Repetição;
  • Otites de repetição;
  • Alterações associadas visuais, auditivas e físicas.

Como Tratar Deficiência Mental (DM)?

A Deficiência Mental é tratada pela equipe interdisciplinar: médico, acompanhamento nutricional, psicológico e sessões de fisioterapia e fonoaudiologia  com plano terapêutico traçado para superar dificuldades diária de cada individuo; associado ao trabalho da equipe escolar.  As sessões de terapias  são semanais de  40 minutos cada sessão  e com duração por tempo indeterminado. O empenho da criança e envolvimento da família é fundamental para evolução e reabilitação dos processos de inclusão social.

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O que é a Paralisia Cerebral (PC) ?

A Paralisia cerebral é uma patologia não evolutiva e não degenerativa que atinge o cérebro humano.
Bobath (1976) define: “A lesão que atinge o cérebro quando  ainda é imaturo interfere no desenvolvimento motor normal da criança.”
A Paralisia Cerebral (PC) está descrito dento do Código Internacional das Doenças  – CID 10 como:  Paralisia Cerebral e suas especificações estão incluídos em G80- F80.9

Quais as causas da Paralisia Cerebral (PC) ?

A etiologia da doença é lesão no cérebro  por malformação congênita do sistema nervoso central. Podemos dividir as causas em tipos, veja abaixo:

– Causas Pré-natais: podemos citar agentes metabólicos como o diabetes materno, um agente infeccioso como a rubéola materna ou presença de irradiação materna.
– Causas Perinatais: podemos citar os problemas do parto, fórceps, manobra de ressuscitação empregadas tardiamente e incompatibilidade sanguínea  RH.
–Causas Pós –natais: podemos citar doenças infecciosas como meningites, encefalites, distúrbios vasculares, traumas e tumores cerebrais.

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Quais  são as Características da Paralisia Cerebral (PC) ?

  • Decorre de uma lesão no Sistema Nervoso Central (SNC).
  • Incorre em alterações sensório-motoras.
  • Ocorre antes do nascimento, no parto ou tardiamente até os dois primeiros anos de vida da criança.
  • É uma lesão não progressiva embora o sintomas e sinais passam se modificar com decorrer do tempo.

Quais são as alterações corporais na Paralisia Cerebral?

Monoplegia: quando há apenas um membro comprometido.
Diplegia: todo corpo é afetado; porém há maiores alterações de membros inferiores do que os membros superiores.
Paraplegia: somente os membros inferiores são afetados.
Quadriplegia: todo corpo é afetado, porém tem maiores alterações de membro superiores.
Hemiplegia: somente um lado do corpo está alterado.

Quais são as possíveis alterações de Comunicação na Paralisia Cerebral?

-Ausência de fala e das funções de linguagem.
-Alterações vocais
-Comprometimento Cognitivo parcial ou total.
-Alterações das Funções Neurovegetativas como: respiração, sucção, deglutição e mastigação.
-Alterações auditivas e visuais podem está presente.
-Alterações na articulação e controle motor da fala; voz pode ficar lentificada  e pastosa.

Em quais casos é possível introduzir Comunicação Alternativa?

Quando há função de linguagem se faz presente não há comprometimento cognitivo; sendo possível introdução do sistema Comunicação Alternativa como: BLISS, PCS, Quero Quero etc.

Quais os tratamentos necessários na Paralisia Cerebral?

O diagnóstico é médico a criança deverá ser acompanhada por um neuro-pediatra , que solicitará avaliação e acompanhamento com sessões semanais de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição. E quando necessário acompanhamento psicológico para família e cuidadores.

Qual programação de terapias ideal para paciente com Paralisia Cerebral?

Antes de qualquer coisa temos que avaliar caso a caso para saber necessidade de cada paciente. E assim desenvolver um plano terapêutico adequado para paciente. Vale salientar que a diferentes níveis de comprometimento para paralisia cerebral. Veja abaixo um plano terapêutico Interdisciplinar:
– Acompanhamento Nutricional  mensal  ou em caso de obesidade quinzenal.
-Fisioterapia três vezes por semana para exercícios motores; quando há alteração do quadro pulmonar as sessões passam ser diária.
-Fonoaudiologia: duas a três vezes por semana  de acordo com nível cognitivo do paciente se há ou não alteração de deglutição.
– Terapia Ocupacional: uma ou duas vezes por semana.
– Acompanhamento psicológico quando necessário.
Existem outras formas de terapia como: hidroterapia, ecoterapia de acordo com avaliação dos profissionais envolvidos.
As sessões têm como tempo de duração de 40 a 60 minutos dependendo da proposta terapêutica e do nível de fadigamento do paciente.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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Introdução:

O câncer de cavidade oral é a quinta neoplasia maligna mais freqüente na população brasileira. Independente do tratamento realizado esse paciente pode evoluir com alterações emocionais, sociais e estéticas e funcionais na voz, fala e deglutição, necessitando da atuação da equipe multidisciplinar e do fonoaudiólogo desde o pré-operatório.

Objetivo:

Realizar um estudo epidemiológico das características de reabilitação fonoaudiológica dos pacientes submetidos à glossectomia atendidos no Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho (ICAVC).

Material e método: 

Estudo retrospectivo. Foram avaliados 123 prontuários prontuários dos pacientes submetidos à glossectomia pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do ICAVC. Do total de prontuários, quarenta se enquadraram nos critérios de inclusão:ter sido submetido à glossectomia total ou parcial associada ou não à mandibulectomia total ou parcial e ter realizado fonoterapia.

Desses prontuários foram coletadas informações relacionados ao pré – operatório, pós-operatório e reabilitação fonoaudiológica. A partir dessas informações foi realizada uma análise estatística descritiva qualitativa e quantitativa com o objetivo de verificar aspectos relevantes à pesquisa. Resultados: Foram elegíveis 40 pacientes, sendo 35 do sexo masculino e 5 do sexo feminino Destes, 70% dos pacientes foram diagnosticados nos estadiamentos III e IV; todos realizaram tratamento radioterápico; 75% dos avaliados retiraram sonda nasoenteral em até 6 sessões (média 4 meses) sem intercorrências ;87,5% dos pacientes retiraram a cânula de traqueostomia em até quatro sessões (média 2 meses); todos foram submetidos à orientação pré-operatória,avaliação e fonoterapia (média de 12 sessões) e desistiram ou evadiram da fonoterapia antes da alta.

Conclusão:

Por meio deste estudo epidemiológico foi possível evidenciar e quantificar em número de sessões e meses a importância da atuação fonoaudiológica em câncer de boca e de cavidade oral no processo de reabilitação da deglutição, voz e articulação.

Autores: Viviane de Carvalho, Elizangela Aparecida Barbosa
Instituição1 ICAVC – Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho (R. Dr Cesário Motta Jr, 112)

“Direitos reservados aos autores do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


Você profissional de uma das seguintes áreas venha ser um franqueado: fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional.

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