A FONOTERAPIA PARA DISFAGIA

As sessões de fonoaudiologia em pacientes com Disfagia são realizadas pelo profissional fonoaudiólogo, após avaliação do caso que é traçado o plano terapêutico, onde profissional escolher as formas de terapia que podem ser:

– Fonoterapia Direta:

A terapia direta visa, com o oferecimento de alimento, compensar ou treinar a eficiência da deglutição propriamente dita. É indicada para pacientes com disfagia leve e moderada na escala FOIS níveis 3 a 5, que podem receber uma dieta via oral modificada ou que necessitam do uso de estratégias durante o momento da alimentação. Pode ser divida em três grandes abordagens, que podem ser trabalhadas isoladamente ou de forma associada.

A terapia direta consiste em: Mudanças posturais de cabeça, manobras compensatórias de deglutição e modificação da consistência da dieta.

– Fonoterapia Indireta:

A terapia indireta consiste na aplicação de técnicas que visam a melhora da mobilidade e sensibilidade das estruturas envolvidas no processo de deglutição, sem o oferecimento do alimento. É indicada para pacientes com disfagia moderada a grave na escala FOIS nível 2 ou disfagia grave nível 1, que aspiram todas as consistências e volumes de alimento. E como exemplo de exercícios de terapia indireta, temos: exercícios vocais, sensório-motores, estimulação térmica e gustativa.

– Fonoterapia Mecânica:

A terapia mecânica é a utilização de massageadores faciais associados a exercícios ou aparelhos de eletroestimulação com correntes FES e TENS, Laserterapia, ultrassom etc.

Esse tipo de equipamento é indicado para todos os níveis de Disfagia; deve ser aplicado por um profissional com treinamento específico.

-Fonoterapia Mista:

A terapia Mista é aquela que engloba exercícios da fonoterapia direta, indireta e mecânica para  reabilitação e treinamento individualizado de um tratamento específico de cada patologia levando em conta o acometimento e evolução da doença.

Vale salientar que essas formas de terapia são prescritas, orientadas ou conduzidas pelo fonoaudiólogo, de acordo com a necessidade de cada caso em questão.

É importante que o paciente fique atento a sua forma de engolir para se tornar um agente ativo no processo de mudança, na incorporação de novos hábitos alimentares e estratégias, facilitando o seu processo de alimentação.

A participação da família e/ou do cuidador também é fundamental para que os objetivos propostos possam ser alcançados.

 

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