Blog

CLASSIC LIST


As Trocas na Fala de fonemas com /R/ e /L/  durante o processo de aquisição de linguagem durante a primeira infância é normal, a troca até máximo cinco anos e meio; sendo necessário avaliação com um fonoaudiólogo para verificar se há alguma alteração.

troca na fala

E caso haja alteração no desenvolvimento ou processo de fala é necessário sessões de fonoterapia pelo menos uma vez por semana com duração de 40 a 45 minutos.

Durante as sessões de fonoaudiologia o profissional irá atuar de maneira lúdica para ajudar a criança a desenvolver o fonema ou os fonemas de maneira adequada.

Após cada sessão a criança leva para casa uma atividade para realizar e fixar o que aprendeu durante as sessões.

A participação da família é fundamental para o sucesso da reabilitação da fala durante o processo terapêutico e em casa.

É importante avaliação e intervenção fonoaudiológica para evitar constrangimento, exposição da criança e até “bullying”.

Os pais devem estar  atentos ao desenvolvimento de fala de seus filhos, qualquer alteração é importante intervenção precoce para assim reajustar de maneira rápida e eficaz o processo de aquisição da fala.

Quando mais tempo demorar para intervenção de um profissional habilitado nesse caso fonoaudiólogo mais longo será o percurso para correção das alterações de comunicação.

Sem sombra de dúvida prevenir é o melhor remédio.

Pois as crianças mais velhas acima de sete anos com alteração de fala também apresentam dificuldades de socialização como timidez, isolamento, medo e alteração de autoestima. Em alguns casos apresentam alterações emocionais importantes; sendo necessário intervenção interdisciplinar de um psicólogo.

Caso criança apresente dificuldades procure um fonoaudiólogo.

Veja o vídeo com nossa especialista: Dra Elizangela Aparecida Barbosa – CRFa. 16.023

”Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”



9 Alterações de Comportamento na Pessoa com Alzheimer:

alzheimer

1) INSÔNIA

– Procure deixar o ambiente do quarto silencioso e com pouca luz.
– Certifique-se de que a cama e as roupas usadas pelo paciente para dormir, sejam confortáveis e não esteja molhada, para que ele não se sinta apertado e não passe frio ou calor.
– Tente evitar que o paciente durma durante o dia, envolvendo-o em atividades agradáveis que afastem o sono.

2) DELÍRIOS

– O paciente com alzheimer tem a sensação de está sendo perseguido, tente explicar o que está acontecendo, onde ele está e que ninguém fará mal a ele.
– Sempre dê parâmetro de realidade explicitando fatos.
– E se uma determinada pessoa for considerada nociva, certamente será incluída no delírio e isso a afastará de qualquer possibilidade de oferecer ajuda.

3) ALUCINAÇÕES

– Em hipótese nem uma não discuta com o paciente com alzheimer sobre a veracidade do que ele está vendo ou ouvindo.
– Certifique-se que no ambiente não há algum objeto ou fator desencadeante da alucinação como por exemplos: uma planta fazendo sombra, o vento fazendo barulho na cortina, objeto de decoração que a perturbe.

4) SEXUALIDADE EXACERBADA

– Evite situações, sons e imagens que possam ocasionar estimulação sexual.
– Na hora da higiene íntima esclareça informe paciente que é o momento da higienização, explicando porque e para que do fato.
– Procure médico e ou psicólogo para identificação e solução do problema.

5) PERAMBULAÇÃO

– Na parte interna das roupas faça identificação com: nome, endereço e número de telefone.
– Esconda as chaves da casa e do carro para evitar que paciente tente sair de casa.
– Coloque nas portas e portões sinos ou até câmeras para evitar fuga do paciente.

6) AGRESSIVIDADE

– Em caso de agressividade tente mudar o foco chamando a atenção do paciente para outra coisa como paisagem, fotos, música e etc… como uma tentativa para acalma-lo.
– Proponha fazer outra atividade do tipo motora como: caminhar.
– E tente de maneira sutil descobrir o motivo da reação da agressividade e evite repetir a situação.

7) DEPRESSÂO

– A depressão necessita de tratamento psicológico e medicamentoso, não espere, pois o quadro não melhora sozinho, apenas se agravam com o tempo. O tratamento miniminiza o sofrimento do paciente.
– Sempre propicie acolhimento do paciente em meio às conversas e atividades familiares; pois exclusão apenas agrava o quadro.
– A expressão de amor, carinho e cuidado ajuda o paciente sair do quadro de depressão.

8) ANSIEDADE

– Mantenha ambiente calmo, organizado, seguro e agradável para rotina do paciente.
– Evite conversas, brigas e discussões desnecessárias na frente ou próximo do paciente.
– Evite gritar ou falar alto com paciente.
– Evite toda e qualquer agitação desnecessária no ambiente que paciente está inserido.

9) MANEJO DE SINTOMAS

– Evite reações emocionais negativas com ou na frente do paciente.
– Nunca trate o paciente com impaciência, agressividade ou ainda com irritabilidade esses sentimentos podem aumentar conflito e ocasionar no paciente repudia, distanciamento; além de gerar sentimentos de impotência, medo, tristeza, desânimo, dificuldades de lidar com perdas.
– Não trate o paciente com desprezo e indiferença.
– Nunca ignore os desejos e atitudes do paciente porque ele não se recordará depois esse fato poderá enfraquecer os vínculos e a interação social do paciente.
– A ausência de resposta favorece a passividade e pode exacerbar confusão e até agressividade.
-Não use aceitação com permissividade excessiva; tente entender as atitudes do pacientes e apresentar os riscos para aquela situação e impor postura de cuidados com imposição de limites.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


download-5-1.jpg

Orientações Gerais para Profissionais no Atendimento Domiciliar:

Vale apenas ressaltar que o profissional da saúde tem que ser imparcial, seja com a família, o paciente e com as empresas envolvidas no processo. Ele deve executar os procedimentos sem envolvimento pessoal e emocional, mantendo uma postura ética conforme prevê o código de ética de cada profissão.

  • O profissional deve ter discurso claro e coeso, sem opiniões, fofocas e discussões.
  • Não falar mal ou denegrir colegas e a empresa ou operadora de saúde.
  • Os profissionais não poderão discutir, abordar assuntos impertinentes ou até mesmo sobre a doença ou o paciente e seus familiares dentro da residência.
  • O profissional deverá atender com roupas próprias, sem roupas curtas, minissaias, roupa colada, tipo calças legging, de contton, salto alto, unhas grandes e sujas etc. O profissional de enfermagem deverá usar chinelo apenas para dar banho no paciente e não ficar circulando na casa de chinelo e de roupas como se estivesse em sua casa.
  • O profissional de enfermagem é prestador de serviço, não funcionário da casa.
  • O profissional não poderá falar mal ou questionar a postura de outro profissional da saúde no domicílio.
  • O profissional deverá ser gentil e cordial com os colegas de trabalho, cuidadores e familiares em qualquer situação.
  • Seja otimista e bem-humorado.
  • Seja humilde e solícito.
  • Postura profissional é fundamental ao reconhecimento e consolidação de uma carreira na área da saúde.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.


shutterstock_288977717-1200x800.jpg

Nutrição e Fonoaudiologia aliadas na promoção e bem estar dos pacientes.

A Nutrição é um ato alimentar vital para saúde humana.

O ato de se alimentar é inerente ao ser humano e faz parte da rotina da vida diária de qualquer pessoa.

A alimentação depende de vários aspectos: sociais, econômicos, culturais, religiosos das preferências individuais e das experiências alimentares vivenciadas ao longo da vida.

Para a grande maioria das pessoas, a alimentação está de bem-estar e convívio social; entretanto, certas limitações e condições podem abalar este ato, até então, “natural” como na presença de uma doença, por exemplo, hábitos e preferências alimentares podem necessitar de modificações.

E momentos prazerosos podem torna-se difíceis, constrangedores e dolorosos. O convívio familiar “ ao redor da mesa”, hábito tão valorizado em nossa cultura, pode dar lugar a momentos de isolamento social.

Em algumas patologias e condições, como as neurológicas e as cirúrgicas, podem trazer, como consequência, um distúrbio de deglutição. Este distúrbio é chamada de Disfagia e pode afetar desde a introdução do alimento na boca até sua chegada ao estômago. A disfagia pode resultar em ingestão e absorção inadequada de alimentos, levando à desnutrição e a várias deficiências nutricionais.
Vale ressaltar que o paciente com disfagia podem estar em grande risco e carência nutricional.

E além da desnutrição, outros aspectos precisam ser considerados, como os prejuízos no estado emocional, na hidratação e na condição pulmonar do paciente. É importante ressaltar que uma consequência séria, e que pode ser fatal, é  a broncoaspiração; ou seja, a entrada de alimentos nas vias aéreas levando casos de pneumonia de repetição até óbito.

nutrição e fonoaudiologia

O que fazer?

A abordagem e o planejamento do estado nutricional e da alimentação dos pacientes com disfagia, são objetivos e metas que devem ser traçados entre os profissionais da nutrição e fonoaudiologia.

Portando torna-se imprescindível  o acompanhamento nutricional e fonoaudiológico do paciente Disfágico.

O inicio do tratamento da Disfagia se dá por meio da avaliação nutricional e fonoaudiológica, o papel da nutrição é traçar o plano terapêutico alimentar baseados em um suporte nutricional adequado para o paciente com alimentos, quantidade e seu manejo no preparo. Já equipe de fonoaudiologia tem como papel fazer indicação da textura, consistências, quantidades e forma de alimentação com objetivo de reabilitação e proteção de vias aéreas superiores.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


homecare-service-page-new-600x400.jpg

Quais são as etapas da Terapia fonoaudiológica?

O atendimento fonoaudiológico deve constar das seguintes etapas:

  • Primeiro contato: anamnese (conhecimento do caso, conhecimento das possibilidades domiciliares e familiares).
  • Avaliação do paciente.
  • Elaboração do plano terapêutico com metas e resultados traçados.
  • Estabelecimento do contrato de prestação de serviço com a operadora de saúde ou com a família em casos particulares que incluem preço, horários de atendimento e previsão de alta; devem ser estabelecidas de 1 a 7 sessões de terapia por semana, de acordo com a patologia, com duração de 40 minutos cada, podendo chegar a 1 hora quando houver necessidade de orientação familiar.
  • Tratamento/(re)habilitação.

Quais os objetivos da terapia foboaudiológica?

  • Atender o paciente de forma personalizada.
  • Inserir o processo fonoaudiológico à dinâmica de vida do paciente e de seus familiares.
  • Diminuir risco de internações ou reinternações hospitalares.
  • Evitar exposição aos riscos do ambiente hospitalar (infecção, depressão etc.).
  • Melhorar sua qualidade de vida e dos seus familiares.

etapas e objeticos da terapia fonoaudiológica

ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

  • Atendimento às disfagias em geral :
  • Mecânicas (decorrentes de alterações orgânicas no trato digestório).
  • Neurogênicas (decorrentes de alterações neurológicas).
  • Estimulação do sistema sensório-motor-oral :
  • Hiper ou hipotonia de órgãos fonoarticulatórios.
  •   Paralisia facial.
  • Alteração de funções estomatognáticas (respiração oral, deglutição atípica, mastigação ineficiente).

AVALIAÇÃO E TERAPIA DE LINGUAGEM

  • Terapia para afasias, atrasos e/ou alterações de linguagem.
  • Avaliação e terapia de voz :
  • Disfonias orgânicas, organofuncionais e funcionais.
  • Avaliação e terapia de articulação :
  • Disartrias.
  • Distúrbios articulatórios.
  • Acompanhamento de alterações da audição e processo de adaptação de próteses auditivas .

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.


prontuário.png

O Prontuário do Paciente com os respectivos relatórios e anotações da enfermagem e dos outros profissionais envolvidos no caso ficam na casa do paciente à disposição de toda equipe e do Médico-Assistente. Qualquer intercorrência com o paciente será prontamente notificada e dadas as instruções ou tomadas as medidas oportunas para a resolução do problema e continuação do tratamento,ou até de uma eventual reinternação.
Todos os profissionais, sem exceção, deverão evoluir no prontuário do paciente que fica na residência; lembrando que a família e cuidadores também leem esse prontuário e poderão questionar e ter objeções ao que está escrito no caso de informações sigilosas e fatos da dinâmica familiar que ajudam ou atrapalham a evolução do paciente, devendo ser discutido na reunião multiprofissional, sinalizado e descrito no relatório de cada especialidade que é encaminhada para a operadora de saúde.

Prontuário

O QUE CONTÉM O PRONTUÁRIO DOMICILIAR DO PACIENTE

  • Anamnese do paciente.
  • Previsão do histórico do período de internação hospitalar.
  • Prescrição medicamentosa.
  • Prescrições e orientaçõesmédicas.
  • Prescrição e orientações da equipe de Enfermagem.
  • Orientação nutricional.
  • Avaliação fisioterapêutica.
  • Avaliação fonoaudiológica.
  • Avaliação e evolução dos demais profissionais.
  • Exames.
  • Receituário.
  • Evolução multiprofissional para evolução diária de cada profissional com data, horário, nome, especialidade, assinatura e carimbo.
  • Orientação familiar.

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO PACIENTE

Este prontuário é eletrônico e cada operadora de saúde ou empresa de prestação de serviço domiciliar tem sua plataforma para que todos os profissionais possam inserir evolução e dados do paciente.
Os relatórios são por especialidade e a entrega é mensal, juntamente com a planilha dos atendimentos que contêm datas e horário de atendimento assinado pelo responsável do paciente, e também preenchimento da Guia TISS (Troca de Informação da Saúde Suplementar da ANS – Agência Nacional de Saúde).
Com base nessas informações e na liberação prévia do orçamento mensal é que a operadora de saúde faz o faturamento e os pagamentos para as empresas e profissionais liberais envolvidos no processo.
Em média ,esse pagamento leva de 30 a 40 dias após o atendimento via conta bancária.
A Glosa é o termo que se refere ao não pagamento, por parte da operadora de saúde, de algum procedimento de saúde realizado
sem autorização prévia da mesma. Porém, cabe ao profissional o recurso de recorrer explicando o motivo do procedimento e o setor financeiro decide ou não pelo pagamento. Esse recurso não cabe ser aplicado pela operadora de saúde caso o procedimento tenha sido liberado previamente e, se isso ocorrer, cabe recurso do prestador do serviço e, em caso de má fé da operadora de saúde, cabe recurso judicial.Vale ressaltar que todo processo tem de ser documentado via contrato e e-mail.

 

*Lembre-se: o prontuário é direito do paciente quando solicitado.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.


laringe.jpg

A laringe é parte fundamental da comunicação oral, expressando por meio da voz grande parte dos sentimentos humanos.

Quando algo de anormal acontece em um dos diversos componentes da laringe e/ou em alguns dos nervos responsáveis por sua inervação, observam-se alterações que podem interferir na qualidade de vida. Dentre as principais funções desempenhadas pela laringe podemos citar: respiratória, esfincteriana e a fonatória.

A laringe é inervada pelos ramos do nervo vago (X par craniano), nervo laríngeo recorrente (inferior) e nervo laríngeo superior, os quais possibilitam a inervação motora e sensitiva da laringe. A mobilidade da musculatura intrínseca da laringe é proporcionada pela ação sinérgica dos músculos tensores (tireoaritenóideo, vocalis e cricotireóideo), adutores (cricoaritenóideo lateral e interaritenóideo) e abdutor (cricoaritenóideo posterior).

A adequação das funções respiratória, fonatória e de deglutição dependem da integridade neurofisiológica e anatômica de todas estruturas envolvidas nessas funções.

As causas mais freqüentes de paralisias da laringe são: compressivas (aneurisma da aorta ou artéria subclávia, estenose mitral, pericardite, tumores da glândula tireóide, hipofaringe, esôfago, traquéia, mediastino e dos pulmões), traumáticas por causas externas ou cirúrgicas (tireoidectomias, traqueostomias, cirurgias da laringe, após irradiação da tireóide, timo e mediastino), neurites periféricas tóxicas (mercúrio, chumbo, arsênico e álcool), infecções (escarlatina, difteria, influenza), além das causas indeterminadas (idiopáticas). São pouco freqüentes as paralisias da laringe por lesões centrais.

Cerca de 90% das paralisias da laringe são decorrentes de comprometimentos periférico dos nervos laríngeos superior e recorrente.

Os canceres são os motivos mais freqüentes da paralisia laríngea, podendo estar localizados em diferentes regiões.

laringe

As paralisias podem ocorrer por danos no nervo laríngeo superior, inferior ou ambos.  As lesões do nervo laríngeo superior geralmente passam despercebidas, devido à pobreza dos sintomas. As pregas vocais conservam os seus movimentos, porém a prega lesada fica ligeiramente arqueada e há rotação posterior da laringe para o lado da lesão.

O nervo laríngeo recorrente esquerdo encontra-se mais vulnerável à lesão quando comparado ao nervo laríngeo recorrente direito, devido ao seu trajeto mais longo.

Através do exame clínico otorrinolaringológico e por meio do exame laringológico, telelaringoscopia, nasofibrolaringoscopia ou estroboscopia laríngea é possível a observação da mobilidade da mucosa, no que se refere à simetria, amplitude, fase e regularidade de vibração, permitindo verificar a presença de imobilidade e inferir sobre uma possível causa, lembrando que a freqüência de prega vocal imóvel sem causa definida clinicamente é alta.

Aproximadamente 30% das paralisias são de origem idiopática. Na paralisia idiopática, aproximadamente 60% dos pacientes recuperam espontaneamente a mobilidade das pregas vocais, sem intervenção, por um período de 6 a 12 meses.

“Direitos reservados ao autor do Texto no livro: FONONCOLOGIA. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral das Autoras do Livro.”


imagem-ilustrativa-fonoaudiologia.jpg

Distúrbio Articulatório

Distúrbio Articulatório correspondem a dificuldades relativas à aprendizagem dos sons ou fonemas da língua portuguesa.
No Código Internacional das Doenças – CID 10 o Distúrbio Articulatório está englobado em F- 80 – Transtornos Específicos do Desenvolvimento da Fala e da Linguagem.

O Distúrbio Articulatório pode acontecer por dois desvios, o desvio fonético ou desvio fonológico; vejamos abaixo as diferenças:

O Desvio Fonético: é alteração no órgão fonoarticulatório como na musculatura da língua, bochecha, lábios etc.
O Desvio Fonológico: são alterações que o individuo causa nas regras da língua portuguesa como por exemplos: alterações de semântica, sintaxe  etc.

Os tipos de alterações Articulatórias são: omissão, substituição, distorção, adição e transposição.

A Omissão: ocorre quando um fonema não é produzido exemplo: SAPATO a criança fala /apatu/ ou para palavra CHUVA  emissão saia /uva/.
A Substituição: ocorre quando um som é substituído por outro exemplo:  BOLA a criança fala /boia/ ou para nomear objeto como CANECA fala /kakeka/.
A Distorção: ocorre quando a criança na produção de um determinado som é alterado de modo que resultado desta seja um som aproximado. Exemplo:  para palavra SALA a emissão aparece o ceceio  e emissão fica /chala/ ou CEBOLA emite /chebola/.
A Adição: ocorre quando o som que não fazem parte do vocábulo é acrescentado. Vejam os exemplos: para emissão da palavra PEDRA a criança fala /peuda/ ou para palavra BLUSA emite /bulusa/.
A transposição: acontece quando a ordem da produção é alterada exemplo: para fala CADERNETA  emite / cardeneta/ ou para falar PÍLULA  emite /pirula/.
Observação: o mais comum em crianças é a substituição e a omissão.

Classificação das Alterações Articulatórias:

Plosivação: palavra é FACA emite /vaca/ ou para VELA e emite /fela/.
Frontalização de Velar: palavra é GARFO e emite /daifu/.
Posteriorização de Velar:  palavra é TATU e emite /kaku/.
Frontalização do Palatal: palavra é SAPO e emite /dapu/.
Posteriorização de Palatal: palavra é SAPO e emite /chapo/.
Simplificação de Liquidas:  palavra é LÁPIS e emite /yapis/.
Simplificação de Encontros Consonantal: palavra é PRATO e emite /pato/ ou /plato/.
Eliminação da Consoante final: palavra é PORCO e emite /poku/ ou /poyku/.
Ensurdecimento de Plosivas: palavra é POLO e emite /bolu/.
Ensurdecimento de Fricativas: palavra é FITA e emite /vila/.

Distúrbio Articulatório

Como Tratar Distúrbio Articulatório?

O Distúrbio Articulatório é tratado pelo profissional fonoaudiólogo que realiza avaliação para entender os processos e dificuldades de cada individuo as sessões de fonoterapias são semanais uma ou duas vezes por semana  40 minutos cada sessão  e com duração média  doze a quinze meses podendo ter variações de caso para caso. O empenho da criança e envolvimento da família é fundamental para evolução e reabilitação dos processos de fala e linguagem.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


Articulação-Temporomandibular-ATM.jpg

Articulação Temporomandibular (ATM), é articulação que liga maxila ao crânio e recebe irrigação sanguínea de um ramo da artéria carótida externa  e é inervada por um ramo nervoso de nervo trigêmeo mandibular.

A Articulação Temporomandibular  (ATM) tem três ligamentos:

  • Ligamento Temporomandíbular: é principal ligamento da ATM com visualização lateral dos ossos temporal e mandibular.
  • Ligamento Estilo- Mandibular: é um ligamento acessório da ATM com visualização lateral-medial dos ossos do ângulo da mandíbula e do processo estiloíde.
  • Ligamento Esfenomandíbular: é segundo ligamento acessório da ATM com visualização medial.

Quais as Posições e Principais Movimentos da Articulação Temporomandibular  (ATM) ?

A Articulação Temporomandibular  (ATM), realiza três tipo principais de movimentos: deslizamento, rotação e lateralidade.

  • Deslizamento:  é responsável pela protusão e retrusão da Articulação Temporomandibular  (ATM). Na protusão há delizamento para frente, já retrusão a deslizamento para a atrás.
  • Rotação: é responsável pelo movimento de depressão e elevação da Articulação Temporomandibular  (ATM).
  • Lateralidade: é responsável  pelo movimento que chamamos de lado de trabalho ou Movimento de BENNET  da Articulação Temporomandibular  (ATM).Devido a forma anatômica da mandíbula a ATM não apresenta movimento de lateralidade total; sendo possível apenas para frente e para o lado, caracterizando uma lateroprotusão.

Quando realizamos movimento de abertura de boca acontece movimento de depressão e protusão da Articulação Temporomandibular  (ATM). Já quando realizamos movimento de fechamento da boca acontece movimento de elevação e retrusão.

Os movimentos de lateralidade ou movimento de Bennet acontece apenas em processo patológicos como:

  • Distúrbios da Articulação Temporomandibular  (ATM).
  • Fraqueza crônica da Articulação Temporomandibular  (ATM).
  • Inchaço da Articulação Temporomandibular  (ATM).
  • Espasmos Musculares dolorosos.
  • Dificuldade de Movimento e limitação da Articulação Temporomandibular  (ATM).

Articulação Temporomandibular  

 

Quais Sintomas de Disfunção da Articulação Temporomandibular  (DATM)?

  • Dores na maxila e mandíbula;
  • Descolamento mandíbula;
  • Dores de ouvido e zumbido;
  • Dificuldades para mastigar e engolir;
  • Dor ao falar;
  • Travamento da articulação com dificuldades de movimentar boca;
  • Inchaço na proximidade da orelha.

 

Qual o tratamento para Disfunção da Articulação Temporomandibular  (DATM) ?

O tratamento é medicamentoso e como protetores de mordida e sessões de fonoaudiologia para reabilitação e eliminar vícios que possa agravar e reincidiva do Distúrbio da Articulação Temporomandibular  (DATM).

Quais os profissionais envolvidos na  Reabilitação da Disfunção da Articulação Temporomandibular  (DATM) ?

O Profissional da odontologia (dentista ) e a fonoaudiologia.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


Você profissional de uma das seguintes áreas venha ser um franqueado: fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional.

Notícias Recentes

Copyright BiohouseTerapias 2019. Todos os direitos reservados