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9 Alterações de Comportamento na Pessoa com Alzheimer:

alzheimer

1) INSÔNIA

– Procure deixar o ambiente do quarto silencioso e com pouca luz.
– Certifique-se de que a cama e as roupas usadas pelo paciente para dormir, sejam confortáveis e não esteja molhada, para que ele não se sinta apertado e não passe frio ou calor.
– Tente evitar que o paciente durma durante o dia, envolvendo-o em atividades agradáveis que afastem o sono.

2) DELÍRIOS

– O paciente com alzheimer tem a sensação de está sendo perseguido, tente explicar o que está acontecendo, onde ele está e que ninguém fará mal a ele.
– Sempre dê parâmetro de realidade explicitando fatos.
– E se uma determinada pessoa for considerada nociva, certamente será incluída no delírio e isso a afastará de qualquer possibilidade de oferecer ajuda.

3) ALUCINAÇÕES

– Em hipótese nem uma não discuta com o paciente com alzheimer sobre a veracidade do que ele está vendo ou ouvindo.
– Certifique-se que no ambiente não há algum objeto ou fator desencadeante da alucinação como por exemplos: uma planta fazendo sombra, o vento fazendo barulho na cortina, objeto de decoração que a perturbe.

4) SEXUALIDADE EXACERBADA

– Evite situações, sons e imagens que possam ocasionar estimulação sexual.
– Na hora da higiene íntima esclareça informe paciente que é o momento da higienização, explicando porque e para que do fato.
– Procure médico e ou psicólogo para identificação e solução do problema.

5) PERAMBULAÇÃO

– Na parte interna das roupas faça identificação com: nome, endereço e número de telefone.
– Esconda as chaves da casa e do carro para evitar que paciente tente sair de casa.
– Coloque nas portas e portões sinos ou até câmeras para evitar fuga do paciente.

6) AGRESSIVIDADE

– Em caso de agressividade tente mudar o foco chamando a atenção do paciente para outra coisa como paisagem, fotos, música e etc… como uma tentativa para acalma-lo.
– Proponha fazer outra atividade do tipo motora como: caminhar.
– E tente de maneira sutil descobrir o motivo da reação da agressividade e evite repetir a situação.

7) DEPRESSÂO

– A depressão necessita de tratamento psicológico e medicamentoso, não espere, pois o quadro não melhora sozinho, apenas se agravam com o tempo. O tratamento miniminiza o sofrimento do paciente.
– Sempre propicie acolhimento do paciente em meio às conversas e atividades familiares; pois exclusão apenas agrava o quadro.
– A expressão de amor, carinho e cuidado ajuda o paciente sair do quadro de depressão.

8) ANSIEDADE

– Mantenha ambiente calmo, organizado, seguro e agradável para rotina do paciente.
– Evite conversas, brigas e discussões desnecessárias na frente ou próximo do paciente.
– Evite gritar ou falar alto com paciente.
– Evite toda e qualquer agitação desnecessária no ambiente que paciente está inserido.

9) MANEJO DE SINTOMAS

– Evite reações emocionais negativas com ou na frente do paciente.
– Nunca trate o paciente com impaciência, agressividade ou ainda com irritabilidade esses sentimentos podem aumentar conflito e ocasionar no paciente repudia, distanciamento; além de gerar sentimentos de impotência, medo, tristeza, desânimo, dificuldades de lidar com perdas.
– Não trate o paciente com desprezo e indiferença.
– Nunca ignore os desejos e atitudes do paciente porque ele não se recordará depois esse fato poderá enfraquecer os vínculos e a interação social do paciente.
– A ausência de resposta favorece a passividade e pode exacerbar confusão e até agressividade.
-Não use aceitação com permissividade excessiva; tente entender as atitudes do pacientes e apresentar os riscos para aquela situação e impor postura de cuidados com imposição de limites.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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Orientações Gerais para Profissionais no Atendimento Domiciliar:

Vale apenas ressaltar que o profissional da saúde tem que ser imparcial, seja com a família, o paciente e com as empresas envolvidas no processo. Ele deve executar os procedimentos sem envolvimento pessoal e emocional, mantendo uma postura ética conforme prevê o código de ética de cada profissão.

  • O profissional deve ter discurso claro e coeso, sem opiniões, fofocas e discussões.
  • Não falar mal ou denegrir colegas e a empresa ou operadora de saúde.
  • Os profissionais não poderão discutir, abordar assuntos impertinentes ou até mesmo sobre a doença ou o paciente e seus familiares dentro da residência.
  • O profissional deverá atender com roupas próprias, sem roupas curtas, minissaias, roupa colada, tipo calças legging, de contton, salto alto, unhas grandes e sujas etc. O profissional de enfermagem deverá usar chinelo apenas para dar banho no paciente e não ficar circulando na casa de chinelo e de roupas como se estivesse em sua casa.
  • O profissional de enfermagem é prestador de serviço, não funcionário da casa.
  • O profissional não poderá falar mal ou questionar a postura de outro profissional da saúde no domicílio.
  • O profissional deverá ser gentil e cordial com os colegas de trabalho, cuidadores e familiares em qualquer situação.
  • Seja otimista e bem-humorado.
  • Seja humilde e solícito.
  • Postura profissional é fundamental ao reconhecimento e consolidação de uma carreira na área da saúde.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.


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Abaixo estão relacionados os casos mais comuns para a busca de uma terapia psicológica domiciliar:

terapia psicológica domiciliar

 

  • Queixas relacionadas como âmbito familiar: desestruturação familiar, problemas de relacionamento,parceiro, famílias que não conseguem organizar-se para todos os seus membros irem até o consultório.
  • Adolescentes e juventude: distância da família, isolamento e relações sociais, conflitos com autoridade, desempenho escolar, convivência.
  • Crianças e psicoeducação de pais: relacionamento na escola, bullying, relacionamento com adultos, hábitos alimentares, sono e problemas de comportamento (geralmente as crianças comportam-se de forma diferente em seu próprio lar, possibilitando ao psicólogo identificar mais rapidamente, facilitando as intervenções).
  • Queixas relativas ao profundo estado de depressão, ansiedade, fobia social, angústia, insegurança, entre outras, que limitam a saída de casa.
  • Depressão pós-parto.
  • Pessoas de qualquer idade e familiares que lidam com espera de exames importantes, medo de doença grave ou antes de realização de procedimentos cirúrgicos delicados.
  • Pessoas que desejam fazer terapia, mas não podem ou têm dificuldade de locomoção, como idosos e portadores de deficiência física.
  • Necessidade de repensar o sentido da vida, frente ao luto pela perda de uma pessoa amada.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.


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A Psicologia do Desenvolvimento Humano estuda a pessoa humana em todos os seus aspectos: físico motor; intelectual; afetivo-emocional e social.

Estuda como e porque o indivíduo se comporta de determinada forma em uma situação de acordo com momento e fase da sua vida. Observado e tentando  conhecer as características comuns de uma faixa etária, considerando as características universais e individuais e correlacionar com fatores que influenciam o desenvolvimento.

A Psicologia do Desenvolvimento Humano 
Psicologia do Desenvolvimento Humano divide em quatro fatores que influenciam o desenvolvimento humano:
– Hereditariedade: carga genética, potencial que pode ou não se desenvolver.
– Crescimento: aspecto físico de cada indivíduo.
– Maturação Neurofisiológica: é o que torna possível determinado padrão de comportamento.
– Meio: influências e estimulação alteram o comportamento do indivíduo.

O que é Desenvolvimento Humano?

São as mudanças nas estruturas físicas, neurológicas, cognitivas e comportamentais que emergem de maneira ordenada e são relativamente duradouras.

Quais as Metas da Psicologia do Desenvolvimento Humano?

  • Compreender as mudanças que aparecem ser universais.
  • Explicar as diferenças individuais
  • Explicar como o comportamento é influenciado pelo contexto ou situação ambiental.

 

Quais as Fases do Desenvolvimento Humano?

– Pré-Natal: quando indivíduo ainda é um embrião e recebe toda carga genética física, emocional, afetiva e biológica dos pais.
– Nascimento: no ato do nascimento o indivíduo começa interagir com meio externo inicia-se processo de crescimento e desenvolvimento físico-motor, cognitivo, emocional, intelectual e social.
–Infância: é na infância que a criança em desenvolvimento experimenta mudanças, posterior estabilidade passando de um estágio para outro.
– Adolescência: é período de transição entre a infância e a vida adulta; ou seja transição do período de dependência  dos pais para período de treinamento da  independência,  autonomia  e responsabilidades. Momento das alterações físicas e hormonais para desenvolvimento psicossexual.
– Adulto: é momento  de total da independência, autonomia  e responsabilidades. A busca e o alcance da estabilidade emocional, financeira, profissional e afetiva.
– Idoso: é momento  do declínio físico, ausência dos filhos, perda de amigos e cônjuge, fase também do renascimento para novos desafios e perspectivas para uma vida saudável e feliz.

Em qualquer fase da vida a Psicologia está a serviço das pessoas para auxilia-las a viver melhor  e enfrentar os desafios da vida cotidiana e compreender  melhor o seu “eu” e o meio que indivíduo está inserido.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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A Assistência Domiciliar em Psicologia, ou, ainda, Home-Based Therapy, ou atendimento psicológico Home Care, é a assistência psicológica em domicílio  entendendo como domicílio não apenas a residência do paciente, mas também casas de repouso, hospitais, hospitais psiquiátricos, entre outros.

Os principais indicadores de assistência domiciliar em psicologia ocorrem em função de:

  • Limitações Logísticas: quando há dificuldade de organizar e locomover vários membros da família ao consultório, principalmente em casos de famílias maiores. Às vezes a única forma de se conseguir promover Terapia Familiar é efetuar os atendimentos na residência da própria família.
  • Vantagens Clínicas: compreendem alguns dos atendimentos a crianças e adolescentes,no que tange à psicoeducação e também ao AT (Acompanhamento Terapêutico). No caso da psicoeducação, efetuar esse tipo de terapia no ambiente domiciliar torna possível analisar as contingências sociais da criança, pais, avós, babá, irmãos etc. De igual forma,o AT permite ao psicólogo analisar e pontuar, quase que imediatamente, as relações do paciente com o meio social.
  • Limitações Físicas: é o grupo de pacientes que tem dificuldade de locomoção. Neste grupo enquadram-se os idosos, os portadores de deficiência física, pessoas que sofreram acidentes e,temporariamente,têmdificuldadeemlocomover-se, pessoas acamadas, pessoas mais fracas por conta de tratamento oncológico, que sofreram AVC, entre outros.
  • Limitações Clínicas: compreendemos casos clínicos,quando críticos, de fobia social, ansiedade, depressão e outros que desmotivamas pessoas a saírem de casa,tornando possível a terapia apenas se realizada no ambiente domiciliar.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

 

Direitos reservados a BioHouse Terapias.

 


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O Prontuário do Paciente com os respectivos relatórios e anotações da enfermagem e dos outros profissionais envolvidos no caso ficam na casa do paciente à disposição de toda equipe e do Médico-Assistente. Qualquer intercorrência com o paciente será prontamente notificada e dadas as instruções ou tomadas as medidas oportunas para a resolução do problema e continuação do tratamento,ou até de uma eventual reinternação.
Todos os profissionais, sem exceção, deverão evoluir no prontuário do paciente que fica na residência; lembrando que a família e cuidadores também leem esse prontuário e poderão questionar e ter objeções ao que está escrito no caso de informações sigilosas e fatos da dinâmica familiar que ajudam ou atrapalham a evolução do paciente, devendo ser discutido na reunião multiprofissional, sinalizado e descrito no relatório de cada especialidade que é encaminhada para a operadora de saúde.

Prontuário

O QUE CONTÉM O PRONTUÁRIO DOMICILIAR DO PACIENTE

  • Anamnese do paciente.
  • Previsão do histórico do período de internação hospitalar.
  • Prescrição medicamentosa.
  • Prescrições e orientaçõesmédicas.
  • Prescrição e orientações da equipe de Enfermagem.
  • Orientação nutricional.
  • Avaliação fisioterapêutica.
  • Avaliação fonoaudiológica.
  • Avaliação e evolução dos demais profissionais.
  • Exames.
  • Receituário.
  • Evolução multiprofissional para evolução diária de cada profissional com data, horário, nome, especialidade, assinatura e carimbo.
  • Orientação familiar.

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO PACIENTE

Este prontuário é eletrônico e cada operadora de saúde ou empresa de prestação de serviço domiciliar tem sua plataforma para que todos os profissionais possam inserir evolução e dados do paciente.
Os relatórios são por especialidade e a entrega é mensal, juntamente com a planilha dos atendimentos que contêm datas e horário de atendimento assinado pelo responsável do paciente, e também preenchimento da Guia TISS (Troca de Informação da Saúde Suplementar da ANS – Agência Nacional de Saúde).
Com base nessas informações e na liberação prévia do orçamento mensal é que a operadora de saúde faz o faturamento e os pagamentos para as empresas e profissionais liberais envolvidos no processo.
Em média ,esse pagamento leva de 30 a 40 dias após o atendimento via conta bancária.
A Glosa é o termo que se refere ao não pagamento, por parte da operadora de saúde, de algum procedimento de saúde realizado
sem autorização prévia da mesma. Porém, cabe ao profissional o recurso de recorrer explicando o motivo do procedimento e o setor financeiro decide ou não pelo pagamento. Esse recurso não cabe ser aplicado pela operadora de saúde caso o procedimento tenha sido liberado previamente e, se isso ocorrer, cabe recurso do prestador do serviço e, em caso de má fé da operadora de saúde, cabe recurso judicial.Vale ressaltar que todo processo tem de ser documentado via contrato e e-mail.

 

*Lembre-se: o prontuário é direito do paciente quando solicitado.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.


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O Home Care surgiu, primeiramente, nos Estados Unidos (EUA) no período pós-guerra, mediante a necessidade dos familiares de cuidar de seus doentes em casa. Após esta fase inicial, houve a inserção dos profissionais especializados e terapeutas para este cuidado.
A procura excessiva por serviços de saúde e a intencionalidade para internações hospitalares em conjunto com a escassez destes serviços propiciou e colaborou para a transformação do cuidado domiciliar. Essa modalidade de atendimento tornou-se gradativamente organizada.
Em 1796, o Home Care começou a ser arranjado, primeiramente prestando cuidados aos pobres e enfermos, nos Estados Unidos da América, objetivando o tratamento destes pacientes em casa, em vez de hospitalizá-los.Nestamesma época, o hospital ainda era considerado um local insalubre, onde os acometidos por pestes e os pobres aguardavam a morte.
A primeira referência da forma organizada da Assistência Domiciliar em Saúde (ADS) foi o Dispensário de Boston, em 1976, hoje denominado New England Medical Center. Liderado por Lílian Wald, foi criado em 1850 o programa que, mais tarde, denominou-se Public Health Nurse, ou seja, Enfermeira da Saúde Pública.

A Metropolian Life Insurance Company, conhecida também como MetLife, é uma das mais antigas companhias de seguros dos Estados Unidos, criada em 1863 por um grupo de empresários em Nova York. No início, esta empresa oferecia somente seguros de assistência à vida. Mais tarde incluiu serviços dentários.

O Plano de SaúdeMetropolian Life Insurance Company aceitou esse desafio mediante a ideia de Lílian Wald, enfermeira que iniciou o serviço de enfermeiras visitadoras em Nova York e colaborou com a abertura da primeira escola de enfermagem em tempo integral. Ela acreditava que as enfermeiras visitantes poderiam contribuir na reduçãodos gastoscomusuários enfermos.

A Cruz Vermelha ampliou o programa de enfermeiras visitantes para a área rural em 1912. O final da I Guerra Mundial propiciou o aumento das enfermeiras visitantes emtodos os países, e a Cruz Vermelha ampliou esta função para todas as suas filiais. O plano de saúde Metropolian Life Insurance Company contratou várias enfermeiras para o desempenho dessa atividade.

home care

No primeiro momento de atuação da enfermagem em domicílio dava-se ênfase às doenças contagiosas.

A partir de 1950, as doenças contagiosas, diante do trabalho realizado pelas enfermeiras visitantes e comunitárias, diminuíram expressivamente. O foco do trabalho,então,começou a ser os doentes crônicos.

As doenças crônicas inviabilizavam a vida do indivíduo, que, na maioria das vezes,necessitava de longa permanência no leito, acarretando total dependência no desenvolvimento de ações, surgindo, com isso,problemas sociais e econômicos, e,principalmente, de saúde.
No período compreendido entre os anos de 1925 e 1929, a taxa de mortalidade urbana e as doenças infectocontagiosas começam a diminuir nos EUA e a principal causa de mortalidade passa a ser as doenças crônicas degenerativas.

Os hospitais começam a ficar lotados por esses pacientes que optam pela internação para tratamento de tais moléstias. O Home Care ainda é uma opção de tratamento, mas, progressivamente, nesse período diminuem, e muito, seus serviços, sendo substituído pela permanência dos pacientes em hospitais.

Houve a centralização e o aumento de pacientes nos hospitais, principalmente no período entre 1930 a 1954 nos EUA, o que fez com que o trabalho das enfermeiras comunitárias e visitantes declinasse. O Plano de Saúde Metropolian Life cancelou o programa de enfermeiras visitantes, e a Cruz Vermelha também.
A partir do ano de 1955 até 1964 houve grande questionamento sobre os custos dos pacientes para os Planos de Saúde. Como as internações aumentaram, verificou-se que os custos para manter um paciente internado eram superiores àqueles para mantê-lo em tratamento domiciliar.

Paralelamente ao aumento das internações, a taxa de doenças crônicas na população aumentava consideravelmente e o número de pacientes idosos também. Neste contexto, mais uma vez o Home Care aparece como modalidade de assistência à saúde da população, demonstrando qualidade nos serviços com menor custo.
Em 1965, o plano de saúde Medicare, nos EUA, por meio de sua legislação,começou a prover aos seus usuáriosos serviços de Home Care especializados e terapias de natureza curativa ou de reabilitação para os idosos. O serviço de Home Care oferecido pelo Medicare era contratado por uma empresa terceirizada.

O Home Care, nos EUA, começou a ser visto pelos planos de saúde como uma forma de reduzir custos com seus usuários. Assim,no período entre 1970 e 1985, muitas outras empresas de Home Care foram abertas e em 1982 foi fundada a Associação Nacional para Home Care. Essa associação objetivava defender os interesses das empresas credenciadas e promoveu esclarecimento à população na mídia frente ao tratamento do paciente em Home Care. Observou-seque,quanto menos dias os pacientes permaneciam internados, mais os serviços de Home Care eram utilizados pela população. O conhecimento frente ao Home Care também aumentoumuito por parte da população.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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O que são cuidados paliativos?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.
Esse conceito de cuidado paliativo pode ser aplicado em doenças incuráveis, como Câncer, Alzheimer, Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Neuropatias, Síndromes etc.

Patologias iniciais têm como objetivo a cura ou remissão e isto é compartilhado como doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição, mesmo durante o tratamento com intenção curativa,a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, pormeio de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

Tratamento:

O término de uma terapia curativa para doença não significa o final de um tratamento ativo, mas mudanças em focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo não são mutuamente excludentes e propõe que “muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença,em conjunto como tratamento ativo”, e são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até amorte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes, tanto relacionados com o tratamento quanto com a evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de patologias em fase avançada, em que algumas modalidades de tratamentos cirúrgicos e medicamentos os são essenciais para o alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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O que é Deficiência Mental (DM)?

Deficiência Mental é um distúrbio da mente, uma dificuldade ou alteração cognitiva.
No Código Internacional das  Doenças – CID 10 está descrita como Retardo Mental e código vai F-70 a F79 com suas devidas especificações.

As causas etiológicas são: ambientais, nutricional e emocionais

As causas de origem ambientais: são ocasionadas na vida uterina por drogas, medicamentos, agentes químicos, radioativos, envenenamento, agressões físicas a gestante e seu bebê e os mais variados níveis de privações.
As causas de origem nutricional: são ocasionadas por privações e carência alimentar.
As causas de origem emocionais: são ocasionadas por violência doméstica, privações e carências de ordem emocionais e psíquicas.

As Doenças Gestacionais que podem ocasionar Deficiência Mental como: Citomegalovírus, Mononucleose e Hipertireoídismo.
Vale salientar importância  da realização do exame do Pezinho que mensura o índice de Fenilcetonúria  para detenção de alterações metabólicas e enzimáticas.

Quais as Principais Dificuldades do Deficiente Mental  (DM)?

  • Alteração na marcha;
  • Alterações de equilíbrio;
  • Alteração de coordenação motora;
  • Atraso Global Desenvolvimento de Fala e Linguagem;
  • Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;
  • Prejuízos cognitivos e de memórias;
  • Hipotonia generalizada;
  • Incapacidade de ter independência e autonomia total ou parcial;
  • Prejuízos nas funções básicas de sucção, mastigação, deglutição e respiratória.
  • Alterações Pulmonares de Repetição;
  • Otites de repetição;
  • Alterações associadas visuais, auditivas e físicas.

Como Tratar Deficiência Mental (DM)?

A Deficiência Mental é tratada pela equipe interdisciplinar: médico, acompanhamento nutricional, psicológico e sessões de fisioterapia e fonoaudiologia  com plano terapêutico traçado para superar dificuldades diária de cada individuo; associado ao trabalho da equipe escolar.  As sessões de terapias  são semanais de  40 minutos cada sessão  e com duração por tempo indeterminado. O empenho da criança e envolvimento da família é fundamental para evolução e reabilitação dos processos de inclusão social.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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O desenvolvimento humano pleno se dá com envelhecimento humano que acontece no desenvolvimento da vida idosa.

Envelhecer é um ato sublime da vida, um presente a ser apreciado com muita leveza, cuidado e paciência.

A população mundial a cada ano tem aumentado o nível de pessoas idosas e muito tem si discutido o envelhecimento saudável e busca de novas formas de se viver com qualidade de vida e bem estar.

O Desenvolvimento da Vida Idosa está divido nesse texto em  três etapas: Física, Cognitivo e Social.

  • O Desenvolvimento Físico na Vida Idosa: é desencadeado por reações físicas, psicológicas, comportamentais da forma que o sujeito encara o processo de envelhecimento com otimismo e alegria ou como o fim de tudo; essa percepção impacta diretamente em sua saúde física, psíquica, emocional  e na sua interação social ou tendência ao isolamento.

Sabemos que alguns declínios físicos são típicos dessas fases que se se inicia para as mulheres com menopausa que é primeiro sinal biológico do envelhecimento. E para os homens com declínio sexual na produção de espermatozoides e ereção.
As células param de reproduzir o corpo se torna frágil, vulnerável, aumento dos desequilíbrios e quedas; as habilidades sensoriais: acuidade visual, auditiva, força muscular, vigor diminui, rebaixamento do sistema imunológico com enfraquecimento do corpo.
Vale salientar que todos os sintomas acima apresentados são relativos; pois existem muitos idosos ativos sem qualquer alteração que mantém estilo de vida saudável.

  • O Desenvolvimento Cognitivo na Vida Idosa: está intimamente ligado com forma com que o idoso pensa, lembra do passado e busca perspectivas para futuro.

Quanto mais ativo, dinâmico e com interação social o idoso se comporta melhor será o processo de envelhecimento com a perspectiva de desenvolver novas habilidades cognitivas e aprimorar a inteligência emocional.
A capacidade de apreender, reaprender e recordar está ativa durante toda a vida e quanto mais se treinar inibe os processos de declínio, dependência e perda da autonomia.

  • O Desenvolvimento Social na Vida Idosa: no mundo moderno a interação social tem sido valorizada para manter idosos ativo na prática de esportes, atividades lúdicas, artesanatos, serviços comunitários e voluntários, eventos e festas dedicados exclusivamente para  os idosos. Muitos idosos tem ampliados sua interação social para se manter ativos antenados ao mundo moderno e suas tecnologias. E tem buscado desenvolver novas habilidades para interação social com auxilio das tecnologias e das mídias sociais.

 

O Desenvolvimento na Vida Idosa é arte de se reinventar e buscar novas possibilidades para bem viver.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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