PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL

7 de janeiro de 2020 by Bio House Terapias0
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O universo materno-infantil, mais uma vez esse dueto mãe-filho tem uma importância muito grande. Existem estudos mostrando influências da alimentação desde o momento pré-concepcional, durante toda a gestação, durante a lactação e o comportamento alimentar nos primeiros anos de vida, especialmente até os 2 anos.

Apesar da figura materna ser extremamente importante fisiologicamente falando, não seria justo depositar essa responsabilidade apenas na mãe, já que o pai (e demais membros da família), apesar de não estar ligado com o bebê diretamente pelo cordão umbilical, está ligado diretamente às escolhas das compras dentro de casa e da forma com que todos se alimentam.

Na prática, a primeira medida é orientar a gestante a ter uma alimentação equilibrada, tanto no sentido de qualidade quanto no sentido de quantidade. Mas num cenário mais que ideal, o casal que deseja gerar um filho, deveria se preocupar com sua saúde desde antes de iniciar as tentativas de engravidar.

Hoje tem se falado muito sobre a microbiota intestinal (os micro-organismos que temos em nosso intestino). Dependendo da composição dessa microbiota, podem já sofrer influência tanto no sentido positivo quanto negativo em relação à obesidade e uma série de outras doenças.

Estimular o aleitamento materno é uma grande forma de prevenção da obesidade infantil. Sempre que for possível, ele deve ser iniciado na primeira hora de vida (independentemente do tipo de parto) e deverá ser orientado a livre demanda. Isso quer dizer que o bebê não tem ritmo e nem hora certa para mamar.

O conceito de livre demanda tem que ser muito bem entendido pela mãe, pelo pai, pelos membros da família que estão em volta e eu diria até pelos profissionais de saúde (médicos pediatras e nutricionistas principalmente). Caso contrário, o aleitamento materno começa a ficar em risco.

Infelizmente é comum que as mães pensem que seu leite é fraco pelo fato de o bebê querer mamar toda hora. E muitas vezes acabam complementando com leite artificial desnecessariamente.

O bebê saudável nasce com os mecanismos de fome e saciedade funcionando, então se ele quer mamar deve ser aleitado, da mesma forma que se não quer mamar, não deve ser. Quando o bebê está no aleitamento exclusivo isso se torna natural, pois ele dá os sinais que quer mamar, ele mama até se sentir saciado e se ele não quer mamar, não conseguimos fazê-lo sugar o seio materno. Nesse cenário não nos preocupamos com a quantidade de leite em mililitros que está sendo ingerida. Confiamos no bebê.

Quando o aleitamento materno não é exclusivo, quando precisamos recorrer a outros tipos de leite, podemos correr o risco de querer controlar os horários e os volumes das mamadas. Principalmente quando a criança apresenta um baixo ganho ponderal.

Por exemplo: se for preparado 90mL é natural que se tente fazer com que o bebê mame tudo, mesmo que ele pare de mamar, continua-se oferecendo. Ao longo do tempo, é como se estivéssemos “quebrando” os mecanismos de saciedade.

Da mesma forma acontece com uma criança maior quando já está comendo as refeições. Muitos de nós, pais, carregamos frases como: “tem que comer tudo”, “tem que raspar o prato”, “se não comer não vai crescer”, e várias outras. Outros de nós carrega até marcas mais profundas, de ameaças com chineladas ou colheradas sendo dadas forçadamente.

Talvez essa cultura venha da época em que havia muita desnutrição em nosso país e, de fato, as crianças doentes e apáticas não tinham força ou ânimo nem para comer. Ou era o medo dos pais em relação à possibilidade de perda, já que podem ter presenciado muitas crianças que morriam das complicações da fome e desnutrição.

Da mesma forma que respeitamos o bebê em aleitamento materno, acreditando que ele mama o quanto precisa, precisamos respeitar e confiar que aquele mesmo ser, agora um pouco mais crescido, continua sabendo o quanto precisa de comida também.

Quando é feito o contrário, ficamos forçando a criança a comer tudo que nós colocamos no prato dela, ou ficamos dando prêmios por ela ter comido tudo, vamos “quebrando” os mecanismos de saciedade, e depois fica muito mais complicado de voltar atrás.

Desde sempre, precisamos ensinar a criança a ter uma boa relação com a comida. Proporcionar um ambiente agradável, tranquilo, sem brigas, sem eletrônicos ou distrações, ajuda a criança a se concentrar na comida e perceber se está satisfeita.

Estimular que a criança conheça e prove todos os sabores: azedo, amargo, doce e salgado, desde a introdução alimentar.

Nesse contexto, métodos de introdução alimentar que contam com a participação mais ativa da criança, como o BLW. Ou mesmo que os pais deixem a criança tocar na comida, ter as sensações, poder explorar o alimento, sem medo da sujeira ou da criança estar brincando com a comida. Tudo isso favorece que o ato de se alimentar seja mais natural e mais leve.

Idealmente fazer as refeições com toda a família à mesa, evitar beliscos entre as refeições, evitar substituir a comida por guloseimas ou lanches também ajuda a criar um bom vínculo com a comida.

Cuidar da rotina de forma geral, para que a criança tenha uma boa qualidade de sono, que tenha uma atividade física regular e pouco tempo de acesso às telas (2 horas por dia, no máximo) também é um cuidado que devemos ter.

A prevenção ainda é o melhor caminho. Lembremos que a criança é o espelho da família. Todos juntos, com novos hábitos, podemos diminuir os números alarmantes da Obesidade Infantil.

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