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10 parâmetros de avaliação vocal:

A Saúde Vocal é muito importante para as pessoas, pois voz expressa e diferencia o indivíduo das demais pessoas.
A avaliação vocal é importante para entender e reparar danos na voz de um indivíduo, seja ele ou não profissional da voz.

Em relação às paralisias laríngeas, os principais parâmetros da avaliação vocal que devem ser analisados são:

1. TIPOS DE VOZ

  • Voz soprosa: decorrente de fenda glótica; ouve-se um fluxo aéreo não sonorizado, geralmente com fraca intensidade.
  • Voz rouca: decorrente da flacidez da mucosa e da musculatura glótica. É uma qualidade vocal do tipo ruidosa.
  • Voz bitonal: origina-se do desnível e da assimetria de vibração das pregas vocais, ouvem-se dois sons, com altura, intensidade e qualidade vocal diversas.
  • Voz áspera: indica enrijecimento do tecido, geralmente apresenta pitch agudizado que tem baixa aceitação social.
  • Voz tensa: pitch agudo que se assemelha a um som estrangulado.
  • Voz astênica: muitas vezes confundida com voz soprosa. É uma voz de fraca intensidade, sem energia.

Há ainda a possibilidade da fonação em falsete. O falsete paralítico é uma compensação atípica nas paralisias unilaterais, proporcionando qualidade vocal em registro elevado e falsete, com leve soprosidade com sinais e sintomas de fadiga vocal, podendo haver aproximação das pregas vestibulares à fonação do lado oposto ao da paralisia.

2. RESSONÂNCIA: 

O sistema de ressonância é composto por diversas estruturas e cavidades do aparelho fonador: pulmões, laringe, faringe, cavidade bucal, cavidade nasal e seios paranasais. É a utilização harmoniosa dessas estruturas que possibilita uma ressonância adequada. As vogais mais indicadas para avaliação da ressonância são as vogais /i/ e /u/, por serem as vogais mais orais da língua portuguesa. A avaliação da ressonância valoriza dois focos principais: o foco horizontal e o foco vertical. No foco horizontal, observam-se os seguintes tipos de ressonância: equilibrada (a energia está dispersa desde os lábios até a parede da orofaringe); posterior (foco de energia na região posterior da orofaringe); anterior (o foco de energia se concentra próximo dos lábios). No foco vertical, observam-se as ressonâncias do tipo: equilibrada (não a predomínio na concentração da energia sonora); baixa ou laringofaríngica (energia tensa e abafada, sensação de som preso na garganta); alta ou hipernasal (escape de ar nasal).

3. TEMPO MÁXIMO FONATÓRIO (TMF):

medida que possibilita verificar o controle da expiração do ar e a eficiência do fechamento glótico. Pode ser utilizado tanto para complementação diagnóstica como para acompanhamento e evolução terapêutica.
Nos casos de paralisia laríngea, geralmente, observam-se tempos máximos fonatórios reduzidos decorrente da deficiência da coaptação glótica e consequente escape do fluxo aéreo.
Para a avaliação do TMF, solicita-se ao paciente que inspire profundamente e expire todo o ar pulmonar sustentando as vogais /a/, /i/ e /u/, os fonemas fricativos: /s/ (fonema surdo) e /z/ (fonema sonoro), além da contagem dos números. É importante que o paciente seja orientado a realizar as emissões sem esforço, sem utilizar ar de reserva. O tempo das emissões é obtido por meio da utilização de um cronômetro. O tempo estimado para as vogais nos homens é de 20 segundos e para mulheres de 14 segundos. Para relação s/z estima-se um valor médio de 15 a 25 segundos. Nos pacientes com paralisia laríngea espera-se valores de tempo máximo fonatórios reduzidos e relação s/z com predominância do tempo maior de /s/ do que /z/. Na contagem de números é possível se observar a habilidade do paciente em controlar a função respiratória e a adução glótica durante a fala encadeada.

4. ATAQUE VOCAL:

É a maneira como o som se inicia, de como funciona a glote no inicio da emissão. Pode ser classificado de três formas: isocrônico (não há tensão no início da fonação); brusco (há tensão no início da fonação) e aspirado (coaptação insuficiente das pregas vocais).

5. FREQUENCIA VOCAL – PITCH:

é a sensação psicofísica da frequência fundamental (pitch grave e pitchagudo), é classificado como adequado, baixo ou alto. Já a extensão vocal é classificada como adequada, restrita ou trabalhada. Quanto mais elevada a frequência fundamental, mais agudo será o som.

6. INTENSIDADE VOCAL – LOUDNESS:

é a sensação psicofísica da intensidade, ou seja, se a voz é fraca ou forte; está diretamente relacionada com a pressão de ar subglótica e a resistência glótica. A extensão do loudness é classificado como adequado, reduzido ou aumentado. É essa riqueza de modulações que confere a voz humana todo o seu potencial de expressão, para as mais diversificadas situações, que nos permite distinguir uma voz feliz, de uma voz triste, tensa, entre outras.

7. PADRÃO ARTICULATÓRIO:

a articulação compreende um processo de ajustes motores dos órgãos fonoarticulatórios. Pode ser classificada como articulação adequada, imprecisa, exagerada ou travada. Uma das formas de se avaliar esse aspecto é por meio da conversa espontânea ou da conversa dirigida.

8. RITMO / VELOCIDADE DE FALA:

são aspectos ligados à articulação. As alterações de ritmo e velocidade de fala são mais presenciadas em pacientes com alterações neurológicas. O ritmo diz muito da habilidade do indivíduo em organizar seus pensamentos em palavras. Já a velocidade da fala refere-se ao número de palavras emitidas por minuto de tempo corrido. Classifica-se o ritmo e a velocidade em adequados, aumentados ou lentificados.

9. RESISTÊNCIA VOCAL:

é a habilidade do indivíduo utilizar a dinâmica vocal na fala encadeada intensamente por um determinado período, sem apresentar sinais de fadiga. Durante a avaliação desse aspecto é importante se observar a qualidade vocal, a dinâmica respiratória, a articulação, a velocidade, a frequência, a intensidade e a ressonância. Solicita-se ao paciente a contagem de 100 a 1.

9. DINÂMICA RESPIRATÓRIA:

podemos dizer que o ar é o combustível para a voz. O ciclo respiratório é dividido em duas fases: inspiração e expiração. Para a fonação normal é essencial que as forças aerodinâmicas estejam equilibradas com as forças mioelásticas da laringe (BEHLAU M e PONTES P. Avaliação e tratamento das disfonias, 1995). Considera-se quanto ao modo (nasal ou oral) e ao tipo (superior: respiração alta no tórax; média: não há movimentações abruptas superiores e/ou inferiores; inferior: durante a inspiração há ausência de movimentos na região superior; costodiafragmático-abdominal: utilização correta da caixa torácica). A avaliação da coordenação pneumofonoarticulatória, como o próprio nome diz refere-se á observação da coordenação das funções de respiração, fonação e articulação, podendo estar adequada ou inadequada. Nos casos de paralisia laríngea não é incomum, se constatar o paciente com coordenação inadequada, devido ao gap glótico existente, que acarreta perda do ar transglótico.

10. AVALIAÇÃO DOS ÓRGAOS FONOARTICULATÓRIOS:

é de extrema valia a avaliação de todos os órgãos envolvidos no processo de fonação (lábios, língua, bochechas, dentes, palato, véu palatino, mandíbula, ATM e faringe), visto que a voz não é somente produto da laringe, mas sim de toda sincronia entre esses órgãos.Com relação à laringe, convém observar posicionamento, qualidade da excursão vertical laríngea durante as funções de voz e deglutição, se há mudanças vocais à manipulação e presença de crepitação. Em pacientes mais graves que utilizam cânula de traqueostomia observamos restrição da elevação laríngea que interfere diretamente nas funções citadas anteriormente.

10. POSTURA CORPORAL:

Também é importante a avaliação da postura corporal do indivíduo. Muitas vezes, o paciente pode tentar controlar alguns dados, mas se fomos bons observadores poderemos detectar controvérsias entre o que o paciente fala e o que o seu corpo demonstra. Como o paciente se refere a sua voz e como ela é na realidade.
Para avaliação da função de deglutição é aconselhável se avaliar diferentes consistências (liquida, pastosa e sólida) e quantidades (3, 5, 10ml e deglutição contínua) e se há presença de estases, sinais clínicos de penetração e/ou aspiração. Frequentemente, durante essa avaliação, verificamos os valores de saturação de oxigênio e de frequência cardíaca.
Após a coleta de todos esses parâmetros se faz necessária a aplicabilidade de provas terapêuticas as quais irão nortear o processo de reabilitação, bem como as condutas a serem seguidas.

“Direitos reservados ao autor do Texto no livro: FONONCOLOGIA. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral das Autoras do Livro.”


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Algumas mães podem ter dificuldades para amamentar seu bebê. É preciso orientar e dar mais apoio a essas mães.

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Quando a mãe está com rachadura nos mamilos, é importante que você, líder, oriente a família e a mãe para:

– Verificar se o bebê está abocanhando bem o peito;
– Colocar o bebê para mamar primeiro no seio que está menos doído;
– Dar mais vezes o peito em mamadas mais curtas;
– Fazer massagem e esvaziar os seios com as mãos;
– Passar, depois de cada mamada, um pouco de leite no mamilo e na aréola, deixando secar antes de se vestir.

Para cicatrizar as rachaduras do mamilo, a mulher deve tomar sol com os seios descobertos ou fazer banho de luz, várias vezes ao dia. O banho de luz é feito com uma lâmpada de 40 watts, a um palmo de distância do seio, por 5 a 10 minutos. Enquanto faz o banho de luz a mulher vai passando no mamilo e na aréola um pouco de leite para não ressecar a pele.

A mulher poderá contratar com consultor em amamentação, é um profissional da saúde na maioria das vezes um fonoaudiólogo com essa certificação e com especialidade em laserterapia para realizar os cuidados com os mamilos e melhora no processo de amamentação.

O que é INGURGITAMENTO?

Ingurgitamento é quando as mamas estão muito cheias e duras. Isso acontece quando a mãe produz mais leite do que o bebê consegue mamar.
E se as mamas estão muito cheias, o bebê não consegue abocanhar bem. Antes das mamadas, é preciso que a mãe esvazie um pouco as mamas com as mãos. Colocar o bebê para mamar mais vezes também ajuda no processo de esvaziamento das mamas.
Entre uma mamada e outra, é bom fazer massagem em todo o seio, com as pontas dos dedos, começando na aréola, isso ajuda a diminuir o ingurgitamento.

O que é a MASTITE?

A Mastite é a inflamação do seio. A mulher com mastite fica com mama cheia, avermelhada e muito dolorida. Sente mal-estar, febre e calafrios.
E mesmo com a mastite a mãe pode continuar amamentando, pois esse leite não faz mal para o bebê. E para melhorar a mastite, é preciso também esvaziar as mamas com as mãos e dar de mamar mais vezes.
E é claro acompanhamento médico e de um consultor de amamentação.

“ Autora do texto Dra Elizangela Aparecida Barbosa, fonoaudióloga e gestora da Franquia de BIOHOUSE Terapias.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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Amamentação no primeiro mês de vida do bebê

A amamentação é muito importante para o bebê e para a mãe. Além de o bebê receber um alimento feito especialmente para ele, é o momento em que os dois ficam ligados.

A troca de olhares e carinhos durante a amamentação reforça a ligação da mãe com seu bebê. Em cada mamada o bebê e a mãe vão se conhecendo mais, se gostando mais.

Por isso, é importante você observar como a mãe e os bebês estão se relacionando durante a mamada.

Mostre para mãe que quando o bebezinho procura olhar para ela, fica contente quando ela também olha para ele. E isso é muito bom para os dois.
Quando eles não se comunicam, é importante alguém orientar a mãe e procurar anima lá para falar com o bebê, acariciar seu corpinho e olhar sempre para ele enquanto amamenta.

O Bebê nasce sabendo sugar. Mas para tirar bastante leite do peito da mãe, precisa aprender a abocanhar bem o peito. A mãe e o bebê vão aprendendo a fazer isso junto.

Amamentação
O que é preciso para retirar bastante leite durante a Amamentação?

– A mão da mãe segure a bumbum do bebê;
– A cabeça do bebê fique apoiada da mãe;
– A barriga do bebê fique bem encostada no corpo dela;
– O queixo do bebê fique encostado na mama;
– A boca do bebê abocanhe todo o mamilo e a maior parte da aréola;
– O lábio de baixo do bebê fique virando para fora.

Quando o bebê abocanha bem o peito, a mãe pode até sentir algumas fisgadas no começo da mamada. Ela pode ver e ouvir o bebê engolindo o leite. Assim, o nenê e a mãe ficam satisfeitos após a mamada.

O bebê que mama no peito não precisa e nem deve tomar chá ou água. Ele deve mamar sempre que quiser. Quanto mais ele mama, mais leite a mãe produz. O bebê fica satisfeito e bem alimentado e vai aumentando o tempo entre uma mamada e outra.

Nas primeiras semanas:

Nas primeiras semanas, muitos bebês não conseguem esvaziar as duas mamas. Por isso, é importante deixar que ele esvazie bem uma mama e depois mame um pouco na outra. Na mamada seguinte, a mãe dá primeiro o peito em que ele mamou por último.

Mamando dessa forma, o nenê ganha peso mais rápido. Isso porque o leite que sai primeiro tem mais água, é bom para matar a sede e o que sai por último é mais gordo e sustenta mais. Vale salientar que não existe leite materno fraco.

Durante o primeiro mês, é bom pesar o nenê mais vezes, mostrando para os pais que ele está ganhando peso e que o leite materno está sendo o suficiente. No final do primeiro mês, o bebê pode ter engordado até 700 gramas.

“ Autora do texto Dra Elizangela Aparecida Barbosa, fonoaudióloga e gestora da Franquia de BIOHOUSE Terapias.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.


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A Doença de Alzheimer tem Ascensão em Mulheres

 

Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, Mulheres na meia idade ciumentas, ansiosas e mal-humoradas podem ter até duas vezes mais risco de desenvolver o ALZHEIMER; os cientistas acompanharam 800 mulheres de média de idade 46 anos.

Os pesquisadores analisaram a personalidade das voluntárias por meio de testes de introversão, extroversão e memória.

Ao longo do estudo, dezenove participantes desenvolveram a demência.

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Os pesquisadores perguntaram às voluntárias se elas haviam tido períodos de estresse como irritabilidade, tensão, nervosismo, medo, ansiedade e distúrbio de sono com mais de um mês de duração.

As respostas foram avaliadas de zero a cinco; sendo zero nenhum episódio e cinco  estresse constante nos últimos cinco anos.

Mulheres que se enquadraram nas categorias três a cinco foram consideradas estressadas.

De acordo com os cientistas, mulheres que eram ao mesmo tempo introvertidas e estressadas eram aquelas com maior probabilidade de desenvolver Alzheimer.

E das 63 participantes com essas características de estresse, ansiedade e ciúmes, dezesseis (25%), tiveram ALZHEIMER, diante dos oito das 63 apenas (13%) que eram extrovertidas e calmas, uma incidência duas vezes maior que as não estressadas.

Esse estudo é um indicador que nosso modo de pensar, agir, se alimentar, dormir e viver será um divisor de água para envelhecimento saudável.

O que pode causar?

O estresse e a ansiedade são dois inimigos para atividade cerebral saudável; levam o cérebro a uma hiperatividade estressante provocando a morte das células, tecidos e neurônios.

Vale salientar que a pessoa estressada e ansiosa tem um ciclo respiratório completamente alterado, desse modo possibilita redução da oxigenação cerebral e morte de células neural.

A meditação, atividades lúdicas, artesanato, dança e atividade física é um caminho saudável para corpo e mente na busca para oxigenação e renovação celular de todo corpo.

O ato de ser saudável é uma opção de cada indivíduo, o controle do estresse é algo a ser almejado para que se possa alcançar o envelhecimento saudável.

O texto é de Autoria Dra. Elizangela Aparecida Barbosa, fonoaudióloga e gestora da Franquia BIOHOUSE Terapias.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


Você profissional de uma das seguintes áreas venha ser um franqueado: fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional.

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