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9 Alterações de Comportamento na Pessoa com Alzheimer:

alzheimer

1) INSÔNIA

– Procure deixar o ambiente do quarto silencioso e com pouca luz.
– Certifique-se de que a cama e as roupas usadas pelo paciente para dormir, sejam confortáveis e não esteja molhada, para que ele não se sinta apertado e não passe frio ou calor.
– Tente evitar que o paciente durma durante o dia, envolvendo-o em atividades agradáveis que afastem o sono.

2) DELÍRIOS

– O paciente com alzheimer tem a sensação de está sendo perseguido, tente explicar o que está acontecendo, onde ele está e que ninguém fará mal a ele.
– Sempre dê parâmetro de realidade explicitando fatos.
– E se uma determinada pessoa for considerada nociva, certamente será incluída no delírio e isso a afastará de qualquer possibilidade de oferecer ajuda.

3) ALUCINAÇÕES

– Em hipótese nem uma não discuta com o paciente com alzheimer sobre a veracidade do que ele está vendo ou ouvindo.
– Certifique-se que no ambiente não há algum objeto ou fator desencadeante da alucinação como por exemplos: uma planta fazendo sombra, o vento fazendo barulho na cortina, objeto de decoração que a perturbe.

4) SEXUALIDADE EXACERBADA

– Evite situações, sons e imagens que possam ocasionar estimulação sexual.
– Na hora da higiene íntima esclareça informe paciente que é o momento da higienização, explicando porque e para que do fato.
– Procure médico e ou psicólogo para identificação e solução do problema.

5) PERAMBULAÇÃO

– Na parte interna das roupas faça identificação com: nome, endereço e número de telefone.
– Esconda as chaves da casa e do carro para evitar que paciente tente sair de casa.
– Coloque nas portas e portões sinos ou até câmeras para evitar fuga do paciente.

6) AGRESSIVIDADE

– Em caso de agressividade tente mudar o foco chamando a atenção do paciente para outra coisa como paisagem, fotos, música e etc… como uma tentativa para acalma-lo.
– Proponha fazer outra atividade do tipo motora como: caminhar.
– E tente de maneira sutil descobrir o motivo da reação da agressividade e evite repetir a situação.

7) DEPRESSÂO

– A depressão necessita de tratamento psicológico e medicamentoso, não espere, pois o quadro não melhora sozinho, apenas se agravam com o tempo. O tratamento miniminiza o sofrimento do paciente.
– Sempre propicie acolhimento do paciente em meio às conversas e atividades familiares; pois exclusão apenas agrava o quadro.
– A expressão de amor, carinho e cuidado ajuda o paciente sair do quadro de depressão.

8) ANSIEDADE

– Mantenha ambiente calmo, organizado, seguro e agradável para rotina do paciente.
– Evite conversas, brigas e discussões desnecessárias na frente ou próximo do paciente.
– Evite gritar ou falar alto com paciente.
– Evite toda e qualquer agitação desnecessária no ambiente que paciente está inserido.

9) MANEJO DE SINTOMAS

– Evite reações emocionais negativas com ou na frente do paciente.
– Nunca trate o paciente com impaciência, agressividade ou ainda com irritabilidade esses sentimentos podem aumentar conflito e ocasionar no paciente repudia, distanciamento; além de gerar sentimentos de impotência, medo, tristeza, desânimo, dificuldades de lidar com perdas.
– Não trate o paciente com desprezo e indiferença.
– Nunca ignore os desejos e atitudes do paciente porque ele não se recordará depois esse fato poderá enfraquecer os vínculos e a interação social do paciente.
– A ausência de resposta favorece a passividade e pode exacerbar confusão e até agressividade.
-Não use aceitação com permissividade excessiva; tente entender as atitudes do pacientes e apresentar os riscos para aquela situação e impor postura de cuidados com imposição de limites.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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Orientações Gerais para Profissionais no Atendimento Domiciliar:

Vale apenas ressaltar que o profissional da saúde tem que ser imparcial, seja com a família, o paciente e com as empresas envolvidas no processo. Ele deve executar os procedimentos sem envolvimento pessoal e emocional, mantendo uma postura ética conforme prevê o código de ética de cada profissão.

  • O profissional deve ter discurso claro e coeso, sem opiniões, fofocas e discussões.
  • Não falar mal ou denegrir colegas e a empresa ou operadora de saúde.
  • Os profissionais não poderão discutir, abordar assuntos impertinentes ou até mesmo sobre a doença ou o paciente e seus familiares dentro da residência.
  • O profissional deverá atender com roupas próprias, sem roupas curtas, minissaias, roupa colada, tipo calças legging, de contton, salto alto, unhas grandes e sujas etc. O profissional de enfermagem deverá usar chinelo apenas para dar banho no paciente e não ficar circulando na casa de chinelo e de roupas como se estivesse em sua casa.
  • O profissional de enfermagem é prestador de serviço, não funcionário da casa.
  • O profissional não poderá falar mal ou questionar a postura de outro profissional da saúde no domicílio.
  • O profissional deverá ser gentil e cordial com os colegas de trabalho, cuidadores e familiares em qualquer situação.
  • Seja otimista e bem-humorado.
  • Seja humilde e solícito.
  • Postura profissional é fundamental ao reconhecimento e consolidação de uma carreira na área da saúde.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.


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 Fisioterapia domiciliar é empregada em pacientes que não necessitam de internação iminente. É uma modalidade de atendimento programado e continuada atividade ambulatorial. Seu diferencial é a readaptação do doente ao ambiente que vive. Prioriza a reabilitação para a independência funcional e o readapta para realizar as atividades do dia a dia.
Além dos cuidados preventivos, a fisioterapia domiciliar exerce o cuidado paliativo, promovendo melhoria na qualidade de vida do paciente que, muitas vezes, está restrito ao leito; por doenças que levam à interrupção na continuidade de vida. Assim, permite ao doente uma reabilitação, sem que necessite abdicar do ambiente familiar, permitindo a interação doente/família, transformando o momento, mais confortável e seguro.
É uma modalidade suigeneris de oferta de serviços de saúde. A empresa provê cuidados, tratamentos, produtos, equipamentos, serviços especializados e específicos para cada paciente, em um ambiente extra institucional de saúde mais especificamente, porém, não tão somente, nas suas residências.

 Fisioterapia domiciliar

Fisioterapia na Assistência Domiciliar:

Em Assistência Domiciliar, a condição clínica ou enfermidade do paciente torna-se parte de um plano de tratamento global integrado, cuja finalidade é a ação preventiva, curativa, reabilitadora e/ou paliativa especializada. Poucos serviços de saúde têm estas características.
O tratamento fisioterápico dá-se por meio de técnicas e métodos manuais, com base em conhecimentos científicos, e através de aparelhos que proporcionam vários métodos terapêuticos. Hoje em dia, o emprego de aparelhos no tratamento está mais acessível na fisioterapia em casa.
Atualmente, é possível termos uma clínica Home Care, pois muitos aparelhos já se encontram de forma compacta e portátil, não privando o paciente de qualquer recurso terapêutico oferecidos em clínicas convencionais.
A singularidade desses serviços fundamenta-se no método de operação. A metodologia integrada envolve todos os fatores que contribuem para a saúde física, social, espiritual e psicológica do paciente e do cuidador.
O Programa de Assistência Domiciliar explora todos esses fatores e utiliza uma metodologia adequada de questionamento, avaliação, planejamento, implementação, acompanhamento e finalização de um conjunto de ações diretamente relacionadas com metas bem estabelecidas por uma equipe multidisciplinar.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.



Existem algumas especialidades dentro da fisioterapia, entre elas:

Fisioterapia Oncológica

É um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto no pré quanto no pós-operatório de câncer, como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeçaepescoço,alémdos relacionados como sistema musculo esquelético.

A Fisioterapia pode ser fundamental no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer ao oferecer acompanhamento às diversas alterações que podem ocorrer,mesmodiante de muitos comprometimentosque se apresentam,comoedemademembros, alterações musculares, constipação, alterações neurológicas, alterações respiratórias, dores musculares por disfunções posturais, dores teciduais e cicatriciais e dores tendinosas e articulares, alterações ósseas, alterações circulatórias (flebites, linfangites, alterações linfáticas) e alterações vasculares em membro superior após aplicação da quimioterapia.

Dentre os procedimentos fisioterapêuticos que podem ser empregados na Fisioterapia Oncológica, destacamos:drenagem linfática manual, exercícios ativos e passivos, alongamentos e resistidos conforme cada alteração muscular que se apresente, exercícios respiratórios paramelhor funcionamento diafragmático, pulmonar e retirada de secreções,treino de marcha,equilíbrio e para outras disfunções neurológicas,reeducação postural (método de cadeias musculares), orientações a familiares e cuidadores, readaptação domiciliar como intuito de facilitar o deslocamento, readaptação ocupacional, caso haja necessidade.

O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de quimio e radioterapia.

Fisioterapia Reumatológica

Consiste, basicamente, no tratamento de patologias crônico-degenerativas, como artrite reumatoide,artrose,osteoporose,osteoartrose, entre outras. A prevalência dessas patologias aumenta com a idade e,como são crônicas,quanto antes e melhor for seu tratamento,mais difícil ter chances de sequelas que possam alterar a qualidade de vida do indivíduo.

As doenças reumáticas acometem o sistema osteoarticular e são mais conhecidas como doenças crônico-degenerativas, e o objetivo da fisioterapia é minimizar dores e incapacidades geradas por tais patologias por meio da utilização de recursos eletroanalgésicos, da aplicação de técnicas de terapiamanual e de atividades que estimulem a movimentação articular, buscando, assim,prevenir a instalação de deformidades,bem como evitar a
progressão de deformidades já instaladas, tentando sempre manter boa qualidade de vida.

Fisioterapia Gestacional

Em primeiro lugar,é importante que o médico libere a futura mamãe para este tipo de atividade.Além disso,é indispensável fazer uma avaliação prévia para saber se está tudo bem para começar a prática dos exercícios.

Durante a gravidez ocorrem intensas alterações físicas,musculo esqueléticas e emocionais e, ainda assim, uma condição de saúde.O fisioterapeuta acompanha e avalia as alterações físicas, como foco na manutenção da saúde,pois a fisioterapia para gestantes pode ajudar para que a gravidez seja aindamais saudável
para mãe e bebê.
Entre as atividades trabalhadas com as gestantes estão os alongamentos, exercícios de fortalecimento muscular, exercícios respiratórios para relaxamento e muito mais.

Após o parto,a fisioterapia continua a contribuir para amenizar os efeitos pós-gravidez. As atividades ajudam não só a recuperar o corpo aos poucos,mas, também,a tratar algumas disfunções uroginecológias,como incontinência urinária,algumasmusculoesqueléticas e outras, a diminuindo, assim, desconfortos e dores.

Fisioterapia Respiratória

A respiração éumprocesso fundamental à vida.É neste processo que ocorre a troca gasosa nos pulmões, ou seja, os movimentos de inspiração e expiração.

O fisioterapeuta atua nos diversos níveis do atendimento aos pacientes com disfunções respiratórias, como Unidades de Terapia Intensiva (UTI),enfermarias,ambulatórios, Home Care e Unidades Básicas de Saúde (UBS). A fisioterapia tem várias abordagens no tratamento dos pacientes pneumopatas, dentre elas manutenção e/ou melhora da ventilação alveolar, prevenção de crises respiratórias, educação ao paciente, suporte ventilatório nos períodos de crise e/ou insuficiência respiratória e melhora da capacidade física.

Para atingir seus objetivos, o Fisioterapeuta utiliza técnicas manuais e/ou instrumentais: o exercício, o posicionamento, a educação e o aconselhamento.

Fisioterapia Neurológica

Os distúrbios neurológicos geralmente causam problemas temporários ou permanentes que prejudicam o indivíduo em suas funções diárias e profissionais,tornando-os,muitas vezes, dependentes parcial ou completamente de outras pessoas.

O impacto nos domínios econômicos, sociais, físicos e emocionais é marcante. Por isso, pesquisas sobre os mecanismos de recuperação da função, após lesão, e da eficácia de tratamentos para melhorar a recuperação e prevenir complicações são, crescentemente, divulgadas.

Sendo assim,a abordagem fisioterapêutica ao paciente neurológico está cada vez mais especializada para cada condição. A seleção apropriada dos recursos e do momento oportuno de sua realização contribui, substancialmente, para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares,mesmo em caso de distúrbios neurológicos persistentes.

Fisioterapia Motora

A intervenção da fisioterapia tráumato-ortopédica é de suma importância na prevenção e no tratamento de distúrbios do sistema musculo esquelético, osteomioarticulares e tendíneas, e nos casos de trauma,em que o paciente tenha sofrido algum procedimento cirúrgico. O tratamento visa maximizar a funcionalidade do paciente,reduzindo o quadro doloroso e as alterações encontradas no sistema motor. Por meio de avaliações detalhadas do paciente, é possível observar desequilíbrios musculares e posturas viciosas adquiridas no dia a dia, o que pode levar a futuras lesões e traumas, como as fraturas.

No âmbito ocupacional, o trabalhador está exposto a movimentos repetitivos que geram uma lesão do sistema musculo esquelético em razão da utilização excessiva e da falta de tempo para a recuperação.
A fisioterapia tráumato-ortopédica adota medidas educacionais quanto aposturas e como manter boa funcionalidade do sistema musculo esquelético.

Fisioterapia Geriátrica

O envelhecimento é inevitável,porém,o envelhecimento saudável é resultado da integralidade multidimensional entre a saúde física,mental, independência na vida diária, socialização, suporte familiar e independência econômica. A Fisioterapia Geriátrica proporciona ao paciente o envelhecimento com qualidade de vida,amelhora notável em sua capacidade de locomoção e equilíbrio, bem como a coordenação dessas funções,o aumento da força muscular e das funções damemória do idoso. Ainda garante a independência e o conforto na realização de atividades por parte dos pacientes idosos em seu dia a dia.

Fisioterapia Pediátrica

É o ramo da Fisioterapia que utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas e cardiorrespiratórias especializadas, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança à maior integração comsua família e a sociedade.

Técnicas de fisioterapia respiratória pediátrica sãomuito utilizadas em unidades hospitalares, consultórios e em domicílio como tratamento coadjuvante de doenças pulmonares. Em unidades de terapia intensiva, fazem parte do corpo clínico permanente e são profissionais altamente requisitados para a realização de alguns procedimentos, como a aplicação da ventilação mecânica não invasiva – VMNI.

A fisioterapia pediátricamotora também é uma subespecialidade da fisioterapia pediátrica muito difundida e com resultados comprovados por vários trabalhos científicos.
O fisioterapeuta pediátrico/pediatra utilizam técnicas há muito aperfeiçoadas e consagradas por anos de bons resultados no tratamento de pacientes neonatais, lactentes e pediátricos, entre elas o baby bobath,o posicionamento no leito e o reequilíbrio toracoabdominal – RTA.

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

Proibido o uso do conteúdo total ou parcial, sem autorização.

Direitos reservados a BioHouse Terapias.


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O Prontuário do Paciente com os respectivos relatórios e anotações da enfermagem e dos outros profissionais envolvidos no caso ficam na casa do paciente à disposição de toda equipe e do Médico-Assistente. Qualquer intercorrência com o paciente será prontamente notificada e dadas as instruções ou tomadas as medidas oportunas para a resolução do problema e continuação do tratamento,ou até de uma eventual reinternação.
Todos os profissionais, sem exceção, deverão evoluir no prontuário do paciente que fica na residência; lembrando que a família e cuidadores também leem esse prontuário e poderão questionar e ter objeções ao que está escrito no caso de informações sigilosas e fatos da dinâmica familiar que ajudam ou atrapalham a evolução do paciente, devendo ser discutido na reunião multiprofissional, sinalizado e descrito no relatório de cada especialidade que é encaminhada para a operadora de saúde.

Prontuário

O QUE CONTÉM O PRONTUÁRIO DOMICILIAR DO PACIENTE

  • Anamnese do paciente.
  • Previsão do histórico do período de internação hospitalar.
  • Prescrição medicamentosa.
  • Prescrições e orientaçõesmédicas.
  • Prescrição e orientações da equipe de Enfermagem.
  • Orientação nutricional.
  • Avaliação fisioterapêutica.
  • Avaliação fonoaudiológica.
  • Avaliação e evolução dos demais profissionais.
  • Exames.
  • Receituário.
  • Evolução multiprofissional para evolução diária de cada profissional com data, horário, nome, especialidade, assinatura e carimbo.
  • Orientação familiar.

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO PACIENTE

Este prontuário é eletrônico e cada operadora de saúde ou empresa de prestação de serviço domiciliar tem sua plataforma para que todos os profissionais possam inserir evolução e dados do paciente.
Os relatórios são por especialidade e a entrega é mensal, juntamente com a planilha dos atendimentos que contêm datas e horário de atendimento assinado pelo responsável do paciente, e também preenchimento da Guia TISS (Troca de Informação da Saúde Suplementar da ANS – Agência Nacional de Saúde).
Com base nessas informações e na liberação prévia do orçamento mensal é que a operadora de saúde faz o faturamento e os pagamentos para as empresas e profissionais liberais envolvidos no processo.
Em média ,esse pagamento leva de 30 a 40 dias após o atendimento via conta bancária.
A Glosa é o termo que se refere ao não pagamento, por parte da operadora de saúde, de algum procedimento de saúde realizado
sem autorização prévia da mesma. Porém, cabe ao profissional o recurso de recorrer explicando o motivo do procedimento e o setor financeiro decide ou não pelo pagamento. Esse recurso não cabe ser aplicado pela operadora de saúde caso o procedimento tenha sido liberado previamente e, se isso ocorrer, cabe recurso do prestador do serviço e, em caso de má fé da operadora de saúde, cabe recurso judicial.Vale ressaltar que todo processo tem de ser documentado via contrato e e-mail.

 

*Lembre-se: o prontuário é direito do paciente quando solicitado.

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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Direitos reservados a BioHouse Terapias.


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O Home Care surgiu, primeiramente, nos Estados Unidos (EUA) no período pós-guerra, mediante a necessidade dos familiares de cuidar de seus doentes em casa. Após esta fase inicial, houve a inserção dos profissionais especializados e terapeutas para este cuidado.
A procura excessiva por serviços de saúde e a intencionalidade para internações hospitalares em conjunto com a escassez destes serviços propiciou e colaborou para a transformação do cuidado domiciliar. Essa modalidade de atendimento tornou-se gradativamente organizada.
Em 1796, o Home Care começou a ser arranjado, primeiramente prestando cuidados aos pobres e enfermos, nos Estados Unidos da América, objetivando o tratamento destes pacientes em casa, em vez de hospitalizá-los.Nestamesma época, o hospital ainda era considerado um local insalubre, onde os acometidos por pestes e os pobres aguardavam a morte.
A primeira referência da forma organizada da Assistência Domiciliar em Saúde (ADS) foi o Dispensário de Boston, em 1976, hoje denominado New England Medical Center. Liderado por Lílian Wald, foi criado em 1850 o programa que, mais tarde, denominou-se Public Health Nurse, ou seja, Enfermeira da Saúde Pública.

A Metropolian Life Insurance Company, conhecida também como MetLife, é uma das mais antigas companhias de seguros dos Estados Unidos, criada em 1863 por um grupo de empresários em Nova York. No início, esta empresa oferecia somente seguros de assistência à vida. Mais tarde incluiu serviços dentários.

O Plano de SaúdeMetropolian Life Insurance Company aceitou esse desafio mediante a ideia de Lílian Wald, enfermeira que iniciou o serviço de enfermeiras visitadoras em Nova York e colaborou com a abertura da primeira escola de enfermagem em tempo integral. Ela acreditava que as enfermeiras visitantes poderiam contribuir na reduçãodos gastoscomusuários enfermos.

A Cruz Vermelha ampliou o programa de enfermeiras visitantes para a área rural em 1912. O final da I Guerra Mundial propiciou o aumento das enfermeiras visitantes emtodos os países, e a Cruz Vermelha ampliou esta função para todas as suas filiais. O plano de saúde Metropolian Life Insurance Company contratou várias enfermeiras para o desempenho dessa atividade.

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No primeiro momento de atuação da enfermagem em domicílio dava-se ênfase às doenças contagiosas.

A partir de 1950, as doenças contagiosas, diante do trabalho realizado pelas enfermeiras visitantes e comunitárias, diminuíram expressivamente. O foco do trabalho,então,começou a ser os doentes crônicos.

As doenças crônicas inviabilizavam a vida do indivíduo, que, na maioria das vezes,necessitava de longa permanência no leito, acarretando total dependência no desenvolvimento de ações, surgindo, com isso,problemas sociais e econômicos, e,principalmente, de saúde.
No período compreendido entre os anos de 1925 e 1929, a taxa de mortalidade urbana e as doenças infectocontagiosas começam a diminuir nos EUA e a principal causa de mortalidade passa a ser as doenças crônicas degenerativas.

Os hospitais começam a ficar lotados por esses pacientes que optam pela internação para tratamento de tais moléstias. O Home Care ainda é uma opção de tratamento, mas, progressivamente, nesse período diminuem, e muito, seus serviços, sendo substituído pela permanência dos pacientes em hospitais.

Houve a centralização e o aumento de pacientes nos hospitais, principalmente no período entre 1930 a 1954 nos EUA, o que fez com que o trabalho das enfermeiras comunitárias e visitantes declinasse. O Plano de Saúde Metropolian Life cancelou o programa de enfermeiras visitantes, e a Cruz Vermelha também.
A partir do ano de 1955 até 1964 houve grande questionamento sobre os custos dos pacientes para os Planos de Saúde. Como as internações aumentaram, verificou-se que os custos para manter um paciente internado eram superiores àqueles para mantê-lo em tratamento domiciliar.

Paralelamente ao aumento das internações, a taxa de doenças crônicas na população aumentava consideravelmente e o número de pacientes idosos também. Neste contexto, mais uma vez o Home Care aparece como modalidade de assistência à saúde da população, demonstrando qualidade nos serviços com menor custo.
Em 1965, o plano de saúde Medicare, nos EUA, por meio de sua legislação,começou a prover aos seus usuáriosos serviços de Home Care especializados e terapias de natureza curativa ou de reabilitação para os idosos. O serviço de Home Care oferecido pelo Medicare era contratado por uma empresa terceirizada.

O Home Care, nos EUA, começou a ser visto pelos planos de saúde como uma forma de reduzir custos com seus usuários. Assim,no período entre 1970 e 1985, muitas outras empresas de Home Care foram abertas e em 1982 foi fundada a Associação Nacional para Home Care. Essa associação objetivava defender os interesses das empresas credenciadas e promoveu esclarecimento à população na mídia frente ao tratamento do paciente em Home Care. Observou-seque,quanto menos dias os pacientes permaneciam internados, mais os serviços de Home Care eram utilizados pela população. O conhecimento frente ao Home Care também aumentoumuito por parte da população.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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Nem tudo que treme é doença de Parkinson!

Uma parcela relativamente grande da população desenvolve algum tipo de tremor em determinados momentos da vida.

As causas são inúmeras vão desde a doença de Parkinson aos distúrbios da glândula tireoide, passado pela ansiedade, o tremor essencial, a abstinência alcoólica, disfunção hepática, entre outros.

O tremor é definido como um movimento involuntário rítmico que pode acometer qualquer articulação do corpo e pode variar de intensidade durante o dia, sendo comumente pior em momentos de estresse e desaparecendo geralmente com o sono.

O diagnóstico correto é realizado pelo médico neurologista  e envolve avaliação do perfil do paciente em sexo, idade, outras doenças e hábitos de vida aliados ao olhar clínico do especialista para identificação do tipo de tremor.

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Por ser um movimento rítmico em torno de determinada articulação, o tremor pode ser dividido algumas formas básicas:

– Tremor de repouso: é o pior quando paciente está parado e relaxado e melhora quando o paciente utiliza o membro afetado com baixa frequência, mas com a amplitude pode ser alta. É o tremor característico da doença de Parkinson.
– Tremor de ação: este é o tipo de tremor mais comum e está divido em tremor postural, em que o paciente apresenta o tremor quando assume determinada postura exemplo quando estende braço ou perna. E o tremor cinético, que ocorre durante determinado movimento ao tentar levar talher com alimento até boca.
– Tremor essencial: é de origem genética e geralmente não apresenta outros sintomas neurológicos, apenas tremor podendo iniciasse em qualquer faixa etária de idade e pode ter predominância de sintomas em um dos hemisférios do corpo.
– Tremor distal: proeminente nas mãos e mais intenso ao esticar os brancos e difere do Parkinson, que treme mais com o membro em repouso.

Como é o Tratamento para o Tremor?

Existem várias propostas terapêuticas para o tratamento dos tremores, a maioria pautada em medicamentos de uso contínuo; associado à atividade física, acompanhamento nutricional e sessões de fisioterapia.

Como é Vida diária de uma Pessoa acometida pelo Tremor?

A grande maioria dos acometidos pelo tremor consegue levar uma vida normal e com baixa taxa de progressão para doença de Parkinson, patologia raríssima antes dos 65 anos de idade.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”


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O que são cuidados paliativos?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.
Esse conceito de cuidado paliativo pode ser aplicado em doenças incuráveis, como Câncer, Alzheimer, Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Neuropatias, Síndromes etc.

Patologias iniciais têm como objetivo a cura ou remissão e isto é compartilhado como doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição, mesmo durante o tratamento com intenção curativa,a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, pormeio de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

Tratamento:

O término de uma terapia curativa para doença não significa o final de um tratamento ativo, mas mudanças em focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo não são mutuamente excludentes e propõe que “muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença,em conjunto como tratamento ativo”, e são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até amorte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes, tanto relacionados com o tratamento quanto com a evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de patologias em fase avançada, em que algumas modalidades de tratamentos cirúrgicos e medicamentos os são essenciais para o alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.

 

 

Trecho do Livro: Profissionais da Saúde e Home Care.

Ano: 2017

Editora Revinter – 1ª edição

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O que é Deficiência Mental (DM)?

Deficiência Mental é um distúrbio da mente, uma dificuldade ou alteração cognitiva.
No Código Internacional das  Doenças – CID 10 está descrita como Retardo Mental e código vai F-70 a F79 com suas devidas especificações.

As causas etiológicas são: ambientais, nutricional e emocionais

As causas de origem ambientais: são ocasionadas na vida uterina por drogas, medicamentos, agentes químicos, radioativos, envenenamento, agressões físicas a gestante e seu bebê e os mais variados níveis de privações.
As causas de origem nutricional: são ocasionadas por privações e carência alimentar.
As causas de origem emocionais: são ocasionadas por violência doméstica, privações e carências de ordem emocionais e psíquicas.

As Doenças Gestacionais que podem ocasionar Deficiência Mental como: Citomegalovírus, Mononucleose e Hipertireoídismo.
Vale salientar importância  da realização do exame do Pezinho que mensura o índice de Fenilcetonúria  para detenção de alterações metabólicas e enzimáticas.

Quais as Principais Dificuldades do Deficiente Mental  (DM)?

  • Alteração na marcha;
  • Alterações de equilíbrio;
  • Alteração de coordenação motora;
  • Atraso Global Desenvolvimento de Fala e Linguagem;
  • Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;
  • Prejuízos cognitivos e de memórias;
  • Hipotonia generalizada;
  • Incapacidade de ter independência e autonomia total ou parcial;
  • Prejuízos nas funções básicas de sucção, mastigação, deglutição e respiratória.
  • Alterações Pulmonares de Repetição;
  • Otites de repetição;
  • Alterações associadas visuais, auditivas e físicas.

Como Tratar Deficiência Mental (DM)?

A Deficiência Mental é tratada pela equipe interdisciplinar: médico, acompanhamento nutricional, psicológico e sessões de fisioterapia e fonoaudiologia  com plano terapêutico traçado para superar dificuldades diária de cada individuo; associado ao trabalho da equipe escolar.  As sessões de terapias  são semanais de  40 minutos cada sessão  e com duração por tempo indeterminado. O empenho da criança e envolvimento da família é fundamental para evolução e reabilitação dos processos de inclusão social.

“Direitos reservados ao autor do Texto. Não pode ser reproduzido sem o devido crédito parcial ou integral.”

 


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O desenvolvimento humano pleno se dá com envelhecimento humano que acontece no desenvolvimento da vida idosa.

Envelhecer é um ato sublime da vida, um presente a ser apreciado com muita leveza, cuidado e paciência.

A população mundial a cada ano tem aumentado o nível de pessoas idosas e muito tem si discutido o envelhecimento saudável e busca de novas formas de se viver com qualidade de vida e bem estar.

O Desenvolvimento da Vida Idosa está divido nesse texto em  três etapas: Física, Cognitivo e Social.

  • O Desenvolvimento Físico na Vida Idosa: é desencadeado por reações físicas, psicológicas, comportamentais da forma que o sujeito encara o processo de envelhecimento com otimismo e alegria ou como o fim de tudo; essa percepção impacta diretamente em sua saúde física, psíquica, emocional  e na sua interação social ou tendência ao isolamento.

Sabemos que alguns declínios físicos são típicos dessas fases que se se inicia para as mulheres com menopausa que é primeiro sinal biológico do envelhecimento. E para os homens com declínio sexual na produção de espermatozoides e ereção.
As células param de reproduzir o corpo se torna frágil, vulnerável, aumento dos desequilíbrios e quedas; as habilidades sensoriais: acuidade visual, auditiva, força muscular, vigor diminui, rebaixamento do sistema imunológico com enfraquecimento do corpo.
Vale salientar que todos os sintomas acima apresentados são relativos; pois existem muitos idosos ativos sem qualquer alteração que mantém estilo de vida saudável.

  • O Desenvolvimento Cognitivo na Vida Idosa: está intimamente ligado com forma com que o idoso pensa, lembra do passado e busca perspectivas para futuro.

Quanto mais ativo, dinâmico e com interação social o idoso se comporta melhor será o processo de envelhecimento com a perspectiva de desenvolver novas habilidades cognitivas e aprimorar a inteligência emocional.
A capacidade de apreender, reaprender e recordar está ativa durante toda a vida e quanto mais se treinar inibe os processos de declínio, dependência e perda da autonomia.

  • O Desenvolvimento Social na Vida Idosa: no mundo moderno a interação social tem sido valorizada para manter idosos ativo na prática de esportes, atividades lúdicas, artesanatos, serviços comunitários e voluntários, eventos e festas dedicados exclusivamente para  os idosos. Muitos idosos tem ampliados sua interação social para se manter ativos antenados ao mundo moderno e suas tecnologias. E tem buscado desenvolver novas habilidades para interação social com auxilio das tecnologias e das mídias sociais.

 

O Desenvolvimento na Vida Idosa é arte de se reinventar e buscar novas possibilidades para bem viver.

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